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a) É possível correlacionar a notícia meteorológica com o que significou o AI-5 no contexto político do período? Explique.


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Há mais de um mês

O AI-5, ou Ato Institucional n°5, foi um decreto emitido no ano de 1968 pelo governo do general Artur Costa e Silva, um dos presidentes do Brasil durante a Ditadura Militar. Este ato promulgava vários poderes ao governo, que antes eram inexistentes. O AI-5 foi um ato que promovia a repressão de todas as pessoas que se opunham ao regime, mas, mais que isso, foi um ato que sacramentou a autoridade do governo militar, já que fechou o Congresso Nacional, dava o poder do governo de cassar o mandato de políticos eleitos além de poder suspender os direitos políticos de qualquer cidadão, permitindo também que o Governo Federal pudesse intervir na política dos estados e dos municípios.


Deste modo, em 13 de dezembro de 1968, dia em que o AI-5 foi estabelecido, o Governo Ditatorial Militar consegue se erguer como o poder único e dominante, já que por este ato todos os âmbitos políticos tinham como crivo final o próprio governo, o que permitia com que todos os opositores ao regime fossem reprimidos, cassados e silenciados. Os jornais que faziam a cobertura política brasileira, consequentemente, não poderiam fazer oposição ao regime, já que eram submetidos a constantes revisões por censores do governo. No dia 14 de dezembro de 1968, um dia depois da divulgação do AI-5, o Jornal Do Brasil noticiou o evento, com a manchete na primeira página “Governo baixa Ato Institucional e coloca Congresso em recesso por tempo ilimitado”.


Mesmo que a reportagem se limitasse a narrar o fato de modo neutro e acrítico, no canto superior direito da primeira página do Jornal do Brasil do dia 14 de dezembro de 1968 há um pequeno poema que aparece como a seção da meteorologia que procura avaliar as consequências reais do AI-5 e confundir a censura. A previsão do tempo diz: “Tempo negro. Temperatura sufocante. O ar está irrespirável. O país está sendo varrido por fortes ventos. Máx.: 38°, em Brasília. Mín.: 5°, nas Laranjeiras.”


Portanto, a relação que podemos fazer do contexto político do AI-5 com a notícia meteorológica é que está foi usada na época para driblar a censura e avaliar criticamente o que estava acontecendo no momento da promulgação do ato, o que era proibido.

O AI-5, ou Ato Institucional n°5, foi um decreto emitido no ano de 1968 pelo governo do general Artur Costa e Silva, um dos presidentes do Brasil durante a Ditadura Militar. Este ato promulgava vários poderes ao governo, que antes eram inexistentes. O AI-5 foi um ato que promovia a repressão de todas as pessoas que se opunham ao regime, mas, mais que isso, foi um ato que sacramentou a autoridade do governo militar, já que fechou o Congresso Nacional, dava o poder do governo de cassar o mandato de políticos eleitos além de poder suspender os direitos políticos de qualquer cidadão, permitindo também que o Governo Federal pudesse intervir na política dos estados e dos municípios.


Deste modo, em 13 de dezembro de 1968, dia em que o AI-5 foi estabelecido, o Governo Ditatorial Militar consegue se erguer como o poder único e dominante, já que por este ato todos os âmbitos políticos tinham como crivo final o próprio governo, o que permitia com que todos os opositores ao regime fossem reprimidos, cassados e silenciados. Os jornais que faziam a cobertura política brasileira, consequentemente, não poderiam fazer oposição ao regime, já que eram submetidos a constantes revisões por censores do governo. No dia 14 de dezembro de 1968, um dia depois da divulgação do AI-5, o Jornal Do Brasil noticiou o evento, com a manchete na primeira página “Governo baixa Ato Institucional e coloca Congresso em recesso por tempo ilimitado”.


Mesmo que a reportagem se limitasse a narrar o fato de modo neutro e acrítico, no canto superior direito da primeira página do Jornal do Brasil do dia 14 de dezembro de 1968 há um pequeno poema que aparece como a seção da meteorologia que procura avaliar as consequências reais do AI-5 e confundir a censura. A previsão do tempo diz: “Tempo negro. Temperatura sufocante. O ar está irrespirável. O país está sendo varrido por fortes ventos. Máx.: 38°, em Brasília. Mín.: 5°, nas Laranjeiras.”


Portanto, a relação que podemos fazer do contexto político do AI-5 com a notícia meteorológica é que está foi usada na época para driblar a censura e avaliar criticamente o que estava acontecendo no momento da promulgação do ato, o que era proibido.

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O AI-5, ou Ato Institucional n°5, foi um decreto emitido no ano de 1968 pelo governo do general Artur Costa e Silva, um dos presidentes do Brasil durante a Ditadura Militar. Este ato promulgava vários poderes ao governo, que antes eram inexistentes. O AI-5 foi um ato que promovia a repressão de todas as pessoas que se opunham ao regime, mas, mais que isso, foi um ato que sacramentou a autoridade do governo militar, já que fechou o Congresso Nacional, dava o poder do governo de cassar o mandato de políticos eleitos além de poder suspender os direitos políticos de qualquer cidadão, permitindo também que o Governo Federal pudesse intervir na política dos estados e dos municípios.


Deste modo, em 13 de dezembro de 1968, dia em que o AI-5 foi estabelecido, o Governo Ditatorial Militar consegue se erguer como o poder único e dominante, já que por este ato todos os âmbitos políticos tinham como crivo final o próprio governo, o que permitia com que todos os opositores ao regime fossem reprimidos, cassados e silenciados. Os jornais que faziam a cobertura política brasileira, consequentemente, não poderiam fazer oposição ao regime, já que eram submetidos a constantes revisões por censores do governo. No dia 14 de dezembro de 1968, um dia depois da divulgação do AI-5, o Jornal Do Brasil noticiou o evento, com a manchete na primeira página “Governo baixa Ato Institucional e coloca Congresso em recesso por tempo ilimitado”.


Mesmo que a reportagem se limitasse a narrar o fato de modo neutro e acrítico, no canto superior direito da primeira página do Jornal do Brasil do dia 14 de dezembro de 1968 há um pequeno poema que aparece como a seção da meteorologia que procura avaliar as consequências reais do AI-5 e confundir a censura. A previsão do tempo diz: “Tempo negro. Temperatura sufocante. O ar está irrespirável. O país está sendo varrido por fortes ventos. Máx.: 38°, em Brasília. Mín.: 5°, nas Laranjeiras.”


Portanto, a relação que podemos fazer do contexto político do AI-5 com a notícia meteorológica é que está foi usada na época para driblar a censura e avaliar criticamente o que estava acontecendo no momento da promulgação do ato, o que era proibido.

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O AI-5, ou Ato Institucional n°5, foi um decreto emitido no ano de 1968 pelo governo do general Artur Costa e Silva, um dos presidentes do Brasil durante a Ditadura Militar. Este ato promulgava vários poderes ao governo, que antes eram inexistentes. O AI-5 foi um ato que promovia a repressão de todas as pessoas que se opunham ao regime, mas, mais que isso, foi um ato que sacramentou a autoridade do governo militar, já que fechou o Congresso Nacional, dava o poder do governo de cassar o mandato de políticos eleitos além de poder suspender os direitos políticos de qualquer cidadão, permitindo também que o Governo Federal pudesse intervir na política dos estados e dos municípios.


Deste modo, em 13 de dezembro de 1968, dia em que o AI-5 foi estabelecido, o Governo Ditatorial Militar consegue se erguer como o poder único e dominante, já que por este ato todos os âmbitos políticos tinham como crivo final o próprio governo, o que permitia com que todos os opositores ao regime fossem reprimidos, cassados e silenciados. Os jornais que faziam a cobertura política brasileira, consequentemente, não poderiam fazer oposição ao regime, já que eram submetidos a constantes revisões por censores do governo. No dia 14 de dezembro de 1968, um dia depois da divulgação do AI-5, o Jornal Do Brasil noticiou o evento, com a manchete na primeira página “Governo baixa Ato Institucional e coloca Congresso em recesso por tempo ilimitado”.


Mesmo que a reportagem se limitasse a narrar o fato de modo neutro e acrítico, no canto superior direito da primeira página do Jornal do Brasil do dia 14 de dezembro de 1968 há um pequeno poema que aparece como a seção da meteorologia que procura avaliar as consequências reais do AI-5 e confundir a censura. A previsão do tempo diz: “Tempo negro. Temperatura sufocante. O ar está irrespirável. O país está sendo varrido por fortes ventos. Máx.: 38°, em Brasília. Mín.: 5°, nas Laranjeiras.”


Portanto, a relação que podemos fazer do contexto político do AI-5 com a notícia meteorológica é que está foi usada na época para driblar a censura e avaliar criticamente o que estava acontecendo no momento da promulgação do ato, o que era proibido.

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