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resumo sobre hemodinâmica

RadiologiaANHANGUERA

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Isis Yasmin

Há mais de um mês

A hemodinâmica é um dos ramos básicos do estudo da fisiologia cardiovascular, correspondendo à observação dos parâmetros determinantes do movimento sanguíneo pelo organismo humano. Sabe-se que é possível dividir a circulação geral em duas menores: a circulação pulmonar ou pequena; e a circulação sistêmica ou grande. Como a nomenclatura sugere, a circulação pulmonar representa um sistema menor e que funciona a uma menor diferença de pressão do que a sistêmica. Mas de que forma podemos determinar a diferença de pressão em uma área de todo o sistema cardiovascular? Por meio da seguinte fórmula:
ΔP = F x R , em que
 ΔP representa a diferença de pressão de um ponto a outro;
 F representa o fluxo sanguíneo, comumente representado por L/min ou mL/min;
 R representa a resistência vascular presente.

Essa fórmula pode ser considerada a base do estudo da hemodinâmica e é possível depreender algumas observações dela. Primeiramente, torna-se lógico o fato de que a circulação sistêmica trabalha a uma diferença pressórica muito maior que a pulmonar, uma vez que a primeira apresenta uma resistência muito maior. Também é possível deduzir o nível de funcionamento do sistema cardiovascular a partir do fluxo, que em condições de repouso e laminar é aproximadamente 5L/min, podendo chegar a 18 L/min em alguns organismos em períodos de exercício intenso. É importante ressaltar que o fluxo geral do organismo é praticamente constante – o que significa que a quantidade de sangue que sai do coração é a mesma que volta - , sendo variável apenas o fluxo de tecidos em particular, que depende das necessidades teciduais. E uma vez que o fluxo geral é praticamente a mesma, a variável determinante da diferença de pressão é a resistência. A resistência, por sua vez, é diretamente a proporcional à viscosidade do sangue e o comprimento do vaso, e inversamente proporcional ao raio do vaso sanguíneo (elevado a quarta potência). 

Outras fórmulas básicas cruciais ao estudo da hemodinâmica são:
Débito cardíaco = frequência cardíaca x volume de ejeção sistólico;
Velocidade do fluxo = fluxo sanguíneo x área do vaso em corte transversal.

Essas fórmulas, associadas à primeira, além de necessárias para o maior entendimento do sistema cardiovascular, são importantes pela a aplicação de conceitos no diagnóstico de cardiopatias. A aplicabilidade desses conceitos estão presentes, principalmente, nos laboratórios de hemodinâmica. Nesse tipo de laboratório é realizado o cateterismo cardíaco ou angioplastia. Esse é procedimento é do tipo invasivo, por ser necessário atuar diretamente nos órgãos internos. O cateterismo cardíaco consiste na aplicação de um cateter, tubo delgado e flexível, com o objetivo de registrar pressões, colher amostrar sanguíneos e/ou aplicar contraste radiológico. Então, é possível, por exemplo, encontrar artérias obstruídas por placas ateroscleróticas por meio do contraste radiológico. A partir disso, uma nova funcionalidade é atribuída à angioplastia: a aplicação de um balão insuflado (stent), a partir do cateter, desobstruindo uma artéria.  O procedimento é muito útil por aumentar o raio do vaso, isto é, reduzir a resistência e otimizar o fluxo em uma área isquêmica. Estima-se, ainda, que a aplicação do stent reduziu em 4% a mortalidade entre infartados contemplados pelo serviço.

A hemodinâmica é um dos ramos básicos do estudo da fisiologia cardiovascular, correspondendo à observação dos parâmetros determinantes do movimento sanguíneo pelo organismo humano. Sabe-se que é possível dividir a circulação geral em duas menores: a circulação pulmonar ou pequena; e a circulação sistêmica ou grande. Como a nomenclatura sugere, a circulação pulmonar representa um sistema menor e que funciona a uma menor diferença de pressão do que a sistêmica. Mas de que forma podemos determinar a diferença de pressão em uma área de todo o sistema cardiovascular? Por meio da seguinte fórmula:
ΔP = F x R , em que
 ΔP representa a diferença de pressão de um ponto a outro;
 F representa o fluxo sanguíneo, comumente representado por L/min ou mL/min;
 R representa a resistência vascular presente.

Essa fórmula pode ser considerada a base do estudo da hemodinâmica e é possível depreender algumas observações dela. Primeiramente, torna-se lógico o fato de que a circulação sistêmica trabalha a uma diferença pressórica muito maior que a pulmonar, uma vez que a primeira apresenta uma resistência muito maior. Também é possível deduzir o nível de funcionamento do sistema cardiovascular a partir do fluxo, que em condições de repouso e laminar é aproximadamente 5L/min, podendo chegar a 18 L/min em alguns organismos em períodos de exercício intenso. É importante ressaltar que o fluxo geral do organismo é praticamente constante – o que significa que a quantidade de sangue que sai do coração é a mesma que volta - , sendo variável apenas o fluxo de tecidos em particular, que depende das necessidades teciduais. E uma vez que o fluxo geral é praticamente a mesma, a variável determinante da diferença de pressão é a resistência. A resistência, por sua vez, é diretamente a proporcional à viscosidade do sangue e o comprimento do vaso, e inversamente proporcional ao raio do vaso sanguíneo (elevado a quarta potência). 

Outras fórmulas básicas cruciais ao estudo da hemodinâmica são:
Débito cardíaco = frequência cardíaca x volume de ejeção sistólico;
Velocidade do fluxo = fluxo sanguíneo x área do vaso em corte transversal.

Essas fórmulas, associadas à primeira, além de necessárias para o maior entendimento do sistema cardiovascular, são importantes pela a aplicação de conceitos no diagnóstico de cardiopatias. A aplicabilidade desses conceitos estão presentes, principalmente, nos laboratórios de hemodinâmica. Nesse tipo de laboratório é realizado o cateterismo cardíaco ou angioplastia. Esse é procedimento é do tipo invasivo, por ser necessário atuar diretamente nos órgãos internos. O cateterismo cardíaco consiste na aplicação de um cateter, tubo delgado e flexível, com o objetivo de registrar pressões, colher amostrar sanguíneos e/ou aplicar contraste radiológico. Então, é possível, por exemplo, encontrar artérias obstruídas por placas ateroscleróticas por meio do contraste radiológico. A partir disso, uma nova funcionalidade é atribuída à angioplastia: a aplicação de um balão insuflado (stent), a partir do cateter, desobstruindo uma artéria.  O procedimento é muito útil por aumentar o raio do vaso, isto é, reduzir a resistência e otimizar o fluxo em uma área isquêmica. Estima-se, ainda, que a aplicação do stent reduziu em 4% a mortalidade entre infartados contemplados pelo serviço.

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