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Como ocorre a metabolização dos inibidores da ECA (enzima conversora de angiotensina ) ?


4 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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RD Resoluções Verified user icon

Há mais de um mês

Primeiramente devemos lembrar que apenas o captopril e o lisinopril são drogas ativas. Os demais compostos são pró-drogas que necessitam metabolização para um composto di-ácido.

O captopril, o primeiro iECA oralmente ativo, apresenta alguns efeitos adversos tais como neutropênia e grave proteinúria. Esses efeitos foram atribuídos à presença de grupamento sulfidrila na molécula (além das altas doses empregadas). Inicialmente o captopril era administrado três vezes ao dia devido a sua curta meia-vida de eliminação (aproximadamente 2 horas).


Contudo a ação anti-hipertensiva é bastante longa, sugerindo a existência de concentração tecidual82,83. O captopril é indicado para o tratamento da hipertensão arterial e falha cardíaca crônica.

A administração de uma dose duas vezes ao dia tem se mostrado tão efetiva quanto a administração de uma única dose diária para o tratamento dessas patologias. A concentração plasmática máxima (completa inibição da ECA) e cerca de 50 µg/l84. Grande parte do captopril é excretado inalterado na urina85 e o clearance renal da droga é 12 ml/ min/kg. A meia-vida de eliminação é muito variável, com valores situados entre 0,7 e 2,2 horas.


Aproximadamente 70% de uma dose oral de captopril é absorvida, sendo a biodisponibilidade absoluta de aproximadamente 60%; contudo, a ingestão de alimentos reduz a biodisponibilidade de 25% a 50%86.

Fonte: http://departamentos.cardiol.br/dha/revista/8-1/013.pdf

Acessado em 12/09/18

Primeiramente devemos lembrar que apenas o captopril e o lisinopril são drogas ativas. Os demais compostos são pró-drogas que necessitam metabolização para um composto di-ácido.

O captopril, o primeiro iECA oralmente ativo, apresenta alguns efeitos adversos tais como neutropênia e grave proteinúria. Esses efeitos foram atribuídos à presença de grupamento sulfidrila na molécula (além das altas doses empregadas). Inicialmente o captopril era administrado três vezes ao dia devido a sua curta meia-vida de eliminação (aproximadamente 2 horas).


Contudo a ação anti-hipertensiva é bastante longa, sugerindo a existência de concentração tecidual82,83. O captopril é indicado para o tratamento da hipertensão arterial e falha cardíaca crônica.

A administração de uma dose duas vezes ao dia tem se mostrado tão efetiva quanto a administração de uma única dose diária para o tratamento dessas patologias. A concentração plasmática máxima (completa inibição da ECA) e cerca de 50 µg/l84. Grande parte do captopril é excretado inalterado na urina85 e o clearance renal da droga é 12 ml/ min/kg. A meia-vida de eliminação é muito variável, com valores situados entre 0,7 e 2,2 horas.


Aproximadamente 70% de uma dose oral de captopril é absorvida, sendo a biodisponibilidade absoluta de aproximadamente 60%; contudo, a ingestão de alimentos reduz a biodisponibilidade de 25% a 50%86.

Fonte: http://departamentos.cardiol.br/dha/revista/8-1/013.pdf

Acessado em 12/09/18

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Andre Smaira

Há mais de um mês

Primeiramente devemos lembrar que Apenas o captopril e o lisinopril são drogas ativas. Os demais compostos são pró-drogas que necessitam metabolização para um composto di-ácido.

O captopril, o primeiro iECA oralmente ativo, apresenta alguns efeitos adversos tais como neutropênia e grave proteinúria. Esses efeitos foram atribuídos à presença de grupamento sulfidrila na molécula (além das altas doses empregadas). Inicialmente o captopril era administrado três vezes ao dia devido a sua curta meia-vida de eliminação (aproximadamente 2 horas). 


Contudo a ação anti-hipertensiva é bastante longa, sugerindo a existência de concentração tecidual82,83. O captopril é indicado para o tratamento da hipertensão arterial e falha cardíaca crônica. 

A administração de uma dose duas vezes ao dia tem se mostrado tão efetiva quanto a administração de uma única dose diária para o tratamento dessas patologias. A concentração plasmática máxima (completa inibição da ECA) e cerca de 50 µg/l84. Grande parte do captopril é excretado inalterado na urina85 e o clearance renal da droga é 12 ml/ min/kg. A meia-vida de eliminação é muito variável, com valores situados entre 0,7 e 2,2 horas. 


Aproximadamente 70% de uma dose oral de captopril é absorvida, sendo a biodisponibilidade absoluta de aproximadamente 60%; contudo, a ingestão de alimentos reduz a biodisponibilidade de 25% a 50%86.

Fonte: http://departamentos.cardiol.br/dha/revista/8-1/013.pdf

Acessado em 12/09/18

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Andre Smaira

Há mais de um mês

Primeiramente devemos lembrar que Apenas o captopril e o lisinopril são drogas ativas. Os demais compostos são pró-drogas que necessitam metabolização para um composto di-ácido.

O captopril, o primeiro iECA oralmente ativo, apresenta alguns efeitos adversos tais como neutropênia e grave proteinúria. Esses efeitos foram atribuídos à presença de grupamento sulfidrila na molécula (além das altas doses empregadas). Inicialmente o captopril era administrado três vezes ao dia devido a sua curta meia-vida de eliminação (aproximadamente 2 horas).


Contudo a ação anti-hipertensiva é bastante longa, sugerindo a existência de concentração tecidual82,83. O captopril é indicado para o tratamento da hipertensão arterial e falha cardíaca crônica.

A administração de uma dose duas vezes ao dia tem se mostrado tão efetiva quanto a administração de uma única dose diária para o tratamento dessas patologias. A concentração plasmática máxima (completa inibição da ECA) e cerca de 50 µg/l84. Grande parte do captopril é excretado inalterado na urina85 e o clearance renal da droga é 12 ml/ min/kg. A meia-vida de eliminação é muito variável, com valores situados entre 0,7 e 2,2 horas.


Aproximadamente 70% de uma dose oral de captopril é absorvida, sendo a biodisponibilidade absoluta de aproximadamente 60%; contudo, a ingestão de alimentos reduz a biodisponibilidade de 25% a 50%86.

Fonte: http://departamentos.cardiol.br/dha/revista/8-1/013.pdf

Acessado em 12/09/18

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barbara franco

Há mais de um mês

​O sistema renina-angiotensina (SRA) é composto pelo substrato angiotensinogênio, uma glicoproteína secretada principalmente pelo fígado, o qual é clivado pela renina, uma aspartil protease produzida pelo rim, liberando o decapeptídeo angiotensina l (AI). A enzima conversora de angiotensina (ECA), uma metaloprotease produzida pelas células endoteliais principalmente do pulmão, age sobre a AI excluindo dois amino ácidos da porção carboxi terminal, liberando o octapeptídeo angiotensina II (AII), um potente vasoconstritor.1 ​Uma variedade de estudos têm indicado a presença do SRA nos locais de síntese de angiotensinogênio2-3 ou renina.A expressão do mRNA do angiotensinogênio tem sido demonstrado em coração, rim, glândula adrenal, intestino delgado, pâncreas, e tecido adiposo marrom e branco,enquanto que o mRNA de renina é localizado no rim, principalmente nas células justaglomerulares da arteríola aferente, principal responsável pela ativação de SRA em nível sistêmico, na glândula adrenal, testículo, cérebro, glândula submandibular de camundongo. ​As células justaglomerulares produzem renina a partir de uma pró-renina, que é um precursor inativo. Dentro dos grânulos secretores, a pró-renina é convertida em renina ativa, a qual é liberada na corrente sangüínea em resposta à estímulos diversos, sistêmicos e/ou locais. Os estímulos sistêmicos para a liberação de renina incluem principalmente a depleção do volume extracelular e diminuição da pressão arterial sistêmica. Por outro lado, os mecanismos intrarenais que estimulam a liberação de renina incluem redução na pressão de perfusão arterial renal, redução na carga de sódio na macula densa, aumento da atividade do nervo simpático renal, e vários hormônios incluindo AII, vasopressina e prostaglandinas. Sendo assim, a síntese e a liberação de renina constitui a chave inicial de regulação da cascata enzimática que irá induzir a produção de AII. Os receptores de AII estão presentes em um número grande de órgãos e sistemas incluindo coração, rim, gônadas, placenta, pituitária, glândula adrenal, vasculatura periférica e sistema nervoso central.Após a interação com o receptor, a AII exerce efeitos bastante diversos. Dentre as funções sistêmicas, destacam-se a manutenção e modulação da pressão arterial, o controle do volume extracelular e a regulação da circulação sistêmica e renal, efeitos esses bastante conhecidos.O rim tem papel fundamental como mediador desses efeitos, uma vez que AII influencia tanto a filtração glomerular como a reabsorção tubular. A AII atua na filtração glomerular principalmente por induzir vasoconstrição da arteríola eferente acarretando aumento na pressão hidráulica do capilar glomerular e da fração de filtração, com redução do Kf através da contração da célula mesangial. Sobre a resposta tubular, tem sido demonstrado que AII estimula a reabsorção de bicarbonato, sódio e cloreto e a secreção de íon hidrogênio no túbulo proximal, em resposta a mudanças crônicas no volume extracelular. No túbulo distal e ductos coletores cortical e medular, a AII influencia a reabsorção de sódio e secreção de potássio e hidrogênio via aldosterona, compondo importante mecanismo de regulação fina do balanço eletrolítico. Outra função importante da AII é a sua ação como mediador da resposta do feedback tubuloglomerular, cujo mecanismo envolve o estímulo para síntese de renina em resposta às modificações no aporte distal de NaCl, particularmente na macula densa, realizando uma função extremamente importante para a manutenção do ritmo de filtração glomerular. Além disso, a AII desempenha outras funções intracelulares incluindo a indução de hiperplasia e/ou hipertrofia celular, efeitos mediados pelo receptor tipo 1 (AT1). No rim, a população de células heterogêneas, epiteliais, endoteliais, vasculares e mesangiais possuem o receptor AT1,7 sendo que a maior densidade tem sido encontrada em CM. ​O SRA, além de ser um sistema hormonal sistêmico, diversos órgãos e tecidos são também capazes de produzir AII independentemente, podendo inclusive atuar de maneira endócrina, parácrina e autócrina.Todos os componentes funcionais do SRA têm sido identificados no rim, particularmente ao longo do néfron. Assim, as células do túbulo proximal, por exemplo, sintetizam e secretam renina, ECA e angiotensinogênio,possuindo, portanto, a maquinaria completa para a síntese local de AII. Outra célula renal, que possivelmente detém a maquinaria necessária para produzir um SRA local, é a célula mesangial (CM). A enzima renina foi encontrada nestas células, porém o seu mRNA foi detectado mais recentemente em nosso laboratório, bem como o mRNA da ECA,resultados sugestivos de que a CM possa sintetizar AII. As CM estão localizadas nos espaços intercapilares do glomérulo e sua característica principal consiste na presença de numerosas fibras contrácteis, originalmente similares às células de músculo liso vascular. Essa propriedade das CM sugere que elas participem, através da contração, na regulação da hemodinâmica intraglomerular e do ritmo de filtração glomerular. Além de influenciar o processo de filtração glomerular, as CM apresentam outras funções como a ação fagocitária, síntese de vários componentes da matriz extracelular, bem como têm capacidade de sintetizar e sofrer influência de vários hormônios e substâncias vasoativas e inflamatórias, incluindo óxido nítrico (NO), hormônio antidiurético (ADH), paratohormônio (PTH), prostaglandinas E2 (PGE2), fator natriurético atrial (FNA), entre outros. Por outro lado, a AII pode também modular a função das CM pois, conhecidamente, essas células possuem receptores para AII, se contraem e aumentam sua atividade fagocitária e secretora na presença desse hormônio. Os efeitos da AII nas CM são mediados através do aumento na concentração intracelular de Ca++ via inositol trifosfato (IP3) e ativação da proteína kinase Adicionalmente, é bem conhecido o efeito proliferativo da AII sobre as CM.Tem sido demonstrado que esses estímulos podem ser precursores do subseqüente desenvolvimento da glomeruloesclerose e fibrose intersticial, situações com mudanças morfológicas irreversíveis da arquitetura renal. Diversas patologias incluindo certas formas de hipertensão arterial sistêmica, diabetes, redução no número de néfrons funcionantes, entre outros, causam hiperfiltração e, principalmente, hipertensão glomerular, eventos que sabidamente induzem hipertrofia do glomérulo, aumento da espessura da membrana basal, aumento do mesângio glomerular e expansão progressiva da matriz mesangial, o que pode ocasionar uma oclusão nos capilares glomerulares, com conseqüente glomeruloesclerose. A presença de um SRA na célula mesangial, com possibilidade de ser controlada de forma independente do SRA sistêmico ou mesmo de outras regiões do rim, pode representar um importante passo no melhor entendimento dos mecanismos envolvidos na gênese da esclerose glomerular.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas