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oque é propter rem, direito civil II

Direito Civil IIESTÁCIO

4 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Há mais de um mês

De acordo com Renata Cezar, as obrigações propter rem "são denominadas como obrigações hibridas, ou ambulatórias, como bem explica Tartuce , por manterem-se entre os direitos patrimoniais e os direitos reais, perseguindo a coisa onde quer que ela esteja, ou seja, tem caráter hibrido por não decorrer da vontade do titular, mas ainda sim decorrer da coisa.

Maria Helena Diniz nos ensina que tal obrigação surge no momento em que “o titular do direito real é obrigado, devido a sua condição, a satisfazer certa prestação”.

Noutros dizeres, a obrigação  propter rem é uma relação entre o atual proprietário e/ou possuidor do bem e o obrigação decorrente da existência da coisa. Destaque-se que a obrigação é imposta ao titular adquirente da coisa, que se obriga a adimplir com as despesas desta."

Exemplos:

  • a obrigação imposta ao condômino de concorrer para as despesas de conservação da coisa comum (artigo 1.315); 
  • a do condômino, no condomínio em edificações, de não alterar a fachada do prédio (artigo 1.336, III); 
  • a obrigação que tem o dono da coisa perdida de recompensar e indenizar o descobridor (artigo 1.234); 
  • a dos donos de imóveis confinantes, de concorrerem para as despesas de construção e conservação de tapumes divisórios (artigo 1.297, § 1º) ou de demar­cação entre os prédios (artigo 1.297); 
  • a obrigação de dar caução pelo dano iminente (dano infecto) quando o prédio vizinho estiver ameaçado de ruína (artigo 1.280); e
  • a obrigação de indenizar benfeitorias (artigo 1.219).

Fonte:

https://www.direitonet.com.br/dicionario/exibir/1257/Obrigacao-propter-rem

https://www.direitonet.com.br/artigos/exibir/7706/Sobre-a-obrigacao-propter-rem

De acordo com Renata Cezar, as obrigações propter rem "são denominadas como obrigações hibridas, ou ambulatórias, como bem explica Tartuce , por manterem-se entre os direitos patrimoniais e os direitos reais, perseguindo a coisa onde quer que ela esteja, ou seja, tem caráter hibrido por não decorrer da vontade do titular, mas ainda sim decorrer da coisa.

Maria Helena Diniz nos ensina que tal obrigação surge no momento em que “o titular do direito real é obrigado, devido a sua condição, a satisfazer certa prestação”.

Noutros dizeres, a obrigação  propter rem é uma relação entre o atual proprietário e/ou possuidor do bem e o obrigação decorrente da existência da coisa. Destaque-se que a obrigação é imposta ao titular adquirente da coisa, que se obriga a adimplir com as despesas desta."

Exemplos:

  • a obrigação imposta ao condômino de concorrer para as despesas de conservação da coisa comum (artigo 1.315); 
  • a do condômino, no condomínio em edificações, de não alterar a fachada do prédio (artigo 1.336, III); 
  • a obrigação que tem o dono da coisa perdida de recompensar e indenizar o descobridor (artigo 1.234); 
  • a dos donos de imóveis confinantes, de concorrerem para as despesas de construção e conservação de tapumes divisórios (artigo 1.297, § 1º) ou de demar­cação entre os prédios (artigo 1.297); 
  • a obrigação de dar caução pelo dano iminente (dano infecto) quando o prédio vizinho estiver ameaçado de ruína (artigo 1.280); e
  • a obrigação de indenizar benfeitorias (artigo 1.219).

Fonte:

https://www.direitonet.com.br/dicionario/exibir/1257/Obrigacao-propter-rem

https://www.direitonet.com.br/artigos/exibir/7706/Sobre-a-obrigacao-propter-rem

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Bruna

Há mais de um mês

propter rem é aquela que deve ser realizada por uma pessoa, por consequência de seu domínio ou sua posse sobre alguma coisa móvel ou imóvel. Entre vários exemplos pode-se citar a obrigação que o proprietário do imóvel tem de pagar as despesas do condomínio, previsto no artigo 1.345 do código civil brasileiro de 2002, uma vez que o adquirente do imóvel em condomínio edilício responde por tais débitos, que acompanham a coisa. (TARTUCE, 2014, p.88)

De acordo com Maria Helena Diniz, três são suas características:

1ª) vinculação a um direito real, ou seja, a determinada coisa de que o devedor é proprietário ou possuidor

2ª) possibilidade de exoneração do devedor pelo abandono do direito real, renunciando o direito sobre a coisa

3ª) transmissibilidade por meio de negócios jurídicos, caso em que a obrigação recairá sobre o adquirente. P. Ex.: se alguém adquirir, por herança, uma quota de condomínio, será sobre o novo condômino que incidirá a obrigação de contribuir para as despesas de conservação da coisa. (DINIZ, 2014, p. 29).

Já Sílvio de Salvo Venosa enumera também três características:

1. Trata-se de relação obrigacional que se caracteriza por sua vinculação à coisa. Não pode existir, por conseguinte, fora das relações de direito real.

2. O nascimento, transmissão e extinção da obrigação propter rem seguem o direito real, com uma vinculação de acessoriedade.

3. A obrigação dita real forma, de certo modo, parte do conteúdo do direito real, e sua eficácia perante os sucessores singulares do devedor confere estabilidade ao conteúdo do direito. (VENOSA, 2012, p. 41).

Como se pode notar, é imprescindível na relação a vinculação a um direito real, se por acaso esse direito real for transmitido, a obrigação estudada também é transmitida, pois ela tem a característica de ser acessória, ou seja, aplicando-se nesse caso o princípio da gravitação jurídica, qual seja de que o acessório sempre segue o principal.

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Rafael

Há mais de um mês

Propter rem significa “por causa da coisa”. Assim, se o direito de que se origina é transmitido, a obrigação o segue, seja qual for o título translativo.

A transmissão é automática, independente da intenção específica do transmitente, e o adquirente do direito real não pode recusar-se a assumi-la.

São exemplos da obrigação, que pode ser identificada em vários dispositivos esparsos do Código Civil, já que não a disciplinou isoladamente: a obrigação imposta ao condômino de concorrer para as despesas de conservação da coisa comum (artigo 1.315);  a do condômino, no condomínio em edificações, de não alterar a fachada do prédio (artigo 1.336, III);  a obrigação que tem o dono da coisa perdida de recompensar e indenizar o descobridor (artigo 1.234);  a dos donos de imóveis confinantes, de concorrerem para as despesas de construção e conservação de tapumes divisórios (artigo 1.297, § 1º) ou de demar­cação entre os prédios (artigo 1.297).

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