A maior rede de estudos do Brasil

Em que situações há vulnerabilidade relativa para efeitos do estupro de vulnerável?


1 resposta(s)

User badge image

JAMYLLY FERNANDES

Há mais de um mês

Estupro de vulnerável              
Art. 217-A.  Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos: Pena - reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos.           
§1º Incorre na mesma pena quem pratica as ações descritas no caput com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência.

Assim, vulnerável é o menor de 14 anos e todo aquele que não pode oferecer resistência. Nota-se que o legislador elencou os que se enquadram no conceito de vulnerabilidade em dois grupos distintos, quais sejam, os menores de 14 anos e os que não podem oferecer resistência (seja por qual motivo for).

O menor de 14 anos apesar de ter discernimento em relação a conduta que pratica, ou seja, apesar de conseguir discernir o que é certo do que é errado, o direito penal achou por bem, considerar toda e qualquer manifestação de vontade do menor de 14 anos, para a prática do ato sexual, como inválida

Por sua vez, o enfermo e o doente mental, assim como qualquer outro, que por qualquer motivo, seja ele temporário ou duradouro, não consiga expressar a sua vontade, e em razão disso, não consiga oferecer resistência, são considerados vulneráveis. E sendo assim, não podem consentir na prática do ato sexual.

A vulnerabilidade daquele que em razão de qualquer outra causa, não pode oferecer resistência, abrange todos os motivos que retirem de alguém totalmente a capacidade de resistir ao ato sexual. Aqui se enquadram os casos de embriaguez completa por álcool e drogas, além de outras hipóteses (ex.: médico que dopa suas pacientes para com ela ter relações sexuais), que pode ser provocada pelo agente ou apenas aproveitada por ele. Importa aqui esclarecer que a vítima deve estar totalmente privada da sua capacidade de resistência, pois se presente, embora viciada a vontade da vítima pela fraude ou outro meio análogo, configurar-se-á o crime do art. 215 do CP - violação sexual mediante fraude. (MASSON, Cleber. Direito Penal Esquematizado. Parte Especial. Vol. 3. 5ª ed. Método. P. 62-63).

 

Estupro de vulnerável              
Art. 217-A.  Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos: Pena - reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos.           
§1º Incorre na mesma pena quem pratica as ações descritas no caput com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência.

Assim, vulnerável é o menor de 14 anos e todo aquele que não pode oferecer resistência. Nota-se que o legislador elencou os que se enquadram no conceito de vulnerabilidade em dois grupos distintos, quais sejam, os menores de 14 anos e os que não podem oferecer resistência (seja por qual motivo for).

O menor de 14 anos apesar de ter discernimento em relação a conduta que pratica, ou seja, apesar de conseguir discernir o que é certo do que é errado, o direito penal achou por bem, considerar toda e qualquer manifestação de vontade do menor de 14 anos, para a prática do ato sexual, como inválida

Por sua vez, o enfermo e o doente mental, assim como qualquer outro, que por qualquer motivo, seja ele temporário ou duradouro, não consiga expressar a sua vontade, e em razão disso, não consiga oferecer resistência, são considerados vulneráveis. E sendo assim, não podem consentir na prática do ato sexual.

A vulnerabilidade daquele que em razão de qualquer outra causa, não pode oferecer resistência, abrange todos os motivos que retirem de alguém totalmente a capacidade de resistir ao ato sexual. Aqui se enquadram os casos de embriaguez completa por álcool e drogas, além de outras hipóteses (ex.: médico que dopa suas pacientes para com ela ter relações sexuais), que pode ser provocada pelo agente ou apenas aproveitada por ele. Importa aqui esclarecer que a vítima deve estar totalmente privada da sua capacidade de resistência, pois se presente, embora viciada a vontade da vítima pela fraude ou outro meio análogo, configurar-se-á o crime do art. 215 do CP - violação sexual mediante fraude. (MASSON, Cleber. Direito Penal Esquematizado. Parte Especial. Vol. 3. 5ª ed. Método. P. 62-63).

 

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes