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qual a diferenca entre imunidade inata e adaptativa?


2 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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RD Resoluções Verified user icon

Há mais de um mês

A imunidade inata corresponde ao conjunto de mecanismos de resistência à infecção e de pronto combate ao agente infeccioso, que são determinados pelos genes herdados de nossos pais (linhagem germinal).  As principais células envolvidas nessa linha de frente da resposta imunológica são os neutrófilos e os macrófagos, as quais exercem seu efeito protetor, sobretudo, através do processo de fagocitose.



Muitas vezes, a resposta imune inata é eficaz na eliminação do patógeno, entretanto, vários patógenos sofrem mudanças no arranjo ou na constituição de seus "pedaços" diretamente reconhecíveis pelas células da imunidade inata. Nesse caso, é desenvolvida uma resposta imunológica específica ao patógeno, ou seja, uma resposta adaptada ao reconhecimento e ao combate de um agente patogênico específico, a imunidade adaptativa.

O início da resposta imune adaptativa é deflagrado por um outro tipo de célula do sistema imune inato, a qual é especializada na ativação de linfócitos antígeno- específicos através da apresentação de fragmentos antigênicos do agente infeccioso, a célula dendrítica (DC). As células dendríticas imaturas localizam-se nos tecidos e, assim como os macrófagos e os neutrófilos, as DCs são fagocíticas, quando no estado imaturo; porém, estas células assumem um papel de apresentação de antígenos em uma segunda fase do processo de resposta ao agente infeccioso, ou seja, em uma fase que faz-se necessária a indução de uma resposta imunológica mais específica e efetiva a um tipo de microrganismo que não tenha sido eliminado através da resposta imune inata



A imunidade adaptativa é protagonizada pelos linfócitos, os quais estão em contínua recirculação entre o sangue, os órgãos linfóides secundários e a linfa. Independentemente do local onde tenha ocorrido uma determinada infecção, a ativação dos linfócitos de modo que se tornem efetores no combate ao antígeno ocorre nos órgãos linfóides secundários.

As células dendríticas imaturas que fagocitaram antígenos do agente infeccioso, presente nos tecidos periféricos - tornam-se células maduras e apresentadoras de antígeno profissionais, elas migram através dos vasos linfáticos, do sítio de infecção até o linfonodo mais próximo e, neste órgão, as DCs apresentam tais antígenos para os linfócitos antígeno-específicos que estejam circulando no local. Após esse encontro, os linfócitos cujo receptor seja cognato ao antígeno apresentado páram de recircular e sofrem expansão no linfonodo o qual, frequentemente, aumenta de tamanho.
Após a expansão clonal dos linfócitos antígeno- específicos, no linfonodo, essas células migram para o tecido infeccionado sendo guiadas por moléculas quimiotáticas, denominadas quimiocinas. Os linfócitos antígeno-específicos então se aderem ao endotélio dos vasos sanguíneos que irrigam o tecido-alvo e atravessam a parede endotelial mediante interações entre integrinas do endotélio e do linfócito.
A imunidade adaptativa implica na existência de rearranjos nos genes que codificam o repertório de receptores de antígenos nos linfócitos. E, portanto, diferentemente da imunidade inata, as suas ações não são pré -determinadas pelo genoma da linhagem germinal. Os detalhes do processo serão descritos em um tópico específico que será postado em outra publicação.

fonte:https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/biologia/orgaos-linfoides-primarios-e-secundarios/2003

A imunidade inata corresponde ao conjunto de mecanismos de resistência à infecção e de pronto combate ao agente infeccioso, que são determinados pelos genes herdados de nossos pais (linhagem germinal).  As principais células envolvidas nessa linha de frente da resposta imunológica são os neutrófilos e os macrófagos, as quais exercem seu efeito protetor, sobretudo, através do processo de fagocitose.



Muitas vezes, a resposta imune inata é eficaz na eliminação do patógeno, entretanto, vários patógenos sofrem mudanças no arranjo ou na constituição de seus "pedaços" diretamente reconhecíveis pelas células da imunidade inata. Nesse caso, é desenvolvida uma resposta imunológica específica ao patógeno, ou seja, uma resposta adaptada ao reconhecimento e ao combate de um agente patogênico específico, a imunidade adaptativa.

O início da resposta imune adaptativa é deflagrado por um outro tipo de célula do sistema imune inato, a qual é especializada na ativação de linfócitos antígeno- específicos através da apresentação de fragmentos antigênicos do agente infeccioso, a célula dendrítica (DC). As células dendríticas imaturas localizam-se nos tecidos e, assim como os macrófagos e os neutrófilos, as DCs são fagocíticas, quando no estado imaturo; porém, estas células assumem um papel de apresentação de antígenos em uma segunda fase do processo de resposta ao agente infeccioso, ou seja, em uma fase que faz-se necessária a indução de uma resposta imunológica mais específica e efetiva a um tipo de microrganismo que não tenha sido eliminado através da resposta imune inata



A imunidade adaptativa é protagonizada pelos linfócitos, os quais estão em contínua recirculação entre o sangue, os órgãos linfóides secundários e a linfa. Independentemente do local onde tenha ocorrido uma determinada infecção, a ativação dos linfócitos de modo que se tornem efetores no combate ao antígeno ocorre nos órgãos linfóides secundários.

As células dendríticas imaturas que fagocitaram antígenos do agente infeccioso, presente nos tecidos periféricos - tornam-se células maduras e apresentadoras de antígeno profissionais, elas migram através dos vasos linfáticos, do sítio de infecção até o linfonodo mais próximo e, neste órgão, as DCs apresentam tais antígenos para os linfócitos antígeno-específicos que estejam circulando no local. Após esse encontro, os linfócitos cujo receptor seja cognato ao antígeno apresentado páram de recircular e sofrem expansão no linfonodo o qual, frequentemente, aumenta de tamanho.
Após a expansão clonal dos linfócitos antígeno- específicos, no linfonodo, essas células migram para o tecido infeccionado sendo guiadas por moléculas quimiotáticas, denominadas quimiocinas. Os linfócitos antígeno-específicos então se aderem ao endotélio dos vasos sanguíneos que irrigam o tecido-alvo e atravessam a parede endotelial mediante interações entre integrinas do endotélio e do linfócito.
A imunidade adaptativa implica na existência de rearranjos nos genes que codificam o repertório de receptores de antígenos nos linfócitos. E, portanto, diferentemente da imunidade inata, as suas ações não são pré -determinadas pelo genoma da linhagem germinal. Os detalhes do processo serão descritos em um tópico específico que será postado em outra publicação.

fonte:https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/biologia/orgaos-linfoides-primarios-e-secundarios/2003

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vi correa

Há mais de um mês

 imunidade inata : ja possuimos desde o nascimento.

adaptativa: para obte-la é necessario uma primeira exposição a antigenos, ela possui memória.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas