A maior rede de estudos do Brasil

Gostaeia de argumentos para solicitar revisão de pensao.

Gostaeia de argumentos para solicitar revisão de pensao.


1 resposta(s)

User badge image

Bruno Lucas

Há mais de um mês

É cediço que o quantum fixado nas prestações alimentícias não transita em julgado, podendo ser revisto a qualquer tempo se alteradas as condições financeiras do alimentante e/ou do alimentado. É a aplicação, em concreto, da cláusula rebus sic stantibus.

 

Além do mais, o Código Civil pátrio determina entre os artigos 1.694, § 1º e 1.695 que os alimentos devem ser fixados observando o binômio: possibilidade e necessidade. Vejamos:

 

Art. 1.694. Podem os parentes, os cônjuges ou companheiros pedir uns aos outros os alimentos de que necessitem para viver de modo compatível com a sua condição social, inclusive para atender às necessidades de sua educação.

§ 1o Os alimentos devem ser fixados na proporção das necessidades do reclamante e dos recursos da pessoa obrigada. (grifou-se)

 

Art. 1.695. São devidos os alimentos quando quem os pretende não tem bens suficientes, nem pode prover, pelo seu trabalho, à própria mantença, e aquele, de quem se reclamam, pode fornecê-los, sem desfalque do necessário ao seu sustento.

A pensão alimentícia devida em favor dos descendentes deve ser fixada de modo harmonioso aos rendimentos do alimentante, pois o filho tem direito de manter o mesmo padrão de vida ostentado pelo seu genitor.

 

Esse mesmo entendimento é compartilhado pela Doutrinadora Maria Berenice Dias em sua obra Manual de Direito das Famílias:

 

A favor dos descendentes, a pensão deve ser fixada de forma proporcional aos rendimentos do alimentante. Chega-se a definir o filho como "sócio do pai", pois tem ele direito de manter o mesmo padrão de vida ostentado pelo genitor. Portanto, em se tratando de alimentos devidos em razão do poder familiar, o balizador para a sua fixação, mais que a necessidade do filho, é a possibilidade do pai: quanto mais ganha este, mais paga àquele. Melhorando a condição econômica do pai, possível é o pedido revisional para majorar a pensão e adequá-la ao critério da proporcionalidade. Persistindo a necessidade após o implemento da maioridade, a prole continua a fazer jus a alimentos, em face da permanência do vínculo paterno-filial. (2015, p. 603) (grifou-se)

 

Além do mais, o artigo 1.699 do Código Civil assevera que, na hipótese de mudança de situação financeira de quem os supre, poderá o interessado solicitar a revisão do valor pago a título de pensão alimentícia, in verbis:

 

Art. 1.699. Se, fixados os alimentos, sobrevier mudança na situação financeira de quem os supre, ou na de quem os recebe, poderá o interessado reclamar ao juiz, conforme as circunstâncias, exoneração, redução ou majoração do encargo. (grifou-se)

 

 

Com efeito, vale frisar que, “como é difícil ao credor provar os ganhos do pai e não trazendo o alimentante informações sobre seus rendimentos, deve fixar a pensão por indícios que evidenciem seu padrão de vida (CPC 334 e 335). Nada mais do que atentar aos sinais externos de riqueza, pelo princípio da aparência” (DIAS, 2015, p. 606).

 

A jurisprudência é cediça que a alteração na capacidade contributiva do alimentante gera a necessidade de revisão do valor dos alimentos para melhor atender as necessidades do menor:

 

CIVIL E APELAÇÃO CIVIL. FAMÍLIA. REVISIONAL DE ALIMENTOS. DEVER DOS PAIS. BINÔMIO NECESSIDADE/POSSIBILIDADE. ALTERAÇÃO NA SITUAÇÃO FINANCEIRA DO ALIMENTANTE. MAJORAÇÃO. QUANTUM DETERMINADO EM SENTENÇA. ADEQUADO. 1. Segundo dispõe os artigos 229 da Constituição Federal, 22 do Estatuto da Criança e do Adolescente e 1.694 a 1.710 do Código Civil, é dever dos pais assistir, criar e educar os filhos menores, provendo o sustento, proporcionando recursos e meios para o seu desenvolvimento saudável. 2. Na fixação dos alimentos deve-se observar o binômio necessidade-possibilidade, para que melhor seja atendido o interesse do menor, sem que para isso, exaspere-se a condição econômica do alimentante. 3. Infere-se que a fixação dos alimentos em 10% dos rendimentos do genitor da alimentanda é razoável e proporcional à manutenção da filha menor 5. Recurso conhecido e parcialmente provido.

(TJ-DF 20150111257778 - Segredo de Justiça 0017579-19.2015.8.07.0016, Relator: CARLOS RODRIGUES, Data de Julgamento: 07/12/2016, 6ª TURMA CÍVEL, Data de Publicação: Publicado no DJE : 24/01/2017 . Pág.: 736/791)

 

É cediço que o quantum fixado nas prestações alimentícias não transita em julgado, podendo ser revisto a qualquer tempo se alteradas as condições financeiras do alimentante e/ou do alimentado. É a aplicação, em concreto, da cláusula rebus sic stantibus.

 

Além do mais, o Código Civil pátrio determina entre os artigos 1.694, § 1º e 1.695 que os alimentos devem ser fixados observando o binômio: possibilidade e necessidade. Vejamos:

 

Art. 1.694. Podem os parentes, os cônjuges ou companheiros pedir uns aos outros os alimentos de que necessitem para viver de modo compatível com a sua condição social, inclusive para atender às necessidades de sua educação.

§ 1o Os alimentos devem ser fixados na proporção das necessidades do reclamante e dos recursos da pessoa obrigada. (grifou-se)

 

Art. 1.695. São devidos os alimentos quando quem os pretende não tem bens suficientes, nem pode prover, pelo seu trabalho, à própria mantença, e aquele, de quem se reclamam, pode fornecê-los, sem desfalque do necessário ao seu sustento.

A pensão alimentícia devida em favor dos descendentes deve ser fixada de modo harmonioso aos rendimentos do alimentante, pois o filho tem direito de manter o mesmo padrão de vida ostentado pelo seu genitor.

 

Esse mesmo entendimento é compartilhado pela Doutrinadora Maria Berenice Dias em sua obra Manual de Direito das Famílias:

 

A favor dos descendentes, a pensão deve ser fixada de forma proporcional aos rendimentos do alimentante. Chega-se a definir o filho como "sócio do pai", pois tem ele direito de manter o mesmo padrão de vida ostentado pelo genitor. Portanto, em se tratando de alimentos devidos em razão do poder familiar, o balizador para a sua fixação, mais que a necessidade do filho, é a possibilidade do pai: quanto mais ganha este, mais paga àquele. Melhorando a condição econômica do pai, possível é o pedido revisional para majorar a pensão e adequá-la ao critério da proporcionalidade. Persistindo a necessidade após o implemento da maioridade, a prole continua a fazer jus a alimentos, em face da permanência do vínculo paterno-filial. (2015, p. 603) (grifou-se)

 

Além do mais, o artigo 1.699 do Código Civil assevera que, na hipótese de mudança de situação financeira de quem os supre, poderá o interessado solicitar a revisão do valor pago a título de pensão alimentícia, in verbis:

 

Art. 1.699. Se, fixados os alimentos, sobrevier mudança na situação financeira de quem os supre, ou na de quem os recebe, poderá o interessado reclamar ao juiz, conforme as circunstâncias, exoneração, redução ou majoração do encargo. (grifou-se)

 

 

Com efeito, vale frisar que, “como é difícil ao credor provar os ganhos do pai e não trazendo o alimentante informações sobre seus rendimentos, deve fixar a pensão por indícios que evidenciem seu padrão de vida (CPC 334 e 335). Nada mais do que atentar aos sinais externos de riqueza, pelo princípio da aparência” (DIAS, 2015, p. 606).

 

A jurisprudência é cediça que a alteração na capacidade contributiva do alimentante gera a necessidade de revisão do valor dos alimentos para melhor atender as necessidades do menor:

 

CIVIL E APELAÇÃO CIVIL. FAMÍLIA. REVISIONAL DE ALIMENTOS. DEVER DOS PAIS. BINÔMIO NECESSIDADE/POSSIBILIDADE. ALTERAÇÃO NA SITUAÇÃO FINANCEIRA DO ALIMENTANTE. MAJORAÇÃO. QUANTUM DETERMINADO EM SENTENÇA. ADEQUADO. 1. Segundo dispõe os artigos 229 da Constituição Federal, 22 do Estatuto da Criança e do Adolescente e 1.694 a 1.710 do Código Civil, é dever dos pais assistir, criar e educar os filhos menores, provendo o sustento, proporcionando recursos e meios para o seu desenvolvimento saudável. 2. Na fixação dos alimentos deve-se observar o binômio necessidade-possibilidade, para que melhor seja atendido o interesse do menor, sem que para isso, exaspere-se a condição econômica do alimentante. 3. Infere-se que a fixação dos alimentos em 10% dos rendimentos do genitor da alimentanda é razoável e proporcional à manutenção da filha menor 5. Recurso conhecido e parcialmente provido.

(TJ-DF 20150111257778 - Segredo de Justiça 0017579-19.2015.8.07.0016, Relator: CARLOS RODRIGUES, Data de Julgamento: 07/12/2016, 6ª TURMA CÍVEL, Data de Publicação: Publicado no DJE : 24/01/2017 . Pág.: 736/791)

 

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes