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Qual foi o desenvolvimento historico da biologia celular?


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Ramon Nascimento

Há mais de um mês

A história da biologia celular está ligada ao desenvolvimento tecnológico que tornou possível o estudo da célula. Assim, os primeiros estudos no campo da biologia celular só foram possíveis após a invenção do microscópio em 1590, por Zacharias Janssen (1580-1638). Por causa da sua pouca idade acredita-se que teve ajuda do seu pai, Hans Janssen, que era fabricante de lentes.

Os primeiros estudos sobre a morfologia da célula começaram com a popularização dos microscópios ópticos rudimentares no século XVII , posteriormente complementados com várias técnicas histológicas nos séculos XIX e XX, permitindo a observação mais detalhada das diversas estruturas celulares. Os progressos na microscopia exerceram um impacto profundo no raciocínio lógico no campo da biologia. No início do século XIX, uma série de biólogos fizeram notar a importância crucial das células. Em 1838, o botânico Matthias Schleiden sugeriu que todas as plantas são formadas por células. Em 1939, o zoologista Theodore Schwann estendeu essa ideia para os animais. Schleiden e Schwann promoveram as noções da célula como a unidade básica do organismo e de que cada célula individual contém todas as características essenciais à vida, embora se tenham inicialmente oposto à ideia de que todas as células nascem a partir da divisão de outras células. Contudo, na década de 1850, Robert Remak e Rudolf Virchow, declararam que a células se originavam de outras células pré-existentes. Estas premissas, aceitas pela comunidade científica da época, estariam na origem do que viria a ser a teoria celular:

  • Todo ser vivo é composto por células
  • As reações químicas que ocorrem no organismo, ocorrem em nível celular.
  • Toda célula se origina da divisão de outra pré-existente.

Outro grande avanço foi a invenção do microscópio eletrônico em 1931 por Ernst Ruska e aperfeiçoado desde então, podendo atingir uma capacidade de aumento de 500 mil vezes. Além da microscopia eletrônica, grandes passos também foram dados com o desenvolvimento da microscopia por fluorescência e confocal, entre outros, no século XX. O uso da microscopia eletrônica permitiu a descoberta de novas organelas celulares, além de expandir o conhecimentos das organelas já conhecidas.

Durante as décadas de 1920 e 1930 os bioquímicos elucidaram várias vias metabólicas da célula: o ciclo do ácido cítrico, a glicogênese e a glicólise, bem como a síntese dos esteróides e das porfirinas. Entre as décadas de 1930 e 1950, foi elucidado o papel do ATP como o principal portador de energia nas células e da mitocôndria como a sua principal fonte energética. A pesquisa em bioquímica seria um dos campos mais ativos na biologia.

O desenvolvimento de ferramentas moleculares, baseada na manipulação de ácidos nucleicos e enzimas, permitiu um análise mais exaustiva em todo o século XX. Foi possível compreender o papel dos genes na transmissão da hereditariedade e na produção de proteínas, encontrando-se, assim, uma ligação entre a genética e a bioquímica celular. A melhor compreensão do DNA e RNA permitiu o sequenciamento dessas substâncias, abrindo portas para a manipulação genética da célula.

A história da biologia celular está ligada ao desenvolvimento tecnológico que tornou possível o estudo da célula. Assim, os primeiros estudos no campo da biologia celular só foram possíveis após a invenção do microscópio em 1590, por Zacharias Janssen (1580-1638). Por causa da sua pouca idade acredita-se que teve ajuda do seu pai, Hans Janssen, que era fabricante de lentes.

Os primeiros estudos sobre a morfologia da célula começaram com a popularização dos microscópios ópticos rudimentares no século XVII , posteriormente complementados com várias técnicas histológicas nos séculos XIX e XX, permitindo a observação mais detalhada das diversas estruturas celulares. Os progressos na microscopia exerceram um impacto profundo no raciocínio lógico no campo da biologia. No início do século XIX, uma série de biólogos fizeram notar a importância crucial das células. Em 1838, o botânico Matthias Schleiden sugeriu que todas as plantas são formadas por células. Em 1939, o zoologista Theodore Schwann estendeu essa ideia para os animais. Schleiden e Schwann promoveram as noções da célula como a unidade básica do organismo e de que cada célula individual contém todas as características essenciais à vida, embora se tenham inicialmente oposto à ideia de que todas as células nascem a partir da divisão de outras células. Contudo, na década de 1850, Robert Remak e Rudolf Virchow, declararam que a células se originavam de outras células pré-existentes. Estas premissas, aceitas pela comunidade científica da época, estariam na origem do que viria a ser a teoria celular:

  • Todo ser vivo é composto por células
  • As reações químicas que ocorrem no organismo, ocorrem em nível celular.
  • Toda célula se origina da divisão de outra pré-existente.

Outro grande avanço foi a invenção do microscópio eletrônico em 1931 por Ernst Ruska e aperfeiçoado desde então, podendo atingir uma capacidade de aumento de 500 mil vezes. Além da microscopia eletrônica, grandes passos também foram dados com o desenvolvimento da microscopia por fluorescência e confocal, entre outros, no século XX. O uso da microscopia eletrônica permitiu a descoberta de novas organelas celulares, além de expandir o conhecimentos das organelas já conhecidas.

Durante as décadas de 1920 e 1930 os bioquímicos elucidaram várias vias metabólicas da célula: o ciclo do ácido cítrico, a glicogênese e a glicólise, bem como a síntese dos esteróides e das porfirinas. Entre as décadas de 1930 e 1950, foi elucidado o papel do ATP como o principal portador de energia nas células e da mitocôndria como a sua principal fonte energética. A pesquisa em bioquímica seria um dos campos mais ativos na biologia.

O desenvolvimento de ferramentas moleculares, baseada na manipulação de ácidos nucleicos e enzimas, permitiu um análise mais exaustiva em todo o século XX. Foi possível compreender o papel dos genes na transmissão da hereditariedade e na produção de proteínas, encontrando-se, assim, uma ligação entre a genética e a bioquímica celular. A melhor compreensão do DNA e RNA permitiu o sequenciamento dessas substâncias, abrindo portas para a manipulação genética da célula.

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