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O que falta para a revolução na didática acontecer?

Vemos no Ensino Superior uma desconstrução de quase tudo que aprendemos na disciplina de História durante o Ensino Médio (a única disciplina que tenho propriedade para falar). Quando graduandos, inovamos em metodologias, em formas de instigar o processo de aprendizagem e tantas outras coisas que, em suma, só ficam no papel. Ao mesmo tempo em que pensamos numa revolução didática que fuja de um ensino ortodoxo, de um aprendizado mecânico voltado para a prova do Enem, de uma mercantilização do saber (veja a indústria de cursinhos!), a realidade quando vista de forma mais ampla é outra. Há uma reprodução do discurso e do método didático; uma transgressão com o transgressor. O que falta para sairmos da inércia e mudarmos as coordenadas da educação? Pensarmos menos em preparar robôs para o vestibular e mais em contribuir na formação de cabeças pensantes com um saber menos efêmero e automático?!

Didática

UFRN


11 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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RD Resoluções Verified user icon

Há mais de um mês

A metodologia de acesso ao ensino superior precisa mudar e não só ela. A educação básica como um todo precisa ser reformulada, sem que haja retirada de disciplinas ou horas de aula, mas sim dando maior infraestrutura para os profissionais e alunos. Uma quantidade maior de escolas distribuídas pelo território nacional ajudaria a resolver esse problema.

A indústria do cursinho nasce quando há uma escassez de vagas em instituições públicas e de qualidade no ensino – o que proporciona melhores condições de entrada no mercado de trabalho. No final das contas, todo o ensino precisa ser reformulado, passando desde o ensino básico até o ensino superior.

Infelizmente, o processo que temos hoje, especialmente nas faculdades públicas em que há o ensino de exatas, como é o caso de diversas engenharias, boa parte dos professores não possuem didática suficiente para formular uma aula de qualidade e garantir a aprendizagem dos alunos. O aluno vem do cursinho com vícios de aprendizagem que continuam sendo estimulados no ensino superior.

A metodologia de acesso ao ensino superior precisa mudar e não só ela. A educação básica como um todo precisa ser reformulada, sem que haja retirada de disciplinas ou horas de aula, mas sim dando maior infraestrutura para os profissionais e alunos. Uma quantidade maior de escolas distribuídas pelo território nacional ajudaria a resolver esse problema.

A indústria do cursinho nasce quando há uma escassez de vagas em instituições públicas e de qualidade no ensino – o que proporciona melhores condições de entrada no mercado de trabalho. No final das contas, todo o ensino precisa ser reformulado, passando desde o ensino básico até o ensino superior.

Infelizmente, o processo que temos hoje, especialmente nas faculdades públicas em que há o ensino de exatas, como é o caso de diversas engenharias, boa parte dos professores não possuem didática suficiente para formular uma aula de qualidade e garantir a aprendizagem dos alunos. O aluno vem do cursinho com vícios de aprendizagem que continuam sendo estimulados no ensino superior.

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Gustavo Distadio

Há mais de um mês

Temos tantas abordagens diferentes que a didática nos oferece, que a revolução já foi feita, porém, as diretrizes da educação são claras no que se referem aos objetivos, formar o cidadão, crítico e participativo nos processos da sociedade, porém, nosso sistema de ensino não tem um suporte adequado, tanto de estrutura quanto no conteúdo.

Percebemos a insuficiencia de conteúdo quando os jovens são colocados prova no mercado de trabalho.

Precisamos de mudanças no conteúdo, as pessoas tendem a escolher sua profissão/cargo por salário ou outras vantagens, mesmo que sua vocação estejam relacionadas à outras áreas, o resultado é bem claro, baixo rendimento profissional, insatisfação com sua carreira e etc.

Nosso formato educacional é bem consistente para manter o poder na mão daqueles que há anos o detém, transformar o cidadão em um ser realmente crítico e agente transformador, seria colocar o interesse desses "poderosos" em segundo plano.

Dentro da concepção de Locke, o povo pode se voltar contra seus governantes, desde que seja justificado, mas temos que tomar cuidado com quem levanta a bandeira, muitas vezes, estes estão a serviço daqueles que não querem deixar de se beneficiar do poder.

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Gustavo Distadio

Há mais de um mês

Temos tanta coisa para reforçar em aula com os alunos...
O respeito é um item que está caindo em desuso...

Cada vez mais, não existe respeito com o próximo, com os animais, com as regras, cada um está rescindindo a seu bel-prazer ou necessidade o "contrato social" firmado pelas pessoas em sociedade. Mas isso ainda faz parte de manter o povo a esquerda do seu real objetivo e poder de alcance.

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Sandra Rodrigues

Há mais de um mês

Responsabilidade, dinâmica, espontânidade, enfim, profissionais dispostos a serem criativos no ensino. Isso para mim seria uma didática do professor e não só de um determinado autor, de certo livro.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas