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Qual a classificação de posse?

Direito Civil IV

ESTÁCIO


3 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Júnior Oliveira Verified user icon

Há mais de um mês

Posse Direta e Indireta

CC/02, art. 1.197. A posse direta, de pessoa que tem a coisa em seu poder, temporariamente, em virtude de direito pessoal, ou real, não anula a indireta, de quem aquela foi havida, podendo o possuidor direto defender a sua posse contra o indireto.

 

Posse Ad Interdicta e Ad Usucapionem.

Posse Ad Interdicta: posse que autoriza a utilização dos interditos proibitórios. Para ela existir basta que o possuidor demonstre os elementos essenciais da posse, corpus animus, e a moléstia, mas não conduz a usucapião, como no caso do locatário.

Posse Ad Usucapionem: posse que autoriza a aquisição do bem por usucapião. Aqui será necessário o preenchimento de vários requisitos além dos elementos essenciais à posse: boa-fé; decurso do tempo suficiente à aquisição; posse mansa e pacífica; que se funde em justo título, salvo no caso de usucapião extraordinário; que seja como animus domini, tendo o possuidor a coisa como sua.

 

 Posse de Boa e de Má-Fé.

CC/02, art. 1.201. É de boa-fé a posse, se o possuidor ignora o vício, ou o obstáculo que impede a aquisição da coisa.

CC/02, art. 1.202. A posse de boa-fé só perde este caráter no caso e desde o momento em que as circunstâncias façam presumir que o possuidor não ignora que possui indevidamente.

 

Posse Justa e Injusta.

CC/02, art. 1.200. É justa a posse que não for violenta, clandestina ou precária.

a) Posse justa: é aquela cuja aquisição não repugna ao Direito.

b) Posse Injusta: será por outro lado posse injusta aquela adquirida por meio do uso da força ou ameaça (violência), ardil (clandestinidade) ou abuso da confiança (precariedade).

b.1) Posse Violenta: a que se adquire por ato de força;

b.2) Posse Clandestina: clandestina é a posse que se adquire por via de um processo de ocultamento;

b.3) Posse Precária: existe a partir do abuso de confiança, quando aquele que devia restituir a coisa não o faz.

 

Posse com Justo Título.

CC/02, art. 1.201. É de boa-fé a posse, se o possuidor ignora o vício, ou o obstáculo que impede a aquisição da coisa.

Parágrafo único. O possuidor com justo título tem por si a presunção de boa-fé, salvo prova em contrário, ou quando a lei expressamente não admite esta presunção.

 

Posse Natural e Posse Civil ou Jurídica

Posse Natural exercício de poderes de fato sobre a coisa.

Posse Civil ou jurídica é a que se transmite ou adquire mediante título, como por exemplo, na tradição ficta.

 

Posse Nova e Posse Velha

  • Posse nova é a de menos de ano e dia

  • Posse velha é ano e dia ou mais

Art. 1.211. Quando mais de uma pessoa se disser possuidora, manter-se-á provisoriamente a que tiver a coisa, se não estiver manifesto que a obteve de alguma das outras por modo vicioso.

 

Posse Exclusiva, Composse e Posses Paralelas

a) Posse Exclusiva

Apenas uma pessoa exerce a posse.

b) Composse

Duas ou mais pessoas exercem a posse.

CC/02, art. 1.199. Se duas ou mais pessoas possuírem coisa indivisa, poderá cada uma exercer sobre ela atos possessórios, contanto que não excluam os dos outros compossuidores.

  • Composse pro diviso

  • Composse pro indiviso

c) Posses Paralelas

Há sobreposição de posses, divididas em direta e indireta

Posse Direta e Indireta

CC/02, art. 1.197. A posse direta, de pessoa que tem a coisa em seu poder, temporariamente, em virtude de direito pessoal, ou real, não anula a indireta, de quem aquela foi havida, podendo o possuidor direto defender a sua posse contra o indireto.

 

Posse Ad Interdicta e Ad Usucapionem.

Posse Ad Interdicta: posse que autoriza a utilização dos interditos proibitórios. Para ela existir basta que o possuidor demonstre os elementos essenciais da posse, corpus animus, e a moléstia, mas não conduz a usucapião, como no caso do locatário.

Posse Ad Usucapionem: posse que autoriza a aquisição do bem por usucapião. Aqui será necessário o preenchimento de vários requisitos além dos elementos essenciais à posse: boa-fé; decurso do tempo suficiente à aquisição; posse mansa e pacífica; que se funde em justo título, salvo no caso de usucapião extraordinário; que seja como animus domini, tendo o possuidor a coisa como sua.

 

 Posse de Boa e de Má-Fé.

CC/02, art. 1.201. É de boa-fé a posse, se o possuidor ignora o vício, ou o obstáculo que impede a aquisição da coisa.

CC/02, art. 1.202. A posse de boa-fé só perde este caráter no caso e desde o momento em que as circunstâncias façam presumir que o possuidor não ignora que possui indevidamente.

 

Posse Justa e Injusta.

CC/02, art. 1.200. É justa a posse que não for violenta, clandestina ou precária.

a) Posse justa: é aquela cuja aquisição não repugna ao Direito.

b) Posse Injusta: será por outro lado posse injusta aquela adquirida por meio do uso da força ou ameaça (violência), ardil (clandestinidade) ou abuso da confiança (precariedade).

b.1) Posse Violenta: a que se adquire por ato de força;

b.2) Posse Clandestina: clandestina é a posse que se adquire por via de um processo de ocultamento;

b.3) Posse Precária: existe a partir do abuso de confiança, quando aquele que devia restituir a coisa não o faz.

 

Posse com Justo Título.

CC/02, art. 1.201. É de boa-fé a posse, se o possuidor ignora o vício, ou o obstáculo que impede a aquisição da coisa.

Parágrafo único. O possuidor com justo título tem por si a presunção de boa-fé, salvo prova em contrário, ou quando a lei expressamente não admite esta presunção.

 

Posse Natural e Posse Civil ou Jurídica

Posse Natural exercício de poderes de fato sobre a coisa.

Posse Civil ou jurídica é a que se transmite ou adquire mediante título, como por exemplo, na tradição ficta.

 

Posse Nova e Posse Velha

  • Posse nova é a de menos de ano e dia

  • Posse velha é ano e dia ou mais

Art. 1.211. Quando mais de uma pessoa se disser possuidora, manter-se-á provisoriamente a que tiver a coisa, se não estiver manifesto que a obteve de alguma das outras por modo vicioso.

 

Posse Exclusiva, Composse e Posses Paralelas

a) Posse Exclusiva

Apenas uma pessoa exerce a posse.

b) Composse

Duas ou mais pessoas exercem a posse.

CC/02, art. 1.199. Se duas ou mais pessoas possuírem coisa indivisa, poderá cada uma exercer sobre ela atos possessórios, contanto que não excluam os dos outros compossuidores.

  • Composse pro diviso

  • Composse pro indiviso

c) Posses Paralelas

Há sobreposição de posses, divididas em direta e indireta

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Gabriel Felipe

Há mais de um mês

Posse pode ser definida como a posição de deter algo, seja pra usufruto, proteção, etc, mas sem que necessariamente se configure a propriedade. A posse possui algumas limitações, em caso de não haver propriedade, como, por exemplo, da impossibilidade de dispor da coisa, de venda ou doação, entre outras. Geralmente há essa diferenciação entre posse e propriedade em direito civil. Vide Art. 1.196 do CC/2002 e outros. abraços

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Gabi

Há mais de um mês

3.1. Posse Direta e Indireta.

Art. 1.197. A posse direta, de pessoa que tem a coisa em seu poder, temporariamente, em virtude de direito pessoal, ou real, não anula a indireta, de quem aquela foi havida, podendo o possuidor direto defender a sua posse contra o indireto.

3.2. Posse Exclusiva, Composse e Posses Paralelas

a) Posse Exclusiva

Uma única pessoa exerce a posse.

B) Composse

Art. 1.199. Se duas ou mais pessoas possuírem coisa indivisa, poderá cada uma exercer sobre ela atos possessórios, contanto que não excluam os dos outros compossuidores.

  • Composse pro diviso

  • Composse pro indiviso

c) Posse Paralelas

Sobreposição de posses, divididas em direta e indireta

3.3 Posse Justa e Injusta.

Art. 1.200. É justa a posse que não for violenta, clandestina ou precária.

Posse justa: é aquela cuja aquisição não repugna ao Direito.

Posse Injusta: será por outro lado posse injusta aquela adquirida por meio do uso da força ou ameaça (violência), ardil (clandestinidade) ou abuso da confiança (precariedade).

3.3.1. Posse Violenta, Clandestina e Precária.

Posse Violenta: a que se adquire por ato de força, seja ela natural ou física, seja moral ou resultante de ameaças que incutam na pessoa sério receio. A violência estigmatiza a posse, independentemente de exercer-se sobre a pessoa do espoliado ou preposto seu, como ainda do fato de emanar do próprio espoliador ou de terceiro1.

Posse Clandestina: clandestina é a posse que se adquire por via de um processo de ocultamento. Contrapõe-se a que é tomada de forma pública e aberta. Segundo Caio Mário é um defeito relativo que só pode ser acusado pela vítima contra o esbulhador. Assim, perante outras pessoas esta posse produz efeitos normais2.

Posse Precária: é, por exemplo, a do fâmulo da posse, isto é, daquele que recebe a coisa com a obrigação de restituir e arroga-se na qualidade de possuidor, abusando da confiança, ou deixando de devolvê-la ao proprietário, ou ao legítimo possuidor. Este vício inicia-se no momento em que o possuidor precarista recusa atender à revogação da autorização anteriormente concedida3.

Esbulho a céu aberto - também terá praticado esbulho

3.3.2 Cessação da violência e da clandestinidade

Art. 1.208. Não induzem posse os atos de mera permissão ou tolerância assim como não autorizam a sua aquisição os atos violentos, ou clandestinos, senão depois de cessar a violência ou a clandestinidade.

Art. 1.224. Só se considera perdida a posse para quem não presenciou o esbulho, quando, tendo notícia dele, se abstém de retornar a coisa, ou, tentando recuperá-la, é violentamente repelido.

3.3.3. A Conversão da Posse Injusta em Justa.

Segundo Caio Mário a posse injusta não se pode converter em justa quer pela vontade ou pela ação do possuidor, quer pelo decurso do tempo4.

No entanto, nada impede que uma posse inicialmente injusta venha a tornar-se justa, mediante a interferência de uma causa diversa, como seria o caso de quem tomou pela violência comprar do esbulhado, ou de quem possui clandestinamente herdar do desapossado5.

Reversamente, a posse de início escorreita entende-se assim permanecer, salvo se sobrevier mudança na atitude do possuidor como é o exemplo do locatário (possuidor direto) que se recusa a restituir o bem ao locador. Nesse caso, no momento da recusa a posse justa, converte-se em injusta6.

3.3.4. O Caráter Relativo da Posse Injusta.

Segundo Caio Mário e Gustavo Tepedino os vícios da posse assumem caráter relativo, ou seja, só podem ser alegados pelo possuidor agredido em face do agressor, não produzindo, então, efeitos erga omnes. Desse modo, por mais estranho que possa parecer, impõe-se aos terceiros o respeito à posse do esbulhador, ao qual será concedida a tutela possessória, mesmo que esta tenha sido adquirida de forma injusta7.

3.3.5. A Transmissão da Posse Viciada.

Nos termos do art. 1.2038 do Código Civil a posse transmite-se com todos os seus atributos positivos e negativos. Nesse sentido, salvo prova em contrário, entende-se manter a posse o mesmo caráter com que foi adquirida. Desse modo, a posse adquirida de maneira violenta, clandestina ou precária, manterá, em regra, estas mesmas características, salvo prova em contrário9.

3.4 Posse de Boa e de Má-Fé.

Art. 1.201. É de boa-fé a posse, se o possuidor ignora o vício, ou o obstáculo que impede a aquisição da coisa.

Art. 1.202. A posse de boa-fé só perde este caráter no caso e desde o momento em que as circunstâncias façam presumir que o possuidor não ignora que possui indevidamente.

3.5. Posse com Justo Título.

Art. 1.201. É de boa-fé a posse, se o possuidor ignora o vício, ou o obstáculo que impede a aquisição da coisa.

Parágrafo único. O possuidor com justo título tem por si a presunção de boa-fé, salvo prova em contrário, ou quando a lei expressamente não admite esta presunção.

Em suma, posso ter posse de boa-fé sem justo título, mas tendo justo título há uma presunção relativa de boa-fé.

3.6. Posse Nova e Posse Velha

  • Posse nova é a de menos de ano e dia

  • Posse velha é ano e dia ou mais

Art. 1.211. Quando mais de uma pessoa se disser possuidora, manter-se-á provisoriamente a que tiver a coisa, se não estiver manifesto que a obteve de alguma das outras por modo vicioso.

CPC

Art. 558. Regem o procedimento de manutenção e de reintegração de posse as normas da Seção II deste Capítulo quando a ação for proposta dentro de ano e dia da turbação ou do esbulho afirmado na petição inicial.

Parágrafo único. Passado o prazo referido no caput, será comum o procedimento, não perdendo, contudo, o caráter possessório.

Art. 562. Estando a petição inicial devidamente instruída, o juiz deferirá, sem ouvir o réu, a expedição do mandado liminar de manutenção ou de reintegração, caso contrário, determinará que o autor justifique previamente o alegado, citando-se o réu para comparecer à audiência que for designada.

3.7 Posse Natural e Posse Civil ou Jurídica

Posse Natural exercício de poderes de fato sobre a coisa.

Posse Civil ou jurídica é a que se transmite ou adquire mediante título, como por exemplo, na tradição ficta.

3.8 Posse Ad Interdicta e Ad Usucapionem.

Posse Ad Interdicta: posse que autoriza a utilização dos interditos proibitórios. Para ela existir basta que o possuidor demonstre os elementos essenciais da posse, corpus animus, e a moléstia, mas não conduz a usucapião, como no caso do locatário.

Posse Ad Usucapionem: posse que autoriza a aquisição do bem por usucapião. Aqui será necessário o preenchimento de vários requisitos além dos elementos essenciais à posse: boa-fé; decurso do tempo suficiente à aquisição; posse mansa e pacífica; que se funde em justo título, salvo no caso de usucapião extraordinário; que seja como animus domini, tendo o possuidor a coisa como sua.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas