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QUAL A RELAÇÃO ENTRE O DEVER DO CASAMENTO DA VIDA EM COMUM NO DOMICÍLIO CONJUGAL (ART. 1.566, II) E A USUCAPIÃO FAMILIAR (ART. 1.240-A) ?

SOBRE DIREITO DE FAMÍLIA, PERGUNTA-SE:

QUAL A RELAÇÃO ENTRE O DEVER DO CASAMENTO DA VIDA EM COMUM NO DOMICÍLIO CONJUGAL (ART. 1.566, II) E A USUCAPIÃO FAMILIAR (ART. 1.240-A) ? 

Direito Civil VESTÁCIO

4 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Há mais de um mês

Artigo 1.566 do Código Civil: São deveres de ambos os cônjuges:

II - vida em comum, no domicílio conjugal;

Art. 1.240- A - Código Civil: Aquele que exercer, por 2 (dois) anos ininterruptamente e sem oposição, posse direta, com exclusividade, sobre imóvel urbano de até 250m² (duzentos e cinquenta metros quadrados) cuja propriedade divida com ex-cônjuge ou ex-companheiro que abandonou o lar, utilizando-o para sua moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio integral, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural.


O artigo 1566, II do Código Civil Brasileiro, traz como dever do casamento, à vida em comum no domicílio conjugal. Acontece que, se refere à coabitação, mas é importante frisar que os cônjuges que por algum motivo vivem em casas separadas, ou se encontram por caso fortuito, temporariamente em domicílio diverso, não está descumprindo tal dever, visto que nesse quesito, não houve rompimento do casamento, nem do afeto, apenas uma situação transitória.


Já à questão do usucapião familiar, é bem diferente, teria sido por algum dos cônjuges ter descumprido o que preconiza o artigo 1566, II do CC, ou seja, existido um abandono do lar, por parte de um deles, tendo o outro, ficado na posse ininterrupta com exclusividade e sem oposição do que abandonou, pelo período de no mínimo dois anos, e sendo utilizado para moradia do que foi abandonado ou da família, precisando preencher os requisitos de ser um imóvel urbano, de não existir em nome deles outra propriedade, seja ela urbana ou rural e ter metragem total do imóvel com área de até 250m².

Artigo 1.566 do Código Civil: São deveres de ambos os cônjuges:

II - vida em comum, no domicílio conjugal;

Art. 1.240- A - Código Civil: Aquele que exercer, por 2 (dois) anos ininterruptamente e sem oposição, posse direta, com exclusividade, sobre imóvel urbano de até 250m² (duzentos e cinquenta metros quadrados) cuja propriedade divida com ex-cônjuge ou ex-companheiro que abandonou o lar, utilizando-o para sua moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio integral, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural.


O artigo 1566, II do Código Civil Brasileiro, traz como dever do casamento, à vida em comum no domicílio conjugal. Acontece que, se refere à coabitação, mas é importante frisar que os cônjuges que por algum motivo vivem em casas separadas, ou se encontram por caso fortuito, temporariamente em domicílio diverso, não está descumprindo tal dever, visto que nesse quesito, não houve rompimento do casamento, nem do afeto, apenas uma situação transitória.


Já à questão do usucapião familiar, é bem diferente, teria sido por algum dos cônjuges ter descumprido o que preconiza o artigo 1566, II do CC, ou seja, existido um abandono do lar, por parte de um deles, tendo o outro, ficado na posse ininterrupta com exclusividade e sem oposição do que abandonou, pelo período de no mínimo dois anos, e sendo utilizado para moradia do que foi abandonado ou da família, precisando preencher os requisitos de ser um imóvel urbano, de não existir em nome deles outra propriedade, seja ela urbana ou rural e ter metragem total do imóvel com área de até 250m².

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Diogo

Há mais de um mês

A “vida em comum no domicílio conjugal” é também conhecida como o “dever de coabitação”, dessarte, é obrigado aos cônjuges dividirem o mesmo domicílio. Quando falamos do usucapião familiar, fica evidente que um dos cônjuges deixou de cumprir sua obrigação, por abandono do mesmo, observando os requisitos essenciais para aplicação desse instituto. Sendo assim, a relação existente entre às normas é que ambos artigos tratam de coabitação conjugal, no primeiro citado, versando os deveres, já no segundo versando às sanções e direitos aplicados pelo seu descumprimento.
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Andre

Há mais de um mês

Artigo 1.566 do Código Civil: São deveres de ambos os cônjuges:

II - vida em comum, no domicílio conjugal;

Art. 1.240- A - Código Civil: Aquele que exercer, por 2 (dois) anos ininterruptamente e sem oposição, posse direta, com exclusividade, sobre imóvel urbano de até 250m² (duzentos e cinquenta metros quadrados) cuja propriedade divida com ex-cônjuge ou ex-companheiro que abandonou o lar, utilizando-o para sua moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio integral, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural.


O artigo 1566, II do Código Civil Brasileiro, traz como dever do casamento, à vida em comum no domicílio conjugal. Acontece que, se refere à coabitação, mas é importante frisar que os cônjuges que por algum motivo vivem em casas separadas, ou se encontram por caso fortuito, temporariamente em domicílio diverso, não está descumprindo tal dever, visto que nesse quesito, não houve rompimento do casamento, nem do afeto, apenas uma situação transitória.


Já à questão do usucapião familiar, é bem diferente, teria sido por algum dos cônjuges ter descumprido o que preconiza o artigo 1566, II do CC, ou seja, existido um abandono do lar, por parte de um deles, tendo o outro, ficado na posse ininterrupta com exclusividade e sem oposição do que abandonou, pelo período de no mínimo dois anos, e sendo utilizado para moradia do que foi abandonado ou da família, precisando preencher os requisitos de ser um imóvel urbano, de não existir em nome deles outra propriedade, seja ela urbana ou rural e ter metragem total do imóvel com área de até 250m².

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Andre

Há mais de um mês

Artigo 1.566 do Código Civil: São deveres de ambos os cônjuges:

II - vida em comum, no domicílio conjugal;

Art. 1.240- A - Código Civil: Aquele que exercer, por 2 (dois) anos ininterruptamente e sem oposição, posse direta, com exclusividade, sobre imóvel urbano de até 250m² (duzentos e cinquenta metros quadrados) cuja propriedade divida com ex-cônjuge ou ex-companheiro que abandonou o lar, utilizando-o para sua moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio integral, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural.


O artigo 1566, II do Código Civil Brasileiro, traz como dever do casamento, à vida em comum no domicílio conjugal. Acontece que, se refere à coabitação, mas é importante frisar que os cônjuges que por algum motivo vivem em casas separadas, ou se encontram por caso fortuito, temporariamente em domicílio diverso, não está descumprindo tal dever, visto que nesse quesito, não houve rompimento do casamento, nem do afeto, apenas uma situação transitória.


Já à questão do usucapião familiar, é bem diferente, teria sido por algum dos cônjuges ter descumprido o que preconiza o artigo 1566, II do CC, ou seja, existido um abandono do lar, por parte de um deles, tendo o outro, ficado na posse ininterrupta com exclusividade e sem oposição do que abandonou, pelo período de no mínimo dois anos, e sendo utilizado para moradia do que foi abandonado ou da família, precisando preencher os requisitos de ser um imóvel urbano, de não existir em nome deles outra propriedade, seja ela urbana ou rural e ter metragem total do imóvel com área de até 250m².

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