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Descreva o cenário e os elementos que motivaram o surgimento das teorias críticas do currículo.


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Mari

Há mais de um mês

Nos dias atuais, o tradicionalismo aplicado a educação ainda representa um desafio a ser superado, não ignorado ou esquecido, mas revisto com respeito por ter sido base para todas as concepções modernas de educação que vivenciamos dia a dia. Dessa forma, as teorias curriculares também passaram por esse dilema de romper com o modelo educacional antigo para deixar que novas ideias ganhassem espaço.

As teorias tradicionais do currículo surgiram no início do século XX carregadas do tecnicismo e organização mecânica encontradas nos grandes estabelecimentos fabris da época, sobretudo nos países que vivenciaram as duas Revoluções Industriais mais ativamente (Estados Unidos e países europeus, como a Inglaterra e França). A memorização, a figuro do professor autoritário que cobrava a memorização dos conteúdos era o modelo vigente, o melhor modelo possível. O currículo era uma mera lista de conteúdos que deveriam ser transmitidos pelo professor e memorizados pelos alunos.

Porém tal modelo começou a gerar inquietação em muitos estudiosos que afirmavam ser o currículo um instrumento de legitimação das elites no poder e de manutenção das classes sociais em seus “devidos lugares”. Isso porque nele estavam descritos conteúdos de interesse das classes dominantes, não havendo espaço para reflexões sociais capazes de levarem o indivíduo a se perceber como sujeito de direitos.

Sendo assim, o currículo proposto a partir da década de 1970, e consolidado nos anos 1980, é resultado de todo contexto político e socioeconômico no qual os brasileiros estavam inseridos na época: a (re)democratização não só do país mas também da escola – juntamente com a quebra de muitos paradigmas -  o surgimento de novas concepções de ensino, como a inserção de conteúdos que representassem utilidade prática aos alunos mais carentes numa forte tentativa de acabar com o padrão das reprovações escolares em massa.

Desta forma, tal currículo seria aquele no qual os alunos tivessem liberdade de pensamento, maior autonomia sobre seus estudos e, principalmente, que lhes propiciasse uma consciência de classe capaz de romper com os padrões sociais vigentes. Dentro de tais concepções a educação deixa de ser um privilégio das elites e começa a ser um direito do povo.

Nos dias atuais, o tradicionalismo aplicado a educação ainda representa um desafio a ser superado, não ignorado ou esquecido, mas revisto com respeito por ter sido base para todas as concepções modernas de educação que vivenciamos dia a dia. Dessa forma, as teorias curriculares também passaram por esse dilema de romper com o modelo educacional antigo para deixar que novas ideias ganhassem espaço.

As teorias tradicionais do currículo surgiram no início do século XX carregadas do tecnicismo e organização mecânica encontradas nos grandes estabelecimentos fabris da época, sobretudo nos países que vivenciaram as duas Revoluções Industriais mais ativamente (Estados Unidos e países europeus, como a Inglaterra e França). A memorização, a figuro do professor autoritário que cobrava a memorização dos conteúdos era o modelo vigente, o melhor modelo possível. O currículo era uma mera lista de conteúdos que deveriam ser transmitidos pelo professor e memorizados pelos alunos.

Porém tal modelo começou a gerar inquietação em muitos estudiosos que afirmavam ser o currículo um instrumento de legitimação das elites no poder e de manutenção das classes sociais em seus “devidos lugares”. Isso porque nele estavam descritos conteúdos de interesse das classes dominantes, não havendo espaço para reflexões sociais capazes de levarem o indivíduo a se perceber como sujeito de direitos.

Sendo assim, o currículo proposto a partir da década de 1970, e consolidado nos anos 1980, é resultado de todo contexto político e socioeconômico no qual os brasileiros estavam inseridos na época: a (re)democratização não só do país mas também da escola – juntamente com a quebra de muitos paradigmas -  o surgimento de novas concepções de ensino, como a inserção de conteúdos que representassem utilidade prática aos alunos mais carentes numa forte tentativa de acabar com o padrão das reprovações escolares em massa.

Desta forma, tal currículo seria aquele no qual os alunos tivessem liberdade de pensamento, maior autonomia sobre seus estudos e, principalmente, que lhes propiciasse uma consciência de classe capaz de romper com os padrões sociais vigentes. Dentro de tais concepções a educação deixa de ser um privilégio das elites e começa a ser um direito do povo.

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