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Porque das decisões do STF sobre lei inconstitucional antes delas é ação rescisória e depois da decisão do STF é impugnação?

Sobre Precedente com eficacia rescindente ou deseficacizante 

2 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Júnior Oliveira Verified user icon

Há mais de um mês

Com o advento do CPC/2015, temos que qualquer decisão contrária a acórdão do STF é passível de ação rescisória. Já a impugnação será utilizada quando o executado puder arguir alguma das questões dos incisos do art. 525, CPC:

Art. 525. Transcorrido o prazo previsto no art. 523 sem o pagamento voluntário, inicia-se o prazo de 15 (quinze) dias para que o executado, independentemente de penhora ou nova intimação, apresente, nos próprios autos, sua impugnação.

§ 1º Na impugnação, o executado poderá alegar:

I - falta ou nulidade da citação se, na fase de conhecimento, o processo correu à revelia;

II - ilegitimidade de parte;

III - inexequibilidade do título ou inexigibilidade da obrigação;

IV - penhora incorreta ou avaliação errônea;

V - excesso de execução ou cumulação indevida de execuções;

VI - incompetência absoluta ou relativa do juízo da execução;

VII - qualquer causa modificativa ou extintiva da obrigação, como pagamento, novação, compensação, transação ou prescrição, desde que supervenientes à sentença.

Pois bem. No caso específico de impugnação com base no inciso III, §1º (inexequibiliade do título ou inexigibilidade da obrigação), o CPC, no mesmo art. 525, determina:

§ 12. Para efeito do disposto no inciso III do § 1º deste artigo, considera-se também inexigível a obrigação reconhecida em título executivo judicial fundado em lei ou ato normativo considerado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, ou fundado em aplicação ou interpretação da lei ou do ato normativo tido pelo Supremo Tribunal Federal como incompatível com a Constituição Federal , em controle de constitucionalidade concentrado ou difuso.

 13. No caso do § 12, os efeitos da decisão do Supremo Tribunal Federal poderão ser modulados no tempo, em atenção à segurança jurídica.

§ 14. A decisão do Supremo Tribunal Federal referida no § 12 deve ser anterior ao trânsito em julgado da decisão exequenda.

§ 15. Se a decisão referida no § 12 for proferida após o trânsito em julgado da decisão exequenda, caberá ação rescisória, cujo prazo será contado do trânsito em julgado da decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal.

Para uma melhor visualização imagine que, transcorrido o prazo para pagamento voluntário da obrigação à qual fora condenado, FULANO deseja se insurgir contra a decisão que determina esse pagamento, pois o Supremo Tribunal Federal julgou inconstitucional a lei com base na qual FULANO fora condenado.

Neste caso, independentemente de nova intimação, FULANO, para evitar a execução, poderá apresentar impugnação ou ajuizar ação rescisória. O cabimento de um ou outro remédio processual, no entanto, dependerá de um marco cronológico, qual seja, do momento processual em que o STF tenha declarado aquela inconstitucionalidade, se antes ou depois do trânsito em julgado da sentença que determina o pagamento/execução da obrigação.

Portanto, deve-se ter em mente o seguinte:

1) Caso a decisão do Supremo Tribunal Federal se dê ANTES do trânsito em julgado, caberá impugnação da execução, porque o juiz terá desobedecido precedente do STF anterior à sua sentença;

2) De outro lado, se o STF julgar a lei inconstitucional DEPOIS do trânsito em julgado, caberá a FULANO desconstituir a coisa julgada, por meio de ação rescisória.

Com o advento do CPC/2015, temos que qualquer decisão contrária a acórdão do STF é passível de ação rescisória. Já a impugnação será utilizada quando o executado puder arguir alguma das questões dos incisos do art. 525, CPC:

Art. 525. Transcorrido o prazo previsto no art. 523 sem o pagamento voluntário, inicia-se o prazo de 15 (quinze) dias para que o executado, independentemente de penhora ou nova intimação, apresente, nos próprios autos, sua impugnação.

§ 1º Na impugnação, o executado poderá alegar:

I - falta ou nulidade da citação se, na fase de conhecimento, o processo correu à revelia;

II - ilegitimidade de parte;

III - inexequibilidade do título ou inexigibilidade da obrigação;

IV - penhora incorreta ou avaliação errônea;

V - excesso de execução ou cumulação indevida de execuções;

VI - incompetência absoluta ou relativa do juízo da execução;

VII - qualquer causa modificativa ou extintiva da obrigação, como pagamento, novação, compensação, transação ou prescrição, desde que supervenientes à sentença.

Pois bem. No caso específico de impugnação com base no inciso III, §1º (inexequibiliade do título ou inexigibilidade da obrigação), o CPC, no mesmo art. 525, determina:

§ 12. Para efeito do disposto no inciso III do § 1º deste artigo, considera-se também inexigível a obrigação reconhecida em título executivo judicial fundado em lei ou ato normativo considerado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, ou fundado em aplicação ou interpretação da lei ou do ato normativo tido pelo Supremo Tribunal Federal como incompatível com a Constituição Federal , em controle de constitucionalidade concentrado ou difuso.

 13. No caso do § 12, os efeitos da decisão do Supremo Tribunal Federal poderão ser modulados no tempo, em atenção à segurança jurídica.

§ 14. A decisão do Supremo Tribunal Federal referida no § 12 deve ser anterior ao trânsito em julgado da decisão exequenda.

§ 15. Se a decisão referida no § 12 for proferida após o trânsito em julgado da decisão exequenda, caberá ação rescisória, cujo prazo será contado do trânsito em julgado da decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal.

Para uma melhor visualização imagine que, transcorrido o prazo para pagamento voluntário da obrigação à qual fora condenado, FULANO deseja se insurgir contra a decisão que determina esse pagamento, pois o Supremo Tribunal Federal julgou inconstitucional a lei com base na qual FULANO fora condenado.

Neste caso, independentemente de nova intimação, FULANO, para evitar a execução, poderá apresentar impugnação ou ajuizar ação rescisória. O cabimento de um ou outro remédio processual, no entanto, dependerá de um marco cronológico, qual seja, do momento processual em que o STF tenha declarado aquela inconstitucionalidade, se antes ou depois do trânsito em julgado da sentença que determina o pagamento/execução da obrigação.

Portanto, deve-se ter em mente o seguinte:

1) Caso a decisão do Supremo Tribunal Federal se dê ANTES do trânsito em julgado, caberá impugnação da execução, porque o juiz terá desobedecido precedente do STF anterior à sua sentença;

2) De outro lado, se o STF julgar a lei inconstitucional DEPOIS do trânsito em julgado, caberá a FULANO desconstituir a coisa julgada, por meio de ação rescisória.

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Sophia Francis

Há mais de um mês

Consulte este arquivo:

https://www.conjur.com.br/2016-mai-04/stf-julga-declaracao-inconstitucionalidade-atinge-titulo-executivo

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas