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quais são os principios da arbitragem?


3 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Carlos Eduardo Ferreira de Souza Verified user icon

Há mais de um mês

A doutrina nos informa três princípios essenciais: a autonomia da vontade, o devido processo legal e o kompetenz-kompetenz.

Quanto à autonomia da vontade, temos como fundamental para a arbitragem, pois sem que as partes convencionem pelo julgamento a partir de juízo arbitral, jamais será a causa por ele julgada. Assim, não existe a possibilidade de ajuizar ação em sede de arbitragem sem que ambas as partes tenham assim convencionado previamente.

Ademais, podem as partes estabelecer procedimentos, prazos, redistribuir ônus das provas, dentre outros, a partir daquele mesmo princípio, desde que não firam garantias constitucionais ou normas de ordem pública.

Já em relação ao devido processo legal, temos um limitador da autonomia da vontade, pois determinados atos devem ser necessariamente observados e seguidos para que o processo seja válido. É que, mesmo em jurisdição arbitral (há quem critique essa nomenclatura), teremos o processo como um conjunto ordenado de atos praticados com objetivo de atingir determinado resultado útil. Assim, devido processo violado, em sede arbitral ou judicial, é processo inválido, se gerar danos ao sucumbente.

Temos ainda, o princípio da kompetenz-kompetenz ou, traduzindo, da competência-competência. É que, neste caso, cabe ao juiz natural, ou seja, aquele investido de jurisdição, exercendo atividade típica do Estado, julgar sobre sua própria competência, no caso de existir convenção de arbitragem, definindo de quem será a competência para julgamento do processo sub judice.

Por fim, gostaríamos de destacar que a lei de arbitragem (Lei 9.307/96) traz alguns princípios.

O procedimento arbitral é sigiloso, em regra, e prova disso é a exceção trazida pelo art. 2º, §3º, da Lei de Arbitragem, que define que " arbitragem que envolva a administração pública será sempre de direito e respeitará o princípio da publicidade.". Por questão lógica, a arbitragem que não envolva a administração pública não guarda dever de publicidade.

Devemos nos atentar, ainda, aos princípios expressamente previstos pelo art. 21, §2º, da Lei de Arbitragem, que informa que serão respeitados o contraditório, a igualdade de partes, a imparcialidade do árbitro e o livre convencimento motivado. Percebamos que se trata de princípios também assegurados na seara judicial:

"Art. 21. A arbitragem obedecerá ao procedimento estabelecido pelas partes na convenção de arbitragem, que poderá reportar-se às regras de um órgão arbitral institucional ou entidade especializada, facultando-se, ainda, às partes delegar ao próprio árbitro, ou ao tribunal arbitral, regular o procedimento.

[...]

§ 2º Serão, sempre, respeitados no procedimento arbitral os princípios do contraditório, da igualdade das partes, da imparcialidade do árbitro e de seu livre convencimento."

A competência arbitral, quando convencionada e demonstrada pela parte, prevalece sobre a judicial, inclusive quanto à resolução do mérito. Entretanto, a violação dos princípios referidos, bem como a outras questões que violem legalidade ou constitucionalidade no procedimento arbitral podem ser objeto de controle judicial.

A doutrina nos informa três princípios essenciais: a autonomia da vontade, o devido processo legal e o kompetenz-kompetenz.

Quanto à autonomia da vontade, temos como fundamental para a arbitragem, pois sem que as partes convencionem pelo julgamento a partir de juízo arbitral, jamais será a causa por ele julgada. Assim, não existe a possibilidade de ajuizar ação em sede de arbitragem sem que ambas as partes tenham assim convencionado previamente.

Ademais, podem as partes estabelecer procedimentos, prazos, redistribuir ônus das provas, dentre outros, a partir daquele mesmo princípio, desde que não firam garantias constitucionais ou normas de ordem pública.

Já em relação ao devido processo legal, temos um limitador da autonomia da vontade, pois determinados atos devem ser necessariamente observados e seguidos para que o processo seja válido. É que, mesmo em jurisdição arbitral (há quem critique essa nomenclatura), teremos o processo como um conjunto ordenado de atos praticados com objetivo de atingir determinado resultado útil. Assim, devido processo violado, em sede arbitral ou judicial, é processo inválido, se gerar danos ao sucumbente.

Temos ainda, o princípio da kompetenz-kompetenz ou, traduzindo, da competência-competência. É que, neste caso, cabe ao juiz natural, ou seja, aquele investido de jurisdição, exercendo atividade típica do Estado, julgar sobre sua própria competência, no caso de existir convenção de arbitragem, definindo de quem será a competência para julgamento do processo sub judice.

Por fim, gostaríamos de destacar que a lei de arbitragem (Lei 9.307/96) traz alguns princípios.

O procedimento arbitral é sigiloso, em regra, e prova disso é a exceção trazida pelo art. 2º, §3º, da Lei de Arbitragem, que define que " arbitragem que envolva a administração pública será sempre de direito e respeitará o princípio da publicidade.". Por questão lógica, a arbitragem que não envolva a administração pública não guarda dever de publicidade.

Devemos nos atentar, ainda, aos princípios expressamente previstos pelo art. 21, §2º, da Lei de Arbitragem, que informa que serão respeitados o contraditório, a igualdade de partes, a imparcialidade do árbitro e o livre convencimento motivado. Percebamos que se trata de princípios também assegurados na seara judicial:

"Art. 21. A arbitragem obedecerá ao procedimento estabelecido pelas partes na convenção de arbitragem, que poderá reportar-se às regras de um órgão arbitral institucional ou entidade especializada, facultando-se, ainda, às partes delegar ao próprio árbitro, ou ao tribunal arbitral, regular o procedimento.

[...]

§ 2º Serão, sempre, respeitados no procedimento arbitral os princípios do contraditório, da igualdade das partes, da imparcialidade do árbitro e de seu livre convencimento."

A competência arbitral, quando convencionada e demonstrada pela parte, prevalece sobre a judicial, inclusive quanto à resolução do mérito. Entretanto, a violação dos princípios referidos, bem como a outras questões que violem legalidade ou constitucionalidade no procedimento arbitral podem ser objeto de controle judicial.

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Saana

Há mais de um mês

Principio da legalidade , isonomia, identidade fisica do juiz, devido processo legal, contraditorio e ampla defesa e fundamentação das decisões.

Obs:  possui outros princípios relacionados a função, exercício e procedimento.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas