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racionalismo

No século XVII, surge o Racionalismo e fortalece a ideia de que o homem produz a história e não a Divina providência. Essa concepção fundamentava a ideia de que a sociedade podia ser compreendida porque, ao contrário da natureza, ela é obra dos próprios indivíduos. O pensamento filosófico desse século contribuiu para a popularização do pensamento científico. Entre essa forma de pensar é CORRETO citar:

I. Segundo Francis Bacon, a Teologia perdeu o posto de norteadora do pensamento.


II. A autoridade deveria ceder lugar a uma dúvida metódica, a fim de possibilitar um conhecimento objetivo da realidade.

III. Os pensadores desse período defenderam, assim, o emprego sistemático da razão e do livre exame da realidade.

 


2 resposta(s)

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LR

Há mais de um mês

Resposta: Todas as alternativas estão CORRETAS.

Justificativa: As alternativas (I) Segundo Francis Bacon, a Teologia perdeu o posto de norteadora do pensamento, (II) A autoridade deveria ceder lugar a uma dúvida metódica, a fim de possibilitar um conhecimento objetivo da realidade e (III) Os pensadores desse período defenderam, assim, o emprego sistemático da razão e do livre exame da realidade, expressam corretamente os valores do doutrina Racionalista, que representou uma quebra da filosofia com a fé, valorizando a comprovação empírica e a experiência factual como os principais mecanismos da produção do conhecimento, e da conquista do Progresso: “é a Renascença que, ao voltar seu interesse para o homem e para a sua vida secular, prepara o ambiente favorável ao surgimento da idéia do Progresso, em alguns casos já bastante precisa. Bodin, por exemplo, em Methodus ad facilem historiarum cognitionem (1566), considera a história da humanidade como algo unitário, com a sua concepção, fundamental para o conceito de Progresso, da solidariedade entre os povos, e, além disso, como uma ascensão gradual rumo a formas de civilização cada vez mais elevadas. Depois, no início do século XVII, Francis Bacon liberta o pensamento da autoridade constrangente dos antigos, afirmando que a Idade Moderna é mais avançada que as idades passadas, porquanto se acha mais desenvolvido o  conhecimento e está, por isso, mais próximo da verdade. Descartes, enfim, descobre leis naturais invariáveis e faz delas a base da ciência, excluindo com isso no processo histórico a idéia de um guia providencial. Com tais pressupostos, a civilização ocidental estava pronta para acolher a teoria do Progresso. Com efeito, no início do século XVII, encontramos princípios bastante semelhantes na disputa literária denominada querelle des anciens et modernes, que se desenvolve, separadamente, na França e na Inglaterra pelo decorrer de quase um século, e à qual se costuma remontar a história da idéia do Progresso. O argumento dos defensores dos modernes é simples: se as leis naturais são invariáveis e a natureza gera homens potencialmente válidos em igual medida em todos os tempos, então não têm fundamento a teoria da degeneração e a da pretensa superioridade dos antigos sobre os modernos, bem como o consequente princípio da autoridade; antes se pode afirmar que os modernos são superiores aos antigos, em virtude de um conhecimento mais rico adquirido através dos séculos e alicerçado na própria experiência dos antepassados. O escrito mais notável desta disputa é Digression sur les anciens et les modernes que Fontenelle publicou em 1688. O autor baseia também a sua teoria na idéia, que terá difusão sobretudo no século seguinte, da recíproca implicação das ciências e da influência que o progresso de uma exerce sobre o progresso das outras. Daí deduz que a perfectibilidade humana e a possibilidade do progresso constante, paralelo à acumulação do patrimônio cognoscitivo, são leis naturais invariáveis.” (BOBBIO, 1993: 1010-1011)

Referência bibliográfica:

BOBBIO, Norberto; MATTEUCCI, Nicola; PASQUINO, Gianfranco. Dicionário de Política. 5. ed. Brasília: Edunb, 1993.

 

 

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