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Preciso de ajuda no que diz respeito a "TEORIA DA PERDA DE UMA CHANCE"

Preciso de uma doutrina e jurisprudência correlata ao assunto.


1 resposta(s)

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Mariane Medeiros

Há mais de um mês

É, a perda, pela parte, da oportunidade de obter, no Judiciário, o reconhecimento e a satisfação íntegra ou completa de seus direitos.

Segundo preleciona Ênio ZuliAni, o cliente “não perde uma causa certa; perde um jogo sem que lhe permitisse disputá-lo, e essa incerteza cria um fato danoso. Portanto, na ação de responsabilidade ajuizada pelo pro- fissional do direito, o juiz deverá, em caso de reconhecer que realmente ocorreu a perda dessa chance, criar um segundo raciocínio dentro da sen- tença condenatória, ou seja, auscultar a probabilidade ou o grau de perspec- tiva favorável dessa chance”

A teoria da perda de uma chance só pode ser aplicada aos casos em que o dano seja real, atual e certo, dentro de um juízo de probabilidade, e não de mera pos- sibilidade, porque o dano potencial ou incerto, no âmbito da responsabili- dade civil, em regra não é indenizável . A quantificação do dano será feita por arbitramento (CC, art. 946) de modo equitativo pelo magistrado, que deverá partir do resultado útil espe- rado e fazer incidir sobre ele o percentual de probabilidade de obtenção da vantagem esperada.

GONÇALVES, Carlos Roberto. Curso de Direito Civil Brasileiro: volume 4: responsabilidade civil. 12. Ed. São Paulo: Saraiva, 2017, p. 285/286

É, a perda, pela parte, da oportunidade de obter, no Judiciário, o reconhecimento e a satisfação íntegra ou completa de seus direitos.

Segundo preleciona Ênio ZuliAni, o cliente “não perde uma causa certa; perde um jogo sem que lhe permitisse disputá-lo, e essa incerteza cria um fato danoso. Portanto, na ação de responsabilidade ajuizada pelo pro- fissional do direito, o juiz deverá, em caso de reconhecer que realmente ocorreu a perda dessa chance, criar um segundo raciocínio dentro da sen- tença condenatória, ou seja, auscultar a probabilidade ou o grau de perspec- tiva favorável dessa chance”

A teoria da perda de uma chance só pode ser aplicada aos casos em que o dano seja real, atual e certo, dentro de um juízo de probabilidade, e não de mera pos- sibilidade, porque o dano potencial ou incerto, no âmbito da responsabili- dade civil, em regra não é indenizável . A quantificação do dano será feita por arbitramento (CC, art. 946) de modo equitativo pelo magistrado, que deverá partir do resultado útil espe- rado e fazer incidir sobre ele o percentual de probabilidade de obtenção da vantagem esperada.

GONÇALVES, Carlos Roberto. Curso de Direito Civil Brasileiro: volume 4: responsabilidade civil. 12. Ed. São Paulo: Saraiva, 2017, p. 285/286

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