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Qual é o papel do legislador ordinário e porque existe a figura do legislador positivo?

 

 


1 resposta(s)

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Regiane dos Santos Reguelim

Há mais de um mês

Legislador ordinário é o que elabora o ordenamento jurídico infraconstitucional. O constituinte é o que elabora a Constituição através do Poder Constituinte Originário. Existe também o Poder Constituinte Derivado ou Reformador, que reforma a Constituição, é autorizado a elaborar emendas constitucionais. E o Legislador ordinário é aquele que cria as leis.

Já o legislador positivo é aquele que diz as leis. 

Para Léon DUGUIT (2003), o Estado deve realizar todas as leis à serviço da solidariedade social. Segundo o grande mestre francês,

“(...) a limitação jurídica do poder legislativo do Estado concebe-se muito simplesmente. É evidente que se aplica aos indivíduos detentores do poder, e não ao Estado considerado como pessoa. Mas esta limitação não é menos rigorosa, e é mesmo para ela que é mais rigorosa. Como os indivíduos, os governantes têm deveres jurídicos fundados na interdependência social; são como todos os indivíduos obrigados a pôr as aptidões próprias ao serviço da solidariedade social, Os governos possuem, por definição, a maior força existente numa sociedade determinada; por isso são obrigados, pela regra de direito, a empregar a maior força de que dispõem na realização da solidariedade social. Assim, devem fazer todas as leis necessárias para obter este resultado; e a fortiori não podem fazer qualquer lei contrária ao próprio desenvolvimento da solidariedade social. O direito impõe aos governantes não só obrigações negativas, mas também obrigações positivas.” (p. 52-53)

Traduzindo, o legislador ordinário é aquele que cria as leis, enquanto o legislador positivo é aquele que diz a lei mesmo quando ela ainda não existe, quando há uma brecha, quando algum ponto não teve seu entendimento pacificado. O judiciário desempenha, portanto, o papel de legislador positivo sempre que aplica princípio da isonomia ou qualquer outro princípio para sanar as brechas legais.

Legislador ordinário é o que elabora o ordenamento jurídico infraconstitucional. O constituinte é o que elabora a Constituição através do Poder Constituinte Originário. Existe também o Poder Constituinte Derivado ou Reformador, que reforma a Constituição, é autorizado a elaborar emendas constitucionais. E o Legislador ordinário é aquele que cria as leis.

Já o legislador positivo é aquele que diz as leis. 

Para Léon DUGUIT (2003), o Estado deve realizar todas as leis à serviço da solidariedade social. Segundo o grande mestre francês,

“(...) a limitação jurídica do poder legislativo do Estado concebe-se muito simplesmente. É evidente que se aplica aos indivíduos detentores do poder, e não ao Estado considerado como pessoa. Mas esta limitação não é menos rigorosa, e é mesmo para ela que é mais rigorosa. Como os indivíduos, os governantes têm deveres jurídicos fundados na interdependência social; são como todos os indivíduos obrigados a pôr as aptidões próprias ao serviço da solidariedade social, Os governos possuem, por definição, a maior força existente numa sociedade determinada; por isso são obrigados, pela regra de direito, a empregar a maior força de que dispõem na realização da solidariedade social. Assim, devem fazer todas as leis necessárias para obter este resultado; e a fortiori não podem fazer qualquer lei contrária ao próprio desenvolvimento da solidariedade social. O direito impõe aos governantes não só obrigações negativas, mas também obrigações positivas.” (p. 52-53)

Traduzindo, o legislador ordinário é aquele que cria as leis, enquanto o legislador positivo é aquele que diz a lei mesmo quando ela ainda não existe, quando há uma brecha, quando algum ponto não teve seu entendimento pacificado. O judiciário desempenha, portanto, o papel de legislador positivo sempre que aplica princípio da isonomia ou qualquer outro princípio para sanar as brechas legais.

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