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Células tumorais e a glicólise

É comum que células tumorais não tenham uma rede capilar extensa e precisem funcionar em condições de suprimento limitado de oxigênio. Explique por que essas células absorvem muito mais glicose e são capazes de produzir excesso de algumas enzimas glicolíticas.   


2 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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RD Resoluções Verified user icon

Há mais de um mês

"As células normais utilizam a glicose preferencialmente na via oxidativa (ciclo do ácido cítrico) para obtenção de energia, já nas tumorais a produção de ATP pela glicose é baixa, elas preferem a via metabólica não oxidativa, o ciclo das pentoses, pois elas utilizam preferencialmente a glicose para processos anabólicos, como síntese de nucleotídeos ribose, que são necessários para produção de DNA e RNA "


As células tumorais possuem uma grande necessidade da utilização de glicose, já que possuem alta taxa de divisão celular. Geralmente não se adaptam muito bem ao uso de ácidos graxos  para a geração de energia. Células tumorais tanto podem gerar energia na presença de oxigênio, como na sua ausência.


Nelas ocorre mais produção de ATP por transformação de glicose em ácido lático, mesmo na presença de oxigênio, que normalmente geraria piruvato. É muito comum células tumorais em situações de hipóxia, por isso o frequente uso da glicólise anaeróbica.

fonte:http://bioqdocancer.blogspot.com/2011/12/alteracoes-metabolicas-no-cancer-e.html

"As células normais utilizam a glicose preferencialmente na via oxidativa (ciclo do ácido cítrico) para obtenção de energia, já nas tumorais a produção de ATP pela glicose é baixa, elas preferem a via metabólica não oxidativa, o ciclo das pentoses, pois elas utilizam preferencialmente a glicose para processos anabólicos, como síntese de nucleotídeos ribose, que são necessários para produção de DNA e RNA "


As células tumorais possuem uma grande necessidade da utilização de glicose, já que possuem alta taxa de divisão celular. Geralmente não se adaptam muito bem ao uso de ácidos graxos  para a geração de energia. Células tumorais tanto podem gerar energia na presença de oxigênio, como na sua ausência.


Nelas ocorre mais produção de ATP por transformação de glicose em ácido lático, mesmo na presença de oxigênio, que normalmente geraria piruvato. É muito comum células tumorais em situações de hipóxia, por isso o frequente uso da glicólise anaeróbica.

fonte:http://bioqdocancer.blogspot.com/2011/12/alteracoes-metabolicas-no-cancer-e.html

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Walma

Há mais de um mês

Nas células tumorais ocorre mais produção de ATP pela transformação de glicose a ácido lático, assim  a glicólise tem como resultado a formação de duas moléculas de piruvato.. Na presença de oxigênio o piruvato segue o caminho da respiração celular, onde a matéria orgânica é totalmente oxidada no Ciclo do ácido Cítrico (CAC) e a energia liberada dessa oxidação é conservada na forma de NADH. H+ e FADH 2 que são transportados para a cadeia transportadora de elétrons (CTE), para criar um gradiente de prótons entre a matriz mitocondrial e o espaço entre as membranas mitocondriais.

Na ausência do oxigênio, a CTE é inibida, pois, o oxigênio é o aceptor final de elétrons na cadeia, e  sem ele, a CTE fica saturada, assim, o NADH. e o FADH2 permanecem reduzidos e sem a reoxidação desses aceptores, o CAC também é interrompido. A glicólise só não é interrompida, porque em anaerobiose, os piruvatos permanecem no citosol e seguem a via anaeróbica da fermentação, onde a matéria orgânica não é totalmente oxidada, o NADH.H+, formado na glicólise, é reoxidado a NAD +, possibilitando que a glicólise continue a produzir ATP, porém, na     fermentação, apenas 2 ATP (da glicólise) são produzidos por mol de glicose, portanto, esta via, consome mais glicose para compensar a demanda energética da célula ou organismo que em uma via aeróbica produziria em torno de 32 ATP por mol de glicose.                                                                                                              

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas