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porque Moçambique usa economia aberta


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Victor Garcia

Há mais de um mês

 Olá, Emílio!

 Moçambique apenas se tornou independente depois da Guerra Colonial Portuguesa, que estourou em 1961 e só terminou em 1974, uma das razões do enfraquecimento do ditador português Antônio de Oliveira Salazar e sua consequente derrubada pela Revolução dos Cravos, no mesmo ano do encerramento do conflito. A Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), de orientação socialista e praticante da guerrilha, foi fundamental para a libertação moçambicana e assumiu o governo, com o presidente Samora Machel.

 Bancos, terras e grandes empresas foram nacionalizadas, dando origem a um sistema de propriedade estatal de educação, saúde e moradias públicas, além de campanhas de alfabetização e vacinação em massa. O governo socialista também combateu as políticas racistas dos países vizinhos, África do Sul e Rodésia. Tudo isso deixou o país isolado na África austral, onde passou a sofrer embargos e sabotagens generalizadas. Para piorar, os países inimigos financiaram a criação da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), grupo que usou práticas terroristas e fez nascer uma guerra civil que se estendeu por 20 anos, matando milhões de pessoas. 

 Depois da morte do presidente Samora Machel, em um misterioso acidente de avião com muitos indicativos de sabotagem sul-africana, a Frelimo se viu obrigada a ceder às pressões da Renamo e de organizações como o Banco Mundial e o FMI, aderindo à economia aberta, ao livre mercado.

 Olá, Emílio!

 Moçambique apenas se tornou independente depois da Guerra Colonial Portuguesa, que estourou em 1961 e só terminou em 1974, uma das razões do enfraquecimento do ditador português Antônio de Oliveira Salazar e sua consequente derrubada pela Revolução dos Cravos, no mesmo ano do encerramento do conflito. A Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), de orientação socialista e praticante da guerrilha, foi fundamental para a libertação moçambicana e assumiu o governo, com o presidente Samora Machel.

 Bancos, terras e grandes empresas foram nacionalizadas, dando origem a um sistema de propriedade estatal de educação, saúde e moradias públicas, além de campanhas de alfabetização e vacinação em massa. O governo socialista também combateu as políticas racistas dos países vizinhos, África do Sul e Rodésia. Tudo isso deixou o país isolado na África austral, onde passou a sofrer embargos e sabotagens generalizadas. Para piorar, os países inimigos financiaram a criação da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), grupo que usou práticas terroristas e fez nascer uma guerra civil que se estendeu por 20 anos, matando milhões de pessoas. 

 Depois da morte do presidente Samora Machel, em um misterioso acidente de avião com muitos indicativos de sabotagem sul-africana, a Frelimo se viu obrigada a ceder às pressões da Renamo e de organizações como o Banco Mundial e o FMI, aderindo à economia aberta, ao livre mercado.

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