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C Alguém poderia me explicar de forma breve e resumida o sistema ético de São Tomás de Aquino?

Já li alguns textos mas não consegui entender como ela extamanete é


4 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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RD Resoluções Verified user icon

Há mais de um mês

A filosofia moral de São Tomás de Aquino envolve uma fusão de pelo menos duas tradições aparentemente díspares: o eudemonismo aristotélico e a teologia cristã. Por um lado, Aquino segue Aristóteles ao pensar que um ato é bom ou ruim, dependendo se ele contribui ou nos impede de nosso próprio fim humano - o telos ou objetivo final em que todas as ações humanas visam.


Por outro lado, Aquino acredita que nunca podemos alcançar felicidade completa ou final nesta vida. Para ele, a felicidade final consiste em beatitude ou união sobrenatural com Deus. Tal fim está muito além do que nós, através de nossas capacidades humanas naturais, podemos alcançar. Por essa razão, não precisamos apenas das virtudes, também precisamos que Deus transforme nossa natureza - para aperfeiçoá-la ou “deificá-la” - para que possamos estar aptos a participar da beatitude divina.


Além disso, Aquino acredita que herdamos uma propensão ao pecado de nosso primeiro pai, Adão. Embora nossa natureza não seja totalmente corrompida pelo pecado, ela é diminuí pela mancha do pecado, como evidenciado pelo fato de que nossas vontades estão em inimizade com Deus. Assim, precisamos da ajuda de Deus para restaurar o bem de nossa natureza e nos colocar em conformidade com sua vontade. Para este fim, Deus nos imbui com sua graça que vem na forma de virtudes e dons divinamente instanciados.

A filosofia moral de São Tomás de Aquino envolve uma fusão de pelo menos duas tradições aparentemente díspares: o eudemonismo aristotélico e a teologia cristã. Por um lado, Aquino segue Aristóteles ao pensar que um ato é bom ou ruim, dependendo se ele contribui ou nos impede de nosso próprio fim humano - o telos ou objetivo final em que todas as ações humanas visam.


Por outro lado, Aquino acredita que nunca podemos alcançar felicidade completa ou final nesta vida. Para ele, a felicidade final consiste em beatitude ou união sobrenatural com Deus. Tal fim está muito além do que nós, através de nossas capacidades humanas naturais, podemos alcançar. Por essa razão, não precisamos apenas das virtudes, também precisamos que Deus transforme nossa natureza - para aperfeiçoá-la ou “deificá-la” - para que possamos estar aptos a participar da beatitude divina.


Além disso, Aquino acredita que herdamos uma propensão ao pecado de nosso primeiro pai, Adão. Embora nossa natureza não seja totalmente corrompida pelo pecado, ela é diminuí pela mancha do pecado, como evidenciado pelo fato de que nossas vontades estão em inimizade com Deus. Assim, precisamos da ajuda de Deus para restaurar o bem de nossa natureza e nos colocar em conformidade com sua vontade. Para este fim, Deus nos imbui com sua graça que vem na forma de virtudes e dons divinamente instanciados.

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Andre

Há mais de um mês

Filosofia


A filosofia moral de São Tomás de Aquino envolve uma fusão de pelo menos duas tradições aparentemente díspares: o eudemonismo aristotélico e a teologia cristã. Por um lado, Aquino segue Aristóteles ao pensar que um ato é bom ou ruim, dependendo se ele contribui ou nos impede de nosso próprio fim humano - o telos ou objetivo final em que todas as ações humanas visam.


Por outro lado, Aquino acredita que nunca podemos alcançar felicidade completa ou final nesta vida. Para ele, a felicidade final consiste em beatitude ou união sobrenatural com Deus. Tal fim está muito além do que nós, através de nossas capacidades humanas naturais, podemos alcançar. Por essa razão, não precisamos apenas das virtudes, também precisamos que Deus transforme nossa natureza - para aperfeiçoá-la ou “deificá-la” - para que possamos estar aptos a participar da beatitude divina.


Além disso, Aquino acredita que herdamos uma propensão ao pecado de nosso primeiro pai, Adão. Embora nossa natureza não seja totalmente corrompida pelo pecado, ela é diminuí pela mancha do pecado, como evidenciado pelo fato de que nossas vontades estão em inimizade com Deus. Assim, precisamos da ajuda de Deus para restaurar o bem de nossa natureza e nos colocar em conformidade com sua vontade. Para este fim, Deus nos imbui com sua graça que vem na forma de virtudes e dons divinamente instanciados.

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Andre

Há mais de um mês

A filosofia moral de São Tomás de Aquino envolve uma fusão de pelo menos duas tradições aparentemente díspares: o eudemonismo aristotélico e a teologia cristã. Por um lado, Aquino segue Aristóteles ao pensar que um ato é bom ou ruim, dependendo se ele contribui ou nos impede de nosso próprio fim humano - o telos ou objetivo final em que todas as ações humanas visam.


Por outro lado, Aquino acredita que nunca podemos alcançar felicidade completa ou final nesta vida. Para ele, a felicidade final consiste em beatitude ou união sobrenatural com Deus. Tal fim está muito além do que nós, através de nossas capacidades humanas naturais, podemos alcançar. Por essa razão, não precisamos apenas das virtudes, também precisamos que Deus transforme nossa natureza - para aperfeiçoá-la ou “deificá-la” - para que possamos estar aptos a participar da beatitude divina.


Além disso, Aquino acredita que herdamos uma propensão ao pecado de nosso primeiro pai, Adão. Embora nossa natureza não seja totalmente corrompida pelo pecado, ela é diminuí pela mancha do pecado, como evidenciado pelo fato de que nossas vontades estão em inimizade com Deus. Assim, precisamos da ajuda de Deus para restaurar o bem de nossa natureza e nos colocar em conformidade com sua vontade. Para este fim, Deus nos imbui com sua graça que vem na forma de virtudes e dons divinamente instanciados.

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Letticia

Há mais de um mês

Santo Tomás de Aquino descreve a sua ética baseada na razão proveniente de Deus.

O santo Afirma que o Homem tem uma finalidade  e consciência de seu fim. Isso mostra que é  dotado do dom da razão e que unida à espiritualidade inata, o coloca no âmbito moral.

Ele diz que, existe no Ser Humano uma tendência racional, elevando-o  e que a vontade Humana tende ao bem Universal, ou seja, a Deus.

Ao afirmar a sua ética, Santo Tomás diz que a vontade Humana é livre e, que pode escolher conforme afirmara o Santo Bispo Agostinho. Porém, bom para Santo Tomás, é aquilo que não contaria a razão, sendo esta por sua vez, proveniente e Dom de Deus. Também é dito por Santo Tomás que a virtude, ou seja, aquilo que é de acordo com a lei, é a inclinação para o bem.  

Sendo assim, Santo Tomás de Aquino diz que a razão é orientadora da lei, desde que seja proveniente de Deus. Estas leis são divididas em três:

– A Lei Eterna: Feita por Deus;

– A Lei Natural: Feita por Deus e imutável, subordinada a lei eterna e em função do Homem e;

– A Lei Temporal: que é mortal, mutável e contingente.

A lei (temporal) deverá ser racional, relacionada à capacidade de criar regras e raciocínios e, deverão ser aplicados ao todo. Afirma que há a necessidade de haver a lei eterna para que o homem atinja o seu fim último, pois sua lei é limitada. O objetivo da lei é tomar os homens bons e por conseqüência deverá ser universal e baseada naquilo que é universal, ou seja, baseada na lei eterna.

O monge dominicano afirma que o rei como o representante da lei, deverá ser como um temperante sacerdote do Criador, Isto é, sua lei estará baseada na fé e logo, em comunhão com ela.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas