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Qual a diferença entre reação acrossômica e reação de zona?

Embriologia

UNICAMPS


2 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Há mais de um mês

Vamos relembrar como ocorre o processo de fecundação:

Uma vez capacitado, o espermatozóide deve sofrer o fenômeno da reação acrossômica (RA) a fim de completar a fertilização. Somente espermatozóides capacitados podem sofrer a RA, a qual habilita o espermatozóide a penetrar através da zona pelúcida e a fundir-se com a membrana plasmática do oócito .

A RA depende do influxo de Ca2+ sendo basicamente um fenômeno de fusão de membranas entre a membrana acrossomal externa e a membrana plasmática da cabeça do espermatozóide de forma a liberar os conteúdos do acrossômo através das fenestras.

Uma das enzimas mais abundantes liberadas do acrossômo é a hialuronidase, a qual auxiliaria na passagem através da matriz extracelular do cumulus oophorus para atingir a zona pelúcida


A exocitose dos grânulos corticais (GC)(Figura 2), que são estruturas semelhantes a lisossomos encontrados no córtex do oócito maduro durante a reação cortical leva ao bloqueio da polispermia em mamíferos. A alteração das características físicas e químicas que ocorre na ZP causada pelos conteúdos dos GC é chamada reação da zona. Este fenômeno envolve a transformação da ZP2 em ZP2f e torna a ZP refratária a penetração espermática

fonte:http://www.ufrgs.br/gametaembriao/interacao.htm

Vamos relembrar como ocorre o processo de fecundação:

Uma vez capacitado, o espermatozóide deve sofrer o fenômeno da reação acrossômica (RA) a fim de completar a fertilização. Somente espermatozóides capacitados podem sofrer a RA, a qual habilita o espermatozóide a penetrar através da zona pelúcida e a fundir-se com a membrana plasmática do oócito .

A RA depende do influxo de Ca2+ sendo basicamente um fenômeno de fusão de membranas entre a membrana acrossomal externa e a membrana plasmática da cabeça do espermatozóide de forma a liberar os conteúdos do acrossômo através das fenestras.

Uma das enzimas mais abundantes liberadas do acrossômo é a hialuronidase, a qual auxiliaria na passagem através da matriz extracelular do cumulus oophorus para atingir a zona pelúcida


A exocitose dos grânulos corticais (GC)(Figura 2), que são estruturas semelhantes a lisossomos encontrados no córtex do oócito maduro durante a reação cortical leva ao bloqueio da polispermia em mamíferos. A alteração das características físicas e químicas que ocorre na ZP causada pelos conteúdos dos GC é chamada reação da zona. Este fenômeno envolve a transformação da ZP2 em ZP2f e torna a ZP refratária a penetração espermática

fonte:http://www.ufrgs.br/gametaembriao/interacao.htm

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Helena

Há mais de um mês

A reação acrossômica é mediada por um aumento na concentração de íons Ca2+ no interior do espermatozóide, através da abertura de canais de Ca2+ na sua superfície. Esse fluxo de Ca2+  é acompanhado por um ingresso de Na+ e pela saída de H+, o que gera um aumento do pH intracelular do gameta. Esta abertura dos canais seria facilitada por uma alteração no potencial de membrana produzido durante o processo de capacitação. A soma destes fatores leva a fusão da membrana acrossômica externa com a membrana plasmática do espermatozóide, formando-se vesículas e poros, e possibilitando a liberação de enzimas para facilitar a passagem deste gameta pela zona pelúcida. Finalizada a reação, a membrana acrossômica interna passa a constituir a membrana externa da cabeça do espermatozóide, em continuidade com o resto de sua membrana plasmática. A primeira, então, é a que entra em contato com a zona pelúcida. Durante essa reação, são liberadas inúmeras enzimas, no entanto, a acrosina, que se encontra unida à membrana acrossômica interna, seria a mais importante na construção do caminho do espermatozóide através da zona pelúcida. Alguns autores sustentam que a acrosina não seria liberada ao meio e, sim, manter-se-ia unida à membrana acrossômica interna durante todo o trajeto.

 Somente os espermatozóides que sofrerem a reação acrossômica é que podem penetrar na zona pelúcida. O primeiro espermatozóide a chegar na zona pelúcida se liga à ZP3, um dos três componentes glicoproteicos. A ligação à ZP3 induz a liberação da acrosina pela membrana acrossômica interna, facilitando a penetração da cabeça do espermatozóide na zona pelúcida. (Kierszenbaum, 2008) (Kierszenbaum, 2008                                                                                                                                                                                                                                                                      O primeiro espermatozóide a penetrar na zona pelúcida se funde com a membrana do ovócito e induz a exocitose Ca2+ -dependente dos grânulos corticais localizados logo abaixo da membrana plasmática, em um processo chamado de reação cortical. O conteúdo liberado dos grânulos corticais inativa a ZP3, de modo que ela não pode mais ligar-se a membrana do espermatozóide. Há também a clivagem da ZP2, endurecendo a zona pelúcida de maneira que os espermatozóides não podem penetrá-la. Juntas, estas alterações promovem a reação da zona resultando em um bloqueio à poliespermia.pabxip

 

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas