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DNA BARCODING É EFICAZ NA IDENTIFICAÇÃO DE ESPÉCIES?

A identificação de espécies via Dna barcoding é eficaz na identificação de espécies cripticas??


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Há mais de um mês

A região selecionada como código de barras (Barcode) foi um fragmento do gene codificador da proteína Citocromo Oxidase I (COI), do DNA mitocondrial. O COI é um gene fácil de ser amplificado em qualquer estágio de vida dos animais e, por ser um gene mitocondrial, é vantajoso por possuir evolução rápida (ambiente oxidativo), ausência de introns, herança haploide e exposição limitada para recombinação. O método de Barcode possui etapas padronizadas para todos os tipos animais, desde a escolha do fragmento (primers utilizados na PCR), até as condições de temperatura na PCR. As técnicas de DNA barcoding (código de barras de DNA) têm como objetivo principal a identificação taxonômica de organismos através da amplificação e análise de sequências de DNA curtas, padronizadas e previamente definidas. Apesar do sucesso relativo desta abordagem em animais usando um único locus, a aplicação deste método em plantas apresenta menor capacidade de identificar espécies usando uma única região gênica, levando a necessidade de utilização de múltiplos loci. Além disso, ainda há certo debate sobre qual região gênica seria mais apropriada para o DNA barcoding em plantas, embora as regiões plastidiais rbcL, matK e o espaçador intergênico trnH-psbA juntamente com o espaçador intergênico nuclear do RNA ribossomal (ITS) sejam as mais comumente utilizadas até então. A incapacidade de se alcançar maiores taxas de identificação provavelmente está relacionada à complexa história evolutiva apresentada pelos grupos em análise.

A região selecionada como código de barras (Barcode) foi um fragmento do gene codificador da proteína Citocromo Oxidase I (COI), do DNA mitocondrial. O COI é um gene fácil de ser amplificado em qualquer estágio de vida dos animais e, por ser um gene mitocondrial, é vantajoso por possuir evolução rápida (ambiente oxidativo), ausência de introns, herança haploide e exposição limitada para recombinação. O método de Barcode possui etapas padronizadas para todos os tipos animais, desde a escolha do fragmento (primers utilizados na PCR), até as condições de temperatura na PCR. As técnicas de DNA barcoding (código de barras de DNA) têm como objetivo principal a identificação taxonômica de organismos através da amplificação e análise de sequências de DNA curtas, padronizadas e previamente definidas. Apesar do sucesso relativo desta abordagem em animais usando um único locus, a aplicação deste método em plantas apresenta menor capacidade de identificar espécies usando uma única região gênica, levando a necessidade de utilização de múltiplos loci. Além disso, ainda há certo debate sobre qual região gênica seria mais apropriada para o DNA barcoding em plantas, embora as regiões plastidiais rbcL, matK e o espaçador intergênico trnH-psbA juntamente com o espaçador intergênico nuclear do RNA ribossomal (ITS) sejam as mais comumente utilizadas até então. A incapacidade de se alcançar maiores taxas de identificação provavelmente está relacionada à complexa história evolutiva apresentada pelos grupos em análise.

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