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Diferença entre efetividade e eficácia jurídica? qual a calissificação das normas constitucionais quanto a eficácia?


2 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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DLRV Advogados Verified user icon

Há mais de um mês

Segundo Michel Temer, "eficácia jurídica [...] significa que a norma está apta a produzir efeitos na ocorrência de relações concretas.


Eficiência é a qualidade de fazer com excelência, sem perdas ou desperdícios (de tempo, dinheiro ou energia). Eficiente é aquilo ou aquele que chega ao resultado, que produz o seu efeito específico mas com qualidade, em menos tempo, com menos dinheiro ou com menos energia. 

Segundo a classificação das normas constitucionais de José Afonso da Silva, existem 3 tipos de normas constitucionais quanto à eficácia:

  • Normas constitucionais de eficácia plena: são as mais fáceis de identificar. São aquelas normas que desde a entrada em vigor da Constituição já estão aptas a produzir eficácia. Por isso, são definidas como de aplicabilidade direta, imediata e integral. Veja-se que não há restrição. Podem, no entanto, ser limitadoras: o artigo 132 consiste em norma de eficácia plena que limita a atividade de procurador aos que ingressam mediante concurso público de provas e títulos.

"Art. 132. Os Procuradores dos Estados e do Distrito Federal, organizados em carreira, na qual o ingresso dependerá de concurso público de provas e títulos, com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as suas fases, exercerão a representação judicial e a consultoria jurídica das respectivas unidades federadas".

  • Normas constitucionais de eficácia contida: são dotadas de aplicabilidade direta, imediata, mas não integral (o legislador pode restringir a sua eficácia).

Exemplo: "Art. 5º, XIII. É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão,atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer".

Veja que nesse caso a norma produz efeitos desde logo, podendo, porém, ser regulamentada, de forma que tenha sua eficácia restringida.

  • Normas constitucionais de eficácia limitada têm a sua aplicabilidade indireta, mediata e diferida (postergada, pois somente a partir de uma norma posterior poderão produzir eficácia).

Exemplo: "Art. 18. § 2º. Os Territórios Federais integram a União, e sua criação, transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar".

Segundo Michel Temer, "eficácia jurídica [...] significa que a norma está apta a produzir efeitos na ocorrência de relações concretas.


Eficiência é a qualidade de fazer com excelência, sem perdas ou desperdícios (de tempo, dinheiro ou energia). Eficiente é aquilo ou aquele que chega ao resultado, que produz o seu efeito específico mas com qualidade, em menos tempo, com menos dinheiro ou com menos energia. 

Segundo a classificação das normas constitucionais de José Afonso da Silva, existem 3 tipos de normas constitucionais quanto à eficácia:

  • Normas constitucionais de eficácia plena: são as mais fáceis de identificar. São aquelas normas que desde a entrada em vigor da Constituição já estão aptas a produzir eficácia. Por isso, são definidas como de aplicabilidade direta, imediata e integral. Veja-se que não há restrição. Podem, no entanto, ser limitadoras: o artigo 132 consiste em norma de eficácia plena que limita a atividade de procurador aos que ingressam mediante concurso público de provas e títulos.

"Art. 132. Os Procuradores dos Estados e do Distrito Federal, organizados em carreira, na qual o ingresso dependerá de concurso público de provas e títulos, com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as suas fases, exercerão a representação judicial e a consultoria jurídica das respectivas unidades federadas".

  • Normas constitucionais de eficácia contida: são dotadas de aplicabilidade direta, imediata, mas não integral (o legislador pode restringir a sua eficácia).

Exemplo: "Art. 5º, XIII. É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão,atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer".

Veja que nesse caso a norma produz efeitos desde logo, podendo, porém, ser regulamentada, de forma que tenha sua eficácia restringida.

  • Normas constitucionais de eficácia limitada têm a sua aplicabilidade indireta, mediata e diferida (postergada, pois somente a partir de uma norma posterior poderão produzir eficácia).

Exemplo: "Art. 18. § 2º. Os Territórios Federais integram a União, e sua criação, transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar".

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Isadora Luxidi

Há mais de um mês

A efetividade jurídica se mostra no fato de a norma ser imposta a todas as pessoas, sem qualquer distinção. Ou seja, tanto os aplicadores do Direito quanto os destinatários de suas normas devem observá-las. Já a eficácia significa a norma ter cumprido a finalidade a que se destinava, ter solucionado o motivo que a deu origem. Para ser eficaz, a norma precisa cumprir com sua função social.
 

Classificação das normas constitucionais quanto á eficácia:

De Eficácia Jurídica Plena:

Possuem aplicabilidade imediata, direta, integral, independentemente de legislação posterior (autonomia operativa);

Possuem idoneidade suficiente para promover os efeitos a que se destinam;

Possuem enunciado completo, sem necessidade de comandos complementares.

 

De Eficácia Jurídica Contida (ou normas de eficácia redutível):

Possuem aplicabilidade imediata, integral, direta, mas que podem ter o seu alcance reduzido pela atividade do legislador infraconstitucional.

 

De Eficácia Limitada:

Dependem da emissão de norma futura;

-Possuem aplicabilidade indireta, mediata e reduzida, pois somente incidem totalmente após norma posterior lhes dar aplicabilidade;

"A utilização de certas expressões como “a lei regulará”, ou “a lei disporá”, ou ainda “na forma da lei”, deixa claro que a vontade constitucional não está integralmente composta."

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas