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O que significa dizer que o homem é um “ser social e politico”?

IED


3 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Passei Direto

Há mais de um mês

O homem é um ser social e precisa estar em contato com seus semelhantes e formar associações. Ele se completa no outro. Somente da interação social é possível o desenvolvimento de suas potencialidades e faculdades.

Ele precisa buscar no outro as experiências ou faculdades que não possui e, mais, há a necessidade de passar seu conhecimento adiante. Dessa interação, há crescimento, desenvolvimento pessoal e social.

Conforme Battista Mondin (1986, p.154) o homem é um ser sociável, pois tem a “propensão para viver junto com os outros e comunicar-se com eles, torná-los participantes das próprias experiências e dos próprios desejos, conviver com eles as mesmas emoções e os mesmos bens.”

Segundo o mesmo autor, ele também é um ser político. A politicidade é “o conjunto de relações que o indivíduo mantém com os outros, enquanto faz parte de um grupo social.”

Vários estudiosos tentam explicar o impulso associativo do ser humano. Platão (428-348 a.C.) interpreta a dimensão social do homem como um fenômeno contingente. Para ele o homem é um ser etéreo, é essencialmente alma e se realiza em sua plenitude e perfeição, alcançando a felicidade ao contemplar as idéias. Estas se localizam em um mundo denominado “topos uranos”, ou lugar celeste. Para esta atividade não necessita de ninguém, cada alma se basta, existindo e se realizando por conta própria, independentemente das outras.

Mas, por causa de uma grande culpa, que não é explicada em sua teoria, as almas perderam sua condição original de espiritualidade absoluta e caíram na Terra, sendo obrigadas a assumir um corpo físico para expurgar suas culpas e purificar-se. Esse corpo físico funcionaria como um limitador de suas potencialidades e faculdades, impedindo-as de se sentirem completas por si só.

Desse modo, as almas corporificadas precisam se associar para suprir suas carências e limitações. Sendo Platão, portanto, a sociabilidade é uma conseqüência da corporeidade e dura apenas enquanto as almas estiverem ligadas ao corpo físico, material.

Aristóteles (384-322 a.C), de maneira oposta, entende que a sociabilidade é uma propriedade essencial do homem. Na sua visão, o homem é constituído de corpo e de alma, essencialmente.

E, por esta constituição, não pode se auto-realizar, sendo necessário criar vínculos sociais para satisfazer suas próprias necessidades e vontades. É a natureza do homem que o impulsiona a querer associar-se e interagir com os demais. Por este motivo, considerava o homem fora da sociedade um ser superior ou inferior à condição humana: “O homem é, por sua natureza, um animal político. Aquele que, por natureza, não possui estado, é superior ou mesmo inferior ao homem, quer dizer: ou é um deus ou mesmo um animal” (de sua obra: A política).

Há ainda muito mais a saber sobre o comportamento social e politico do homem, bastando para tanto, apreciar as leituras recomendadas.

Referências

ALIGHIERI, Dante. Da Monarquia, São Paulo: Martin Claret, 2003

ARISTÓTELES. A política, São Paulo: Martin Claret, 2006

BETIOLI, Antônio Bento. Introdução ao direito: lições de propedêutica jurídica tridimensional, 10ª ed., São Paulo: Saraiva, 2008

BOBBIO, Norberto. Teoria do ordenamento jurídico. Brasília: Ed. Universidade de Brasília, 1997

DURKHEIM, Émile. As regras do método sociológico, São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1960

GUSMÃO, Paulo Dourado de. Introdução ao estudo de direito, 8ª ed., Rio de Janeiro: Forense, 1978

LEGAZ Y LACAMBRA, Luiz. Filosofia Del derecho, 2ª ed., Barcelona: Bosch, 1961

MONDIN, Battista. O homem, quem é ele?, São Paulo: Paulinas, 1986

NADER, Paulo. Introdução ao estudo do direito, 28ª ed., Rio de Janeiro: Forense, 2007

POLETTI, Ronaldo. Introdução ao direito, 4ª ed., São Paulo: Saraiva, 2010

REALE, Miguel. Lições preliminares de direito, 27ª ed., São Paulo: Saraiva, 2006

TELLES JÚNIOR, Goffredo. Iniciação na ciência do direito, São Paulo: Saraiva, 2001

O homem é um ser social e precisa estar em contato com seus semelhantes e formar associações. Ele se completa no outro. Somente da interação social é possível o desenvolvimento de suas potencialidades e faculdades.

Ele precisa buscar no outro as experiências ou faculdades que não possui e, mais, há a necessidade de passar seu conhecimento adiante. Dessa interação, há crescimento, desenvolvimento pessoal e social.

Conforme Battista Mondin (1986, p.154) o homem é um ser sociável, pois tem a “propensão para viver junto com os outros e comunicar-se com eles, torná-los participantes das próprias experiências e dos próprios desejos, conviver com eles as mesmas emoções e os mesmos bens.”

Segundo o mesmo autor, ele também é um ser político. A politicidade é “o conjunto de relações que o indivíduo mantém com os outros, enquanto faz parte de um grupo social.”

Vários estudiosos tentam explicar o impulso associativo do ser humano. Platão (428-348 a.C.) interpreta a dimensão social do homem como um fenômeno contingente. Para ele o homem é um ser etéreo, é essencialmente alma e se realiza em sua plenitude e perfeição, alcançando a felicidade ao contemplar as idéias. Estas se localizam em um mundo denominado “topos uranos”, ou lugar celeste. Para esta atividade não necessita de ninguém, cada alma se basta, existindo e se realizando por conta própria, independentemente das outras.

Mas, por causa de uma grande culpa, que não é explicada em sua teoria, as almas perderam sua condição original de espiritualidade absoluta e caíram na Terra, sendo obrigadas a assumir um corpo físico para expurgar suas culpas e purificar-se. Esse corpo físico funcionaria como um limitador de suas potencialidades e faculdades, impedindo-as de se sentirem completas por si só.

Desse modo, as almas corporificadas precisam se associar para suprir suas carências e limitações. Sendo Platão, portanto, a sociabilidade é uma conseqüência da corporeidade e dura apenas enquanto as almas estiverem ligadas ao corpo físico, material.

Aristóteles (384-322 a.C), de maneira oposta, entende que a sociabilidade é uma propriedade essencial do homem. Na sua visão, o homem é constituído de corpo e de alma, essencialmente.

E, por esta constituição, não pode se auto-realizar, sendo necessário criar vínculos sociais para satisfazer suas próprias necessidades e vontades. É a natureza do homem que o impulsiona a querer associar-se e interagir com os demais. Por este motivo, considerava o homem fora da sociedade um ser superior ou inferior à condição humana: “O homem é, por sua natureza, um animal político. Aquele que, por natureza, não possui estado, é superior ou mesmo inferior ao homem, quer dizer: ou é um deus ou mesmo um animal” (de sua obra: A política).

Há ainda muito mais a saber sobre o comportamento social e politico do homem, bastando para tanto, apreciar as leituras recomendadas.

Referências

ALIGHIERI, Dante. Da Monarquia, São Paulo: Martin Claret, 2003

ARISTÓTELES. A política, São Paulo: Martin Claret, 2006

BETIOLI, Antônio Bento. Introdução ao direito: lições de propedêutica jurídica tridimensional, 10ª ed., São Paulo: Saraiva, 2008

BOBBIO, Norberto. Teoria do ordenamento jurídico. Brasília: Ed. Universidade de Brasília, 1997

DURKHEIM, Émile. As regras do método sociológico, São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1960

GUSMÃO, Paulo Dourado de. Introdução ao estudo de direito, 8ª ed., Rio de Janeiro: Forense, 1978

LEGAZ Y LACAMBRA, Luiz. Filosofia Del derecho, 2ª ed., Barcelona: Bosch, 1961

MONDIN, Battista. O homem, quem é ele?, São Paulo: Paulinas, 1986

NADER, Paulo. Introdução ao estudo do direito, 28ª ed., Rio de Janeiro: Forense, 2007

POLETTI, Ronaldo. Introdução ao direito, 4ª ed., São Paulo: Saraiva, 2010

REALE, Miguel. Lições preliminares de direito, 27ª ed., São Paulo: Saraiva, 2006

TELLES JÚNIOR, Goffredo. Iniciação na ciência do direito, São Paulo: Saraiva, 2001

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Alti

Há mais de um mês

Quer dizer que o homem possui uma inclinação natural e extintiva para se juntar com seus semelhantes e viver em sociedade.Essa definição foi utilizada por Aristóteles em sua obra : A POLÍTICA, e foi alvo de críticas por parte dos defensores do contratualismo, que por sua vez diziam que ao afirmar tal coisa, estaria comparando o ser humano  ( um ser racional) com as abelhas e/ou formigas.

Espero que tenha ajudado !

Fonte : Eu ...

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Manoel

Há mais de um mês

O HOMEM, UM SER POLÍTICO E SOCIAL

 
O homem é, por natureza, um ser político e social, conforme já afirmou um renomado filósofo. Ele sempre está envolvido em alguma atividade relacionada às outras pessoas. Por essa razão, jamais pode ser comparado a uma ilha. Com os seus direitos e deveres inalienáveis tem uma vida de alegrias ou dissabores, realizações ou frustrações que são frutos do reflexo do seu caráter, pensamentos e atitudes.

Quando ele toma uma decisão de lidar no âmbito político partidário, obviamente a sua vida particular vem à tona, pois através dos meios de comunicações ela passa a ser propalada aos quatro ventos, independente do cargo que passa a exercer. Também, à sua revelia, se por ventura pratica atos desabonadores, a imprensa jamais perdoa e a divulgação nunca é postergada.

Portanto, quando uma pessoa opta por um cargo político assemelha-se a um escritor que consegue publicar o seu primeiro livro: as críticas construtivas ou não logo aparecem, automaticamente. Então é sempre bom dominar as irritações por que elas são os principais ossos do ofício. Não adiante se esquivar ou muito menos, querer agradar a todos, porque será uma tentativa inútil. A pessoa pode ser coerente como for, mas esse feito jamais será realizado por nenhum ser humano. Os inúmeros exemplos ao longo da história estão cada dia mais atuais do que nunca. O importante mesmo é seguir o lema: “NÃO DIGAS AO MUNDO O QUE ÉS CAPAZ, DEMONSTRE-O!”. Sendo assim, já conseguirá uma grande vitória em todas suas realizações.

João Bosco de Andrade Araújo

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas