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como descrever a esclerose múltipla neurofisiologicamente e o plano de tratamento ?


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Luiz Felipe Fernandes

Há mais de um mês

esclerose múltipla é uma doença autoimune que afeta o cérebro, nervos ópticos e a medula espinhal (sistema nervoso central). Isso acontece porque o sistema imunológico do corpo confunde células saudáveis com "intrusas", e as ataca provocando lesões. O sistema imune do paciente corrói a bainha protetora que cobre os nervos, conhecida como mielina.

  

Tratamento de Esclerose múltipla

A esclerose múltipla não tem cura, mas pode ser controlada. O tratamento geralmente se concentra em manejar as crises, controlar os sintomas e reduzir a progressão da doença. Hoje, no Brasil, já existem diversas opções de tratamento, através de cápsula oral diária ou injeções diárias, semanais e mensais. Há 3 tipos de betainterferonas disponíveis para tratamento da esclerose múltipla.

Interferon

Interferon é um grupo de proteínas - alfa, beta e gama - produzida pelo corpo e parte do sistema imunológico. Eles atuam controlando as atividades desse sistema de diversas formas, além de possuir propriedades antivirais. (Lembre-se das teorias sobre a relação entre esclerose múltipla e infecções por vírus). Até agora, os especialistas descobriram que o interferon-beta ou betainterferona é eficaz no tratamento da esclerose múltipla.

Como ele funciona: retardando o processo da esclerose múltipla, reduzindo o número de crises e diminuindo suas complicações. A betainterferona é administrada via subcutânea ou intramuscular, podendo ser aplicado diariamente, uma vez por semana ou três vezes por semana, dependendo da betainterferona escolhida.

O interferon pode causar efeitos colaterais, incluindo:

  • Sintomas semelhantes à gripe (fadiga, calafrios, febre, dores musculares e sudorese durante as semanas iniciais de tratamento)
  • Reações no local da injeção (inchaço, vermelhidão, descoloração e dor). Contacte o seu médico se o local da injeção escurecer e não injete mais nessa área
  • Tristeza, ansiedade, irritabilidade e culpa. Pessoas com história de depressão devem ser cuidadosamente monitorizadas
  • Dificuldades para dormir ou comer.

Todos os sintomas devem ser relatados a um profissional de saúde assim que ocorrerem.

As mulheres que estejam grávidas, amamentando ou tentando engravidar não devem usar drogas a base de betainterferonas. Expresse esse desejo ao médico para que possam ser discutidas outras formas de tratamento. Para aquelas que utilizam betainterferonas, deve ser utilizadas medidas para contracepção.

As betainterferonas podem afetar o funcionamento do fígado, geralmente de forma leve e controlável. O medicamento também pode afetar as células do sangue e a função da glândula tireoide. Portanto, você deverá realizar exames de sangue regulares para garantir que o fígado está funcionando normalmente e acompanhar suas células sanguíneas e tireoide.

As betainterferonas são distribuídas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para tratamento da esclerose múltipla desde 2001.

Acetato de glatirâmer

O acetato de glatirâmer é uma proteína que tem o objetivo de reduzir o número de crises da esclerose múltipla. Não se sabe exatamente como ela funciona, mas os médicos acreditam que ela seja capaz do bloquear o ataque de seu sistema imunológico na mielina, através de um desvio da imunidade, reduzindo o processo auto-imune.

Você irá injetar este medicamento sob a pele (por via subcutânea) uma vez por dia, todos os dias. Esse tratamento é aprovados para formas remitentes da esclerose múltipla. Como as betainterferonas, essa droga é capaz de reduzir a frequência de surtos.

Os efeitos colaterais são raros, mas podem incluir:

  • Dor, vermelhidão e inchaço no local da injeção. Os locais de injeção devem ser alternados de acordo com um cronograma fornecido pelo provedor de cuidados de saúde
  • Dor ou aperto no peito, palpitações cardíacas, ansiedade, rubor, e dificuldade em respirar.

Não use este medicamento se estiver grávida. Se você está planejando engravidar, converse com seu médico para buscar outras formas de tratamento. Caso você esteja amamentando, discuta sobre a segurança de continuar usando esse medicamento.

O acetato de glatirâmer é distribuído pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Fingolimode

O fingolimode é um medicamento oral, tendo sido a primeira droga oral para esclerose múltipla no mundo. Trata-se do primeiro princípio ativo de uma nova classe terapêutica, os moduladores de receptores esfingosina-1-fosfato (S1PR). Esses medicamentos determinam aprisionamento seletivo dos linfócitos "doentes" nos gânglios linfáticos, evitando que entrem no sistema nervoso central e destruam a mielina.

Ele possui uma eficácia superior às betainterferonas e ao acetato de glatirâmer no controle dos surtos. Por ser oral, o medicamento facilita também a adesão ao tratamento. Mais de 100 mil pacientes já foram tratados com fingolimode no mundo.

Depois de migrarem da terapia injetável com interferon para o tratamento oral com fingolimode, cerca de 50% dos pacientes ficaram livres da atividade da doença, e mesmo aqueles com a doença ativa tiveram uma diminuição da perda de volume cerebral sustentada por até 4,5 anos.

O tratamento oral com fingolimode oferece melhoria nas principais métricas da esclerose múltipla: perda de volume cerebral; atividade da lesão, medida por ressonância magnética; taxas de recidiva (surtos); e progressão da incapacidade.

Para tomar este medicamento, o paciente precisa ter a sua frequência cardíaca monitorada por seis horas após a primeira dose, porque a primeira dose pode diminuir frequência cardíaca (bradicardia). O paciente também necessita ser imunizado contra o vírus da varicela (vírus varicela-zoster), que pode ser reativado no curso deste tratamento. Outros efeitos colaterais podem incluir diarreia, tosse e dor de cabeça.

O Ministério da Saúde aprovou a incorporação de fingolimode no tratamento da esclerose múltipla em julho de 2014 e, dessa forma, o medicamento será oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Infelizmente o protocolo atual do Ministério da Saúde ainda é muito restritivo quanto ao uso desta medicação, restrições estas que são criticadas pelas sociedades médicas que reúnem os especialistas nesta doença.

Natalizumabe

O medicamento natalizumabe é ministrado por infusão intravenosa uma vez a cada 4 semanas. Acredita-se que sua eficácia está no bloqueio da interação entre as moléculas de adesão expressa pelas células inflamatórias e as moléculas dos vasos sanguíneos e das células do parênquima cerebral. No entanto, o mecanismo específico pelo qual o natalizumabe exerce seus efeitos na esclerose múltipla não foi definido inteiramente.

Na esclerose múltipla, as lesões ocorrem quando células chamadas leucócitos cruzam a barreira de proteção do cérebro. Para que os leucócitos atravessem esta barreira é necessária a interação entre moléculas especiais, chamadas moléculas de adesão, encontradas na superfície das células inflamatórias e células que revestem a parede dos vasos sanguíneos. O natalizumabe é capaz de impedir essa interação.

Dor de cabeça, dor nas articulações, vermelhidão no local da injeção, inchaço mãos, pés e tornozelos ou alterações no ciclo menstrual podem ocorrer com o uso do natalizumabe. Se algum destes efeitos persistir ou piorar, informe o seu médico imediatamente. O natalizumabe também aumenta o risco de uma infecção rara, mas muito grave do cérebro. Tal infecção é causada por um vírus chamado vírus JC. Este risco pode ser maior quanto maior o tempo de uso de natalizumabe ou se você usou recentemente ou está utilizando medicamentos imunossupressores. O medicamento natalizumabe é distribuído pelo Sistema Único de Saúde para o tratamento da esclerose múltipla.

Mitoxantrona

Este medicamento imunossupressor geralmente é utilizado para tratar a esclerose múltipla muito grave. É ministrado via intravenosa e pode ser usado uma vez a cada três meses ou quatro vezes ao ano. Por ser pode ser prejudicial para o coração e está associada ao desenvolvimento de câncer no sangue, como a leucemia, é prescrito baseado na avaliação clínica e exames de ressonância magnética. Devido aos altos riscos de efeitos colaterais a mitoxantrona praticamente não é mais utilizada.

Tratamentos recém incorporados

Três novos tratamentos foram recentemente incorporados ao arsenal terapêutico contra a esclerose múltipla. Infelizmente estes três tratamentos, apesar de aprovados pela ANVISA para uso no Brasil, ainda não estão disponíveis no SUS. As sociedades de especialistas vêm lutando para que o SUS passe a fornecer estes medicamentos. Apesar da demora no fornecimento via SUS, inúmeros pacientes já vem sendo beneficiados com estas medicações no Brasil e no mundo. São elas:

a) Teriflunomida: É uma substância usada por via oral, uma vez ao dia, cujo mecanismo de ação reside em bloquear a proliferação de alguns glóbulos brancos causadores de inflamação na esclerose múltipla. Trata-se de uma droga bem tolerada, com poucos efeitos colaterais, e que não causa imunodeficiência, não aumentando o risco de infecções.

b) Fumarato de dimetila: Trata-se de mais uma opção para tratamento oral da esclerose múltipla, sendo usada em duas tomadas diárias. Seu mecanismo de ação não está ainda totalmente claro, mas sabe-se de atua em sistemas moleculares de proliferação de glóbulos brancos, diminuindo a neuroinflamação. Assim como a teriflunomida não causa imunossupressão e seus efeitos colaterais são pouco frequentes.

c) Alemtuzumabe: Assim como o natalizumabe, é um anticorpo monoclonal. Ou seja, é uma molécula semelhante às nossas moléculas de defesa, só que ataca células específicas. Em outras palavras, é como se estivéssemos atirando em um alvo específico para combater células autorreativas (células que atacam o próprio sistema nervoso central). Trata-se de uma medicação extremamente eficaz, feita por via venosa, sendo 5 infusões em 5 dias consecutivos no primeiro ciclo. Um segundo ciclo de 3 doses é feito um ano após. Após o segundo ciclo a medicação continua fazendo efeito por pelo menos 5 anos. É uma medicação de maior risco que as anteriores, pois pode causar imunodepressão e aumentar o risco de infecções oportunistas.

esclerose múltipla é uma doença autoimune que afeta o cérebro, nervos ópticos e a medula espinhal (sistema nervoso central). Isso acontece porque o sistema imunológico do corpo confunde células saudáveis com "intrusas", e as ataca provocando lesões. O sistema imune do paciente corrói a bainha protetora que cobre os nervos, conhecida como mielina.

  

Tratamento de Esclerose múltipla

A esclerose múltipla não tem cura, mas pode ser controlada. O tratamento geralmente se concentra em manejar as crises, controlar os sintomas e reduzir a progressão da doença. Hoje, no Brasil, já existem diversas opções de tratamento, através de cápsula oral diária ou injeções diárias, semanais e mensais. Há 3 tipos de betainterferonas disponíveis para tratamento da esclerose múltipla.

Interferon

Interferon é um grupo de proteínas - alfa, beta e gama - produzida pelo corpo e parte do sistema imunológico. Eles atuam controlando as atividades desse sistema de diversas formas, além de possuir propriedades antivirais. (Lembre-se das teorias sobre a relação entre esclerose múltipla e infecções por vírus). Até agora, os especialistas descobriram que o interferon-beta ou betainterferona é eficaz no tratamento da esclerose múltipla.

Como ele funciona: retardando o processo da esclerose múltipla, reduzindo o número de crises e diminuindo suas complicações. A betainterferona é administrada via subcutânea ou intramuscular, podendo ser aplicado diariamente, uma vez por semana ou três vezes por semana, dependendo da betainterferona escolhida.

O interferon pode causar efeitos colaterais, incluindo:

  • Sintomas semelhantes à gripe (fadiga, calafrios, febre, dores musculares e sudorese durante as semanas iniciais de tratamento)
  • Reações no local da injeção (inchaço, vermelhidão, descoloração e dor). Contacte o seu médico se o local da injeção escurecer e não injete mais nessa área
  • Tristeza, ansiedade, irritabilidade e culpa. Pessoas com história de depressão devem ser cuidadosamente monitorizadas
  • Dificuldades para dormir ou comer.

Todos os sintomas devem ser relatados a um profissional de saúde assim que ocorrerem.

As mulheres que estejam grávidas, amamentando ou tentando engravidar não devem usar drogas a base de betainterferonas. Expresse esse desejo ao médico para que possam ser discutidas outras formas de tratamento. Para aquelas que utilizam betainterferonas, deve ser utilizadas medidas para contracepção.

As betainterferonas podem afetar o funcionamento do fígado, geralmente de forma leve e controlável. O medicamento também pode afetar as células do sangue e a função da glândula tireoide. Portanto, você deverá realizar exames de sangue regulares para garantir que o fígado está funcionando normalmente e acompanhar suas células sanguíneas e tireoide.

As betainterferonas são distribuídas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para tratamento da esclerose múltipla desde 2001.

Acetato de glatirâmer

O acetato de glatirâmer é uma proteína que tem o objetivo de reduzir o número de crises da esclerose múltipla. Não se sabe exatamente como ela funciona, mas os médicos acreditam que ela seja capaz do bloquear o ataque de seu sistema imunológico na mielina, através de um desvio da imunidade, reduzindo o processo auto-imune.

Você irá injetar este medicamento sob a pele (por via subcutânea) uma vez por dia, todos os dias. Esse tratamento é aprovados para formas remitentes da esclerose múltipla. Como as betainterferonas, essa droga é capaz de reduzir a frequência de surtos.

Os efeitos colaterais são raros, mas podem incluir:

  • Dor, vermelhidão e inchaço no local da injeção. Os locais de injeção devem ser alternados de acordo com um cronograma fornecido pelo provedor de cuidados de saúde
  • Dor ou aperto no peito, palpitações cardíacas, ansiedade, rubor, e dificuldade em respirar.

Não use este medicamento se estiver grávida. Se você está planejando engravidar, converse com seu médico para buscar outras formas de tratamento. Caso você esteja amamentando, discuta sobre a segurança de continuar usando esse medicamento.

O acetato de glatirâmer é distribuído pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Fingolimode

O fingolimode é um medicamento oral, tendo sido a primeira droga oral para esclerose múltipla no mundo. Trata-se do primeiro princípio ativo de uma nova classe terapêutica, os moduladores de receptores esfingosina-1-fosfato (S1PR). Esses medicamentos determinam aprisionamento seletivo dos linfócitos "doentes" nos gânglios linfáticos, evitando que entrem no sistema nervoso central e destruam a mielina.

Ele possui uma eficácia superior às betainterferonas e ao acetato de glatirâmer no controle dos surtos. Por ser oral, o medicamento facilita também a adesão ao tratamento. Mais de 100 mil pacientes já foram tratados com fingolimode no mundo.

Depois de migrarem da terapia injetável com interferon para o tratamento oral com fingolimode, cerca de 50% dos pacientes ficaram livres da atividade da doença, e mesmo aqueles com a doença ativa tiveram uma diminuição da perda de volume cerebral sustentada por até 4,5 anos.

O tratamento oral com fingolimode oferece melhoria nas principais métricas da esclerose múltipla: perda de volume cerebral; atividade da lesão, medida por ressonância magnética; taxas de recidiva (surtos); e progressão da incapacidade.

Para tomar este medicamento, o paciente precisa ter a sua frequência cardíaca monitorada por seis horas após a primeira dose, porque a primeira dose pode diminuir frequência cardíaca (bradicardia). O paciente também necessita ser imunizado contra o vírus da varicela (vírus varicela-zoster), que pode ser reativado no curso deste tratamento. Outros efeitos colaterais podem incluir diarreia, tosse e dor de cabeça.

O Ministério da Saúde aprovou a incorporação de fingolimode no tratamento da esclerose múltipla em julho de 2014 e, dessa forma, o medicamento será oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Infelizmente o protocolo atual do Ministério da Saúde ainda é muito restritivo quanto ao uso desta medicação, restrições estas que são criticadas pelas sociedades médicas que reúnem os especialistas nesta doença.

Natalizumabe

O medicamento natalizumabe é ministrado por infusão intravenosa uma vez a cada 4 semanas. Acredita-se que sua eficácia está no bloqueio da interação entre as moléculas de adesão expressa pelas células inflamatórias e as moléculas dos vasos sanguíneos e das células do parênquima cerebral. No entanto, o mecanismo específico pelo qual o natalizumabe exerce seus efeitos na esclerose múltipla não foi definido inteiramente.

Na esclerose múltipla, as lesões ocorrem quando células chamadas leucócitos cruzam a barreira de proteção do cérebro. Para que os leucócitos atravessem esta barreira é necessária a interação entre moléculas especiais, chamadas moléculas de adesão, encontradas na superfície das células inflamatórias e células que revestem a parede dos vasos sanguíneos. O natalizumabe é capaz de impedir essa interação.

Dor de cabeça, dor nas articulações, vermelhidão no local da injeção, inchaço mãos, pés e tornozelos ou alterações no ciclo menstrual podem ocorrer com o uso do natalizumabe. Se algum destes efeitos persistir ou piorar, informe o seu médico imediatamente. O natalizumabe também aumenta o risco de uma infecção rara, mas muito grave do cérebro. Tal infecção é causada por um vírus chamado vírus JC. Este risco pode ser maior quanto maior o tempo de uso de natalizumabe ou se você usou recentemente ou está utilizando medicamentos imunossupressores. O medicamento natalizumabe é distribuído pelo Sistema Único de Saúde para o tratamento da esclerose múltipla.

Mitoxantrona

Este medicamento imunossupressor geralmente é utilizado para tratar a esclerose múltipla muito grave. É ministrado via intravenosa e pode ser usado uma vez a cada três meses ou quatro vezes ao ano. Por ser pode ser prejudicial para o coração e está associada ao desenvolvimento de câncer no sangue, como a leucemia, é prescrito baseado na avaliação clínica e exames de ressonância magnética. Devido aos altos riscos de efeitos colaterais a mitoxantrona praticamente não é mais utilizada.

Tratamentos recém incorporados

Três novos tratamentos foram recentemente incorporados ao arsenal terapêutico contra a esclerose múltipla. Infelizmente estes três tratamentos, apesar de aprovados pela ANVISA para uso no Brasil, ainda não estão disponíveis no SUS. As sociedades de especialistas vêm lutando para que o SUS passe a fornecer estes medicamentos. Apesar da demora no fornecimento via SUS, inúmeros pacientes já vem sendo beneficiados com estas medicações no Brasil e no mundo. São elas:

a) Teriflunomida: É uma substância usada por via oral, uma vez ao dia, cujo mecanismo de ação reside em bloquear a proliferação de alguns glóbulos brancos causadores de inflamação na esclerose múltipla. Trata-se de uma droga bem tolerada, com poucos efeitos colaterais, e que não causa imunodeficiência, não aumentando o risco de infecções.

b) Fumarato de dimetila: Trata-se de mais uma opção para tratamento oral da esclerose múltipla, sendo usada em duas tomadas diárias. Seu mecanismo de ação não está ainda totalmente claro, mas sabe-se de atua em sistemas moleculares de proliferação de glóbulos brancos, diminuindo a neuroinflamação. Assim como a teriflunomida não causa imunossupressão e seus efeitos colaterais são pouco frequentes.

c) Alemtuzumabe: Assim como o natalizumabe, é um anticorpo monoclonal. Ou seja, é uma molécula semelhante às nossas moléculas de defesa, só que ataca células específicas. Em outras palavras, é como se estivéssemos atirando em um alvo específico para combater células autorreativas (células que atacam o próprio sistema nervoso central). Trata-se de uma medicação extremamente eficaz, feita por via venosa, sendo 5 infusões em 5 dias consecutivos no primeiro ciclo. Um segundo ciclo de 3 doses é feito um ano após. Após o segundo ciclo a medicação continua fazendo efeito por pelo menos 5 anos. É uma medicação de maior risco que as anteriores, pois pode causar imunodepressão e aumentar o risco de infecções oportunistas.

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