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Alguém poderia me explicar como realmente incio os conflitos na siria, tenho duvidas.


5 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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RD Resoluções Verified user icon

Há mais de um mês

CONTEXTUALIZAÇÃO

A Síria foi governada por Hafez al-Assado do ano de 1971 até 2000 após uma manobra política que pode ser considerada como um Golpe de Estado, em 1970. No ano de 2000, após falecer, seu filho, Bashar al-Assad passou a presidir o país. Neste contexto de transição de poder, no país já havia certa instabilidade social, altas taxas de desemprego, insatisfação popular, casos de corrupção e questionamentos acerca da falta de liberdade política que havia no país. Pouco mais de dez anos depois, já no contexto do fenômeno da Primavera Árabe, parte da população iniciou movimentos favoráveis à democracia, pedindo o fim do poder de Bashal al-Assad. O governo reprimiu as revoltas acusando os envolvidos de envolvimento com os interesses internacionais. E assim surgiu o grave conflito que duraria anos.


RESOLUÇÃO

A Primavera Árabe é o nome dado a uma série de levantes, revoltas e questionamentos sociais feitos por populações localizadas nos países do Oriente Médio e do norte da África. Tiveram início em meados de 2010 e ocorreram devido às inconsistências entre as necessidades da população e a atuação dos governos. A população, no geral, exigia menores taxas de desemprego, menores preços de alimentos e maior oferta de alimentos, aumento da liberdade de expressão e maior democratização da sociedade. Tais movimentos, como se pode imaginar, tiveram relação com o fenômeno da globalização de mercados, culturas e sociedades que ocorreu entre o século XX e XXI, que aumentou a percepção da população sobre seus direitos e sobre o que, de fato, era importante para a comunidade. Além disso, há de se destacar que houve, sim, uma influência de outros países nos movimentos, e que esta influência teve especificidades em cada um dos países em que houve revoltas. Tomando-se, por exemplo, o caso da Síria, em que na década de 2010 presenciou inúmeros movimentos pedindo a saída do então presidente Bashar al –Assad. O governo reprimiu tais movimentos, julgando estes como sendo motivados por interesses de países estrangeiros. De todo modo, independentemente dos reais agentes envolvidos nos conflitos, estes não se cessaram e a mídia passou a chamar o contexto social pela qual Síria passava de Guerra Civil. Ocorre que tal conflito envolve agentes externos, países estrangeiros, cada um com suas respectivas estratégias (auxílio aos sobreviventes, apoio ao regime de Bashar, apoio aos revoltantes), mas também envolve aspectos culturais e religiosos da comunidade síria. Xiitas e Sunitas, grupos religiosos históricos da região, se dividiram entre apoiar a permanência do regime de Bashar ou apoiar as transformações. Todo este contexto favoreceu a expansão de movimentos como a al-Qaeda e do Estado Islâmico, movimentos que acabariam por se tornar ainda mais importantes. Enfim, entre os agentes estrangeiros, Rússia e Irã declararam apoio ao regime de Bashar, enquanto Estados Unidos, Turquia e Arábia Saudita declaram apoio integral aos rebeldes. No ano de 2018 o país ainda é palco do conflito, mas é observado por organizações – teoricamente - multilaterais, como a ONU, que clamam por uma solução política pacífica para o conflito.


CONCLUSÃO

Os conflitos da Síria ocorreram no contexto da Primavera Árabe, rede de revoltas, levantes e conflitos sociais que se iniciaram nos anos 2010 e que ocorreram em países da África e do Oriente Médio. Foram movimentos que causaram transformações históricas nos aspectos políticos, sociais, culturais, religiosos e econômicos de inúmeros países. Como exemplo de um conflito que se iniciou no contexto da Primavera, pode-se citar o caso dos conflitos da Síria, que hoje passa por uma situação de Guerra Civil. Parte da população se tornou contrária ao ditador Bashar al-Assad - que é de uma família que controla o país há mais de 40 anos -, pedindo mais liberdade e muitas transformações na esfera social, econômica e política no país. Até o ano de 2019 é possível afirmar, sim, que existem forças internacionais presentes no evento, caso da Rússia, que apoia o regime de Bashar, e dos Estados Unidos, que é contrário ao regime. Enfim, a situação envolve interesses políticos, econômicos, culturais e religiosos, o que a torna um tanto complexa, e cujo fim pode não ocorrer tão cedo, mesmo após 10 anos de seu início.


CONTEXTUALIZAÇÃO

A Síria foi governada por Hafez al-Assado do ano de 1971 até 2000 após uma manobra política que pode ser considerada como um Golpe de Estado, em 1970. No ano de 2000, após falecer, seu filho, Bashar al-Assad passou a presidir o país. Neste contexto de transição de poder, no país já havia certa instabilidade social, altas taxas de desemprego, insatisfação popular, casos de corrupção e questionamentos acerca da falta de liberdade política que havia no país. Pouco mais de dez anos depois, já no contexto do fenômeno da Primavera Árabe, parte da população iniciou movimentos favoráveis à democracia, pedindo o fim do poder de Bashal al-Assad. O governo reprimiu as revoltas acusando os envolvidos de envolvimento com os interesses internacionais. E assim surgiu o grave conflito que duraria anos.


RESOLUÇÃO

A Primavera Árabe é o nome dado a uma série de levantes, revoltas e questionamentos sociais feitos por populações localizadas nos países do Oriente Médio e do norte da África. Tiveram início em meados de 2010 e ocorreram devido às inconsistências entre as necessidades da população e a atuação dos governos. A população, no geral, exigia menores taxas de desemprego, menores preços de alimentos e maior oferta de alimentos, aumento da liberdade de expressão e maior democratização da sociedade. Tais movimentos, como se pode imaginar, tiveram relação com o fenômeno da globalização de mercados, culturas e sociedades que ocorreu entre o século XX e XXI, que aumentou a percepção da população sobre seus direitos e sobre o que, de fato, era importante para a comunidade. Além disso, há de se destacar que houve, sim, uma influência de outros países nos movimentos, e que esta influência teve especificidades em cada um dos países em que houve revoltas. Tomando-se, por exemplo, o caso da Síria, em que na década de 2010 presenciou inúmeros movimentos pedindo a saída do então presidente Bashar al –Assad. O governo reprimiu tais movimentos, julgando estes como sendo motivados por interesses de países estrangeiros. De todo modo, independentemente dos reais agentes envolvidos nos conflitos, estes não se cessaram e a mídia passou a chamar o contexto social pela qual Síria passava de Guerra Civil. Ocorre que tal conflito envolve agentes externos, países estrangeiros, cada um com suas respectivas estratégias (auxílio aos sobreviventes, apoio ao regime de Bashar, apoio aos revoltantes), mas também envolve aspectos culturais e religiosos da comunidade síria. Xiitas e Sunitas, grupos religiosos históricos da região, se dividiram entre apoiar a permanência do regime de Bashar ou apoiar as transformações. Todo este contexto favoreceu a expansão de movimentos como a al-Qaeda e do Estado Islâmico, movimentos que acabariam por se tornar ainda mais importantes. Enfim, entre os agentes estrangeiros, Rússia e Irã declararam apoio ao regime de Bashar, enquanto Estados Unidos, Turquia e Arábia Saudita declaram apoio integral aos rebeldes. No ano de 2018 o país ainda é palco do conflito, mas é observado por organizações – teoricamente - multilaterais, como a ONU, que clamam por uma solução política pacífica para o conflito.


CONCLUSÃO

Os conflitos da Síria ocorreram no contexto da Primavera Árabe, rede de revoltas, levantes e conflitos sociais que se iniciaram nos anos 2010 e que ocorreram em países da África e do Oriente Médio. Foram movimentos que causaram transformações históricas nos aspectos políticos, sociais, culturais, religiosos e econômicos de inúmeros países. Como exemplo de um conflito que se iniciou no contexto da Primavera, pode-se citar o caso dos conflitos da Síria, que hoje passa por uma situação de Guerra Civil. Parte da população se tornou contrária ao ditador Bashar al-Assad - que é de uma família que controla o país há mais de 40 anos -, pedindo mais liberdade e muitas transformações na esfera social, econômica e política no país. Até o ano de 2019 é possível afirmar, sim, que existem forças internacionais presentes no evento, caso da Rússia, que apoia o regime de Bashar, e dos Estados Unidos, que é contrário ao regime. Enfim, a situação envolve interesses políticos, econômicos, culturais e religiosos, o que a torna um tanto complexa, e cujo fim pode não ocorrer tão cedo, mesmo após 10 anos de seu início.


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JRMO

Há mais de um mês

povo não aceitou o regime político e começaram a manifestação o governo combateu violentamente a população e daí a guerra até hoje.
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Andre

Há mais de um mês

CONTEXTUALIZAÇÃO

A Síria foi governada por Hafez al-Assado do ano de 1971 até 2000 após uma manobra política que pode ser considerada como um Golpe de Estado, em 1970. No ano de 2000, após falecer, seu filho, Bashar al-Assad passou a presidir o país. Neste contexto de transição de poder, no país já havia certa instabilidade social, altas taxas de desemprego, insatisfação popular, casos de corrupção e questionamentos acerca da falta de liberdade política que havia no país. Pouco mais de dez anos depois, já no contexto do fenômeno da Primavera Árabe, parte da população iniciou movimentos favoráveis à democracia, pedindo o fim do poder de Bashal al-Assad. O governo reprimiu as revoltas acusando os envolvidos de envolvimento com os interesses internacionais. E assim surgiu o grave conflito que duraria anos.


RESOLUÇÃO

A Primavera Árabe é o nome dado a uma série de levantes, revoltas e questionamentos sociais feitos por populações localizadas nos países do Oriente Médio e do norte da África. Tiveram início em meados de 2010 e ocorreram devido às inconsistências entre as necessidades da população e a atuação dos governos. A população, no geral, exigia menores taxas de desemprego, menores preços de alimentos e maior oferta de alimentos, aumento da liberdade de expressão e maior democratização da sociedade. Tais movimentos, como se pode imaginar, tiveram relação com o fenômeno da globalização de mercados, culturas e sociedades que ocorreu entre o século XX e XXI, que aumentou a percepção da população sobre seus direitos e sobre o que, de fato, era importante para a comunidade. Além disso, há de se destacar que houve, sim, uma influência de outros países nos movimentos, e que esta influência teve especificidades em cada um dos países em que houve revoltas. Tomando-se, por exemplo, o caso da Síria, em que na década de 2010 presenciou inúmeros movimentos pedindo a saída do então presidente Bashar al –Assad. O governo reprimiu tais movimentos, julgando estes como sendo motivados por interesses de países estrangeiros. De todo modo, independentemente dos reais agentes envolvidos nos conflitos, estes não se cessaram e a mídia passou a chamar o contexto social pela qual Síria passava de Guerra Civil. Ocorre que tal conflito envolve agentes externos, países estrangeiros, cada um com suas respectivas estratégias (auxílio aos sobreviventes, apoio ao regime de Bashar, apoio aos revoltantes), mas também envolve aspectos culturais e religiosos da comunidade síria. Xiitas e Sunitas, grupos religiosos históricos da região, se dividiram entre apoiar a permanência do regime de Bashar ou apoiar as transformações. Todo este contexto favoreceu a expansão de movimentos como a al-Qaeda e do Estado Islâmico, movimentos que acabariam por se tornar ainda mais importantes. Enfim, entre os agentes estrangeiros, Rússia e Irã declararam apoio ao regime de Bashar, enquanto Estados Unidos, Turquia e Arábia Saudita declaram apoio integral aos rebeldes. No ano de 2018 o país ainda é palco do conflito, mas é observado por organizações – teoricamente - multilaterais, como a ONU, que clamam por uma solução política pacífica para o conflito.


CONCLUSÃO

Os conflitos da Síria ocorreram no contexto da Primavera Árabe, rede de revoltas, levantes e conflitos sociais que se iniciaram nos anos 2010 e que ocorreram em países da África e do Oriente Médio. Foram movimentos que causaram transformações históricas nos aspectos políticos, sociais, culturais, religiosos e econômicos de inúmeros países. Como exemplo de um conflito que se iniciou no contexto da Primavera, pode-se citar o caso dos conflitos da Síria, que hoje passa por uma situação de Guerra Civil. Parte da população se tornou contrária ao ditador Bashar al-Assad - que é de uma família que controla o país há mais de 40 anos -, pedindo mais liberdade e muitas transformações na esfera social, econômica e política no país. Até o ano de 2019 é possível afirmar, sim, que existem forças internacionais presentes no evento, caso da Rússia, que apoia o regime de Bashar, e dos Estados Unidos, que é contrário ao regime. Enfim, a situação envolve interesses políticos, econômicos, culturais e religiosos, o que a torna um tanto complexa, e cujo fim pode não ocorrer tão cedo, mesmo após 10 anos de seu início.


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Andre

Há mais de um mês

CONTEXTUALIZAÇÃO

A Síria foi governada por Hafez al-Assado do ano de 1971 até 2000 após uma manobra política que pode ser considerada como um Golpe de Estado, em 1970. No ano de 2000, após falecer, seu filho, Bashar al-Assad passou a presidir o país. Neste contexto de transição de poder, no país já havia certa instabilidade social, altas taxas de desemprego, insatisfação popular, casos de corrupção e questionamentos acerca da falta de liberdade política que havia no país. Pouco mais de dez anos depois, já no contexto do fenômeno da Primavera Árabe, parte da população iniciou movimentos favoráveis à democracia, pedindo o fim do poder de Bashal al-Assad. O governo reprimiu as revoltas acusando os envolvidos de envolvimento com os interesses internacionais. E assim surgiu o grave conflito que duraria anos.


RESOLUÇÃO

A Primavera Árabe é o nome dado a uma série de levantes, revoltas e questionamentos sociais feitos por populações localizadas nos países do Oriente Médio e do norte da África. Tiveram início em meados de 2010 e ocorreram devido às inconsistências entre as necessidades da população e a atuação dos governos. A população, no geral, exigia menores taxas de desemprego, menores preços de alimentos e maior oferta de alimentos, aumento da liberdade de expressão e maior democratização da sociedade. Tais movimentos, como se pode imaginar, tiveram relação com o fenômeno da globalização de mercados, culturas e sociedades que ocorreu entre o século XX e XXI, que aumentou a percepção da população sobre seus direitos e sobre o que, de fato, era importante para a comunidade. Além disso, há de se destacar que houve, sim, uma influência de outros países nos movimentos, e que esta influência teve especificidades em cada um dos países em que houve revoltas. Tomando-se, por exemplo, o caso da Síria, em que na década de 2010 presenciou inúmeros movimentos pedindo a saída do então presidente Bashar al –Assad. O governo reprimiu tais movimentos, julgando estes como sendo motivados por interesses de países estrangeiros. De todo modo, independentemente dos reais agentes envolvidos nos conflitos, estes não se cessaram e a mídia passou a chamar o contexto social pela qual Síria passava de Guerra Civil. Ocorre que tal conflito envolve agentes externos, países estrangeiros, cada um com suas respectivas estratégias (auxílio aos sobreviventes, apoio ao regime de Bashar, apoio aos revoltantes), mas também envolve aspectos culturais e religiosos da comunidade síria. Xiitas e Sunitas, grupos religiosos históricos da região, se dividiram entre apoiar a permanência do regime de Bashar ou apoiar as transformações. Todo este contexto favoreceu a expansão de movimentos como a al-Qaeda e do Estado Islâmico, movimentos que acabariam por se tornar ainda mais importantes. Enfim, entre os agentes estrangeiros, Rússia e Irã declararam apoio ao regime de Bashar, enquanto Estados Unidos, Turquia e Arábia Saudita declaram apoio integral aos rebeldes. No ano de 2018 o país ainda é palco do conflito, mas é observado por organizações – teoricamente - multilaterais, como a ONU, que clamam por uma solução política pacífica para o conflito.


CONCLUSÃO

Os conflitos da Síria ocorreram no contexto da Primavera Árabe, rede de revoltas, levantes e conflitos sociais que se iniciaram nos anos 2010 e que ocorreram em países da África e do Oriente Médio. Foram movimentos que causaram transformações históricas nos aspectos políticos, sociais, culturais, religiosos e econômicos de inúmeros países. Como exemplo de um conflito que se iniciou no contexto da Primavera, pode-se citar o caso dos conflitos da Síria, que hoje passa por uma situação de Guerra Civil. Parte da população se tornou contrária ao ditador Bashar al-Assad - que é de uma família que controla o país há mais de 40 anos -, pedindo mais liberdade e muitas transformações na esfera social, econômica e política no país. Até o ano de 2019 é possível afirmar, sim, que existem forças internacionais presentes no evento, caso da Rússia, que apoia o regime de Bashar, e dos Estados Unidos, que é contrário ao regime. Enfim, a situação envolve interesses políticos, econômicos, culturais e religiosos, o que a torna um tanto complexa, e cujo fim pode não ocorrer tão cedo, mesmo após 10 anos de seu início.


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