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Alguém sabe responder o que diz a Teoria da Norma Jurídica de Hans Kelsen?

Dizer em máximos detalhes sobre a Teoria da Norma Jurídica de Hans Kelsen e os tipos de normas de acordo com ele.


3 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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RD Resoluções Verified user icon

Há mais de um mês

A teoria da norma jurídica cunhada por Hans Kelsen se baseia principalmente em uma distinção essencial entre o ser e o dever, ou seja, a existência mundana está sujeita às leis físicas e causas, enquanto o dever está no âmbito do social e é regido pelas leis éticas e morais, ou seja, leis da mente, que regulam a sociedade assim como as leis físicas regulam o mundo efetivo, físico. Estas leis da mente se transformam em normas, criando um conjunto de leis que regulamentam o dever e, consequentemente, o agir.


Estas normas, mesmo com origem nas leis mentais, são consideradas em relação ao que podem produzir na sociedade, ou seja, elas têm poder de mudança tendo em vista seus efeitos. Mas não pode-se confundir estas normas com coisas leis naturais, algo que já foi dado inatamente aos homens. O efeito de uma norma se dar posteriormente a ela, sendo a norma necessária para esta mudança e regulamentação social. Este efeito, por sua vez, pode não ser imediato, mas no futuro. Tem-se que as normas são essenciais para a regulamentação e mudanças na sociedade e precisam ser estabelecidas.


Cada uma das normas pode envolver vários temas conexos e a existência da norma depende de sua validade, ou seja, Kelsen entende que uma norma só é válida se ela for fruto de um ato legítimo feito por uma autoridade. A norma só pode existir se for válida e tem origem na norma hipotética fundamental, ou seja, deve estar concordando com as outras normas do sistema para ser válida e existir.


A norma hipotética fundamental baseia-se, como o nome diz, numa suposta validade, que garante a validade a todas as outras que se relacionam com esta norma fundamental. Assim, a teoria da norma de Kelsen é baseada no direito objetivo e positivo, ou seja, a ordem jurídica e o que ela propõe é o que deve ser obedecido, já que as normas jurídicas devem estabelecer deveres jurídicos necessários e, mesmo que a norma não indique alguns desses deveres, pode-se deduzir logicamente dela o que é prescrevido.


Neste sentido, a teoria da norma jurídica de Kelsen entende que o conjunto de leis é baseado em normas objetivas que regem a sociedade e prescrevem deveres obrigatórios aos seus cidadãos. Neste sistema, temos normas primárias que estabelecem como punir quem não segue o que estabelece as normas e também as normas secundárias, que são auxiliares para todo o âmbito jurídico. Assim, as normas só podem existir no sistema kelsiano se estiverem de acordo com a norma hipotética fundamental. Esta, por sua vez, dá validade a todas as outras normas, que são deduzidas dela.

A teoria da norma jurídica cunhada por Hans Kelsen se baseia principalmente em uma distinção essencial entre o ser e o dever, ou seja, a existência mundana está sujeita às leis físicas e causas, enquanto o dever está no âmbito do social e é regido pelas leis éticas e morais, ou seja, leis da mente, que regulam a sociedade assim como as leis físicas regulam o mundo efetivo, físico. Estas leis da mente se transformam em normas, criando um conjunto de leis que regulamentam o dever e, consequentemente, o agir.


Estas normas, mesmo com origem nas leis mentais, são consideradas em relação ao que podem produzir na sociedade, ou seja, elas têm poder de mudança tendo em vista seus efeitos. Mas não pode-se confundir estas normas com coisas leis naturais, algo que já foi dado inatamente aos homens. O efeito de uma norma se dar posteriormente a ela, sendo a norma necessária para esta mudança e regulamentação social. Este efeito, por sua vez, pode não ser imediato, mas no futuro. Tem-se que as normas são essenciais para a regulamentação e mudanças na sociedade e precisam ser estabelecidas.


Cada uma das normas pode envolver vários temas conexos e a existência da norma depende de sua validade, ou seja, Kelsen entende que uma norma só é válida se ela for fruto de um ato legítimo feito por uma autoridade. A norma só pode existir se for válida e tem origem na norma hipotética fundamental, ou seja, deve estar concordando com as outras normas do sistema para ser válida e existir.


A norma hipotética fundamental baseia-se, como o nome diz, numa suposta validade, que garante a validade a todas as outras que se relacionam com esta norma fundamental. Assim, a teoria da norma de Kelsen é baseada no direito objetivo e positivo, ou seja, a ordem jurídica e o que ela propõe é o que deve ser obedecido, já que as normas jurídicas devem estabelecer deveres jurídicos necessários e, mesmo que a norma não indique alguns desses deveres, pode-se deduzir logicamente dela o que é prescrevido.


Neste sentido, a teoria da norma jurídica de Kelsen entende que o conjunto de leis é baseado em normas objetivas que regem a sociedade e prescrevem deveres obrigatórios aos seus cidadãos. Neste sistema, temos normas primárias que estabelecem como punir quem não segue o que estabelece as normas e também as normas secundárias, que são auxiliares para todo o âmbito jurídico. Assim, as normas só podem existir no sistema kelsiano se estiverem de acordo com a norma hipotética fundamental. Esta, por sua vez, dá validade a todas as outras normas, que são deduzidas dela.

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Jaqueline Pinheiro

Há mais de um mês

Ola,

um breve resumo.

 A doutrina de Hans KELSEN acerca da norma jurídica, em sua dúplice estrutura formada por norma primária e norma secundária, considera a sanção, constituída de uma vantagem ou desvantagem, como elemento caracterizador dessa norma. Sua concepção originária assevera que norma primária é a que prescreve uma sanção e norma secundária aquela que determina a conduta, vislumbrando-se, no Capítulo 35 da Teoria Geral das Normas, um esboço de reformulação desse pensamento.

A teoria da norma jurídica, segundo Hans KELSEN, fundamenta-se na distinção entre o sein (ser) e o sollen (dever), ou, seja, na existência do mundo físico, sujeito às leis da causalidade, e do mundo social, sujeito às leis do espírito, as quais, sendo leis de fins, podem ser traduzidas em normas.


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Andre Smaira

Há mais de um mês

A teoria da norma jurídica cunhada por Hans Kelsen se baseia principalmente em uma distinção essencial entre o ser e o dever, ou seja, a existência mundana está sujeita às leis físicas e causas, enquanto o dever está no âmbito do social e é regido pelas leis éticas e morais, ou seja, leis da mente, que regulam a sociedade assim como as leis físicas regulam o mundo efetivo, físico. Estas leis da mente se transformam em normas, criando um conjunto de leis que regulamentam o dever e, consequentemente, o agir.


Estas normas, mesmo com origem nas leis mentais, são consideradas em relação ao que podem produzir na sociedade, ou seja, elas têm poder de mudança tendo em vista seus efeitos. Mas não pode-se confundir estas normas com coisas leis naturais, algo que já foi dado inatamente aos homens. O efeito de uma norma se dar posteriormente a ela, sendo a norma necessária para esta mudança e regulamentação social. Este efeito, por sua vez, pode não ser imediato, mas no futuro. Tem-se que as normas são essenciais para a regulamentação e mudanças na sociedade e precisam ser estabelecidas.


Cada uma das normas pode envolver vários temas conexos e a existência da norma depende de sua validade, ou seja, Kelsen entende que uma norma só é válida se ela for fruto de um ato legítimo feito por uma autoridade. A norma só pode existir se for válida e tem origem na norma hipotética fundamental, ou seja, deve estar concordando com as outras normas do sistema para ser válida e existir.


A norma hipotética fundamental baseia-se, como o nome diz, numa suposta validade, que garante a validade a todas as outras que se relacionam com esta norma fundamental. Assim, a teoria da norma de Kelsen é baseada no direito objetivo e positivo, ou seja, a ordem jurídica e o que ela propõe é o que deve ser obedecido, já que as normas jurídicas devem estabelecer deveres jurídicos necessários e, mesmo que a norma não indique alguns desses deveres, pode-se deduzir logicamente dela o que é prescrevido.


Neste sentido, a teoria da norma jurídica de Kelsen entende que o conjunto de leis é baseado em normas objetivas que regem a sociedade e prescrevem deveres obrigatórios aos seus cidadãos. Neste sistema, temos normas primárias que estabelecem como punir quem não segue o que estabelece as normas e também as normas secundárias, que são auxiliares para todo o âmbito jurídico. Assim, as normas só podem existir no sistema kelsiano se estiverem de acordo com a norma hipotética fundamental. Esta, por sua vez, dá validade a todas as outras normas, que são deduzidas dela.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas