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Qual a diferença entre improcedência liminar do pedido e indeferimento de petição inicial?


4 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Carlos Eduardo Ferreira de Souza Verified user icon

Há mais de um mês

Ambas ocorrem em juízo de admissibilidade, a ser exercido pelo juízo competente para julgamento do caso concreto.

No indeferimento da petição inicial, contudo, não haverá resolução de mérito, pois a existência de vício que gere o indeferimento (art. 330, do CPC), quando não sanada pela parte, gerará sentença terminativa, conforme determina o art. 485, I, do CPC:

"Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando:

I - indeferir a petição inicial;"

É que o juiz não possuirá informações suficientes para julgar a causa. Essa decisão gera coisa julgada formal e não obsta a propositura de nova ação, desde que corrigido o vício (art. 486, caput e §1º, do CPC):

"Art. 486. O pronunciamento judicial que não resolve o mérito não obsta a que a parte proponha de novo a ação.

§ 1º No caso de extinção em razão de litispendência e nos casos dos incisos I, IV, VI e VII do art. 485 , a propositura da nova ação depende da correção do vício que levou à sentença sem resolução do mérito."

Já na improcedência liminar do pedido, o juiz julga o mérito, sem necessidade de manifestação da parte adversa, pois já considera suficientes os elementos trazidos aos autos. Isso ocorre quando for dispensada fase instrutória e quando o pedido contrariar o que listam os incisos do art. 332, do CPC:

"Art. 332. Nas causas que dispensem a fase instrutória, o juiz, independentemente da citação do réu, julgará liminarmente improcedente o pedido que contrariar:

I - enunciado de súmula do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça;

II - acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recursos repetitivos;

III - entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de competência;

IV - enunciado de súmula de tribunal de justiça sobre direito local."

Resolvido o mérito, com trânsito em julgado, é feita coisa julgada formal e material, sendo obstada a propositura de nova ação semelhante.

Ambas ocorrem em juízo de admissibilidade, a ser exercido pelo juízo competente para julgamento do caso concreto.

No indeferimento da petição inicial, contudo, não haverá resolução de mérito, pois a existência de vício que gere o indeferimento (art. 330, do CPC), quando não sanada pela parte, gerará sentença terminativa, conforme determina o art. 485, I, do CPC:

"Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando:

I - indeferir a petição inicial;"

É que o juiz não possuirá informações suficientes para julgar a causa. Essa decisão gera coisa julgada formal e não obsta a propositura de nova ação, desde que corrigido o vício (art. 486, caput e §1º, do CPC):

"Art. 486. O pronunciamento judicial que não resolve o mérito não obsta a que a parte proponha de novo a ação.

§ 1º No caso de extinção em razão de litispendência e nos casos dos incisos I, IV, VI e VII do art. 485 , a propositura da nova ação depende da correção do vício que levou à sentença sem resolução do mérito."

Já na improcedência liminar do pedido, o juiz julga o mérito, sem necessidade de manifestação da parte adversa, pois já considera suficientes os elementos trazidos aos autos. Isso ocorre quando for dispensada fase instrutória e quando o pedido contrariar o que listam os incisos do art. 332, do CPC:

"Art. 332. Nas causas que dispensem a fase instrutória, o juiz, independentemente da citação do réu, julgará liminarmente improcedente o pedido que contrariar:

I - enunciado de súmula do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça;

II - acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recursos repetitivos;

III - entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de competência;

IV - enunciado de súmula de tribunal de justiça sobre direito local."

Resolvido o mérito, com trânsito em julgado, é feita coisa julgada formal e material, sendo obstada a propositura de nova ação semelhante.

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Rafael Ferraioli Scardoeli

Há mais de um mês

Improcedência liminar: é decisão que julga improcedente o pedido autoral no limiar do processo, sem que seja sequer necessária a instauração do contraditório pela citação da parte contrária. É uma técnica que foge do tradicional desenvolvimento processual, abreviando o rito e apresentando uma decisão de mérito quando se fazem presentes elementos suficientes para a definição precoce do provimento jurisdicional.

Indeferimento P.I.: O indeferimento da petição inicial obsta liminarmente (no início do processo) o prosseguimento do feito , extinguindo-o (art. 485, I, do CPC).

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Maitê Da Veiga Ciardulo

Há mais de um mês

De acordo com o artigo 332 do CPC, nas ações que apresentem apenas questões de direito ou que dependam apenas de provas documentais já produzidas, o juiz julgará liminarmente improcedente, ou seja, independentemente de citação do réu, se constatar prescrição ou decadência, ou ainda se o pedido contrariar:

I - enunciado de súmula do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça;

II - acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recursos repetitivos;

III - entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de competência;

IV - enunciado de súmula de tribunal de justiça sobre direito local.

 

Quanto à obrigatoriedade de o juiz julgar improcedentes liminarmente pedidos que contrariam as hipóteses previstas no artigo 332 do CPC, entendo que a redação da lei é clara quanto ao poder-dever que quis expressar: JULGARÁ é imperativo. No entanto, há que se observar que o mesmo não se aplica à constatação de prescrição ou decadência, situações essas em que o juiz PODERÁ julgar improcedente liminarmente o pedido.

Compartilho com os colegas um artigo esclarecedor sobre o assunto: https://revistas.newtonpaiva.br/redcunp/wp-content/uploads/2020/03/DIR37-03.pdf

 

Em caso de sentença de improcedência liminar, embora se trate de decisão proferida sem a oitiva do réu, é decisão que a ele beneficia, não havendo prejuízo ao contraditório. No entanto, para evitar a decisão surpresa, o juiz deve intimar o autor, dando a ele a oportunidade demonstrar a inaplicabilidade do precedente ao seu caso.

 

Diferença entre o indeferimento da petição inicial e a improcedência liminar do pedido: O indeferimento da petição inicial pressupõe a ocorrência de alguma das hipóteses previstas no artigo 330 do CPC e se trata de sentença terminativa, conforme artigo 485, I, CPC, não fazendo coisa julgada material. Nesse caso o juiz não julga o mérito, de forma que a parte pode ajuizar ação com os mesmos fundamentos novamente. Já a improcedência liminar do pedido constitui sentença definitiva na qual o juiz julga o mérito e é apta a fazer coisa julgada material.

 

Recursos cabíveis para atacar ambos os casos, seus legitimados e prazos para interposição: Da sentença de improcedência liminar do pedido e da sentença de indeferimento do pedido (indeferimento total), é a apelação, conforme o disposto nos artigos 331 e 332, §3º do CPC. O prazo para a interposição do recurso é de 15 dias úteis. No entanto, em casos de improcedência parcial do pedido ou indeferimento parcial da inicial a decisão será interlocutória, cabendo, então, agravo de instrumento, no prazo de 15 dias úteis.

É parte legítima para interpor os mencionados recursos o próprio autor da ação, o terceiro prejudicado ou o Ministério Público. Importante, ainda, mencionar que é possível eventual legitimidade do réu, em caso de existência de motivação jurídica que enseje o interesse na reforma total ou parcial da sentença.


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