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Por que o direito é retórico e não lógico ?


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Há mais de um mês

A retórica é a arte de bem falar, ou seja, se comunicar de forma clara, com bons argumentos, acreditando no que se diz e se fazendo entender por todos os possíveis interlocutores, independentemente do grau de escolaridade que eles possuírem. A argumentação jurídica se baseia na retórica porque busca o convencimento de outrem. Para isso, precisa-se bem falar, explicar detalhadamente os passos do raciocínio, mas não se deixando levar pela prolixidade e por uma fala tediosa e longa. Não só na oralidade, o direito requer que tanto a oralidade quanto a escrita sejam baseadas na retórica.


A lógica, por sua vez, é um instrumento filosófico utilizado para avaliar a estrutura dos argumentos e do pensamento, visando entender se podem ser considerados válidos, sólidos e cogentes. De modo simplório, a lógica tem como objetivo determinar se as operações do intelecto e o jeito que estas são concatenadas (seja por meio de dedução, indução, hipótese, inferência, entre outros) correspondem a coisas verdadeiras, efetivas.


Deste modo percebemos o porquê do direito ser retórico e não lógico. Ora, o ponto alto da argumentação jurídica é o convencimento de alguém, apesar da argumentação ser também baseada na lógica, o convencimento se dá muito mais facilmente quando se exprime bem as ideias, de modo elegante, bem articulado e concatenado. Deve-se manter seu interlocutor interessado no que é preciso dizer e isso se faz por meio da retórica e não por meio da avaliação de silogismo, que é do campo da lógica. Muitas vezes percebemos que o argumento válido, sólido e cogente não é bem aceito porque não é bem apresentado, assim, o que pesa é a maneira de falar, a forma e não tanto o conteúdo.

A retórica é a arte de bem falar, ou seja, se comunicar de forma clara, com bons argumentos, acreditando no que se diz e se fazendo entender por todos os possíveis interlocutores, independentemente do grau de escolaridade que eles possuírem. A argumentação jurídica se baseia na retórica porque busca o convencimento de outrem. Para isso, precisa-se bem falar, explicar detalhadamente os passos do raciocínio, mas não se deixando levar pela prolixidade e por uma fala tediosa e longa. Não só na oralidade, o direito requer que tanto a oralidade quanto a escrita sejam baseadas na retórica.


A lógica, por sua vez, é um instrumento filosófico utilizado para avaliar a estrutura dos argumentos e do pensamento, visando entender se podem ser considerados válidos, sólidos e cogentes. De modo simplório, a lógica tem como objetivo determinar se as operações do intelecto e o jeito que estas são concatenadas (seja por meio de dedução, indução, hipótese, inferência, entre outros) correspondem a coisas verdadeiras, efetivas.


Deste modo percebemos o porquê do direito ser retórico e não lógico. Ora, o ponto alto da argumentação jurídica é o convencimento de alguém, apesar da argumentação ser também baseada na lógica, o convencimento se dá muito mais facilmente quando se exprime bem as ideias, de modo elegante, bem articulado e concatenado. Deve-se manter seu interlocutor interessado no que é preciso dizer e isso se faz por meio da retórica e não por meio da avaliação de silogismo, que é do campo da lógica. Muitas vezes percebemos que o argumento válido, sólido e cogente não é bem aceito porque não é bem apresentado, assim, o que pesa é a maneira de falar, a forma e não tanto o conteúdo.

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Andre

Há mais de um mês

A retórica é a arte de bem falar, ou seja, se comunicar de forma clara, com bons argumentos, acreditando no que se diz e se fazendo entender por todos os possíveis interlocutores, independentemente do grau de escolaridade que eles possuírem. A argumentação jurídica se baseia na retórica porque busca o convencimento de outrem. Para isso, precisa-se bem falar, explicar detalhadamente os passos do raciocínio, mas não se deixando levar pela prolixidade e por uma fala tediosa e longa. Não só na oralidade, o direito requer que tanto a oralidade quanto a escrita sejam baseadas na retórica.


A lógica, por sua vez, é um instrumento filosófico utilizado para avaliar a estrutura dos argumentos e do pensamento, visando entender se podem ser considerados válidos, sólidos e cogentes. De modo simplório, a lógica tem como objetivo determinar se as operações do intelecto e o jeito que estas são concatenadas (seja por meio de dedução, indução, hipótese, inferência, entre outros) correspondem a coisas verdadeiras, efetivas.


Deste modo percebemos o porquê do direito ser retórico e não lógico. Ora, o ponto alto da argumentação jurídica é o convencimento de alguém, apesar da argumentação ser também baseada na lógica, o convencimento se dá muito mais facilmente quando se exprime bem as ideias, de modo elegante, bem articulado e concatenado. Deve-se manter seu interlocutor interessado no que é preciso dizer e isso se faz por meio da retórica e não por meio da avaliação de silogismo, que é do campo da lógica. Muitas vezes percebemos que o argumento válido, sólido e cogente não é bem aceito porque não é bem apresentado, assim, o que pesa é a maneira de falar, a forma e não tanto o conteúdo.

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Andre

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A retórica é a arte de bem falar, ou seja, se comunicar de forma clara, com bons argumentos, acreditando no que se diz e se fazendo entender por todos os possíveis interlocutores, independentemente do grau de escolaridade que eles possuírem. A argumentação jurídica se baseia na retórica porque busca o convencimento de outrem. Para isso, precisa-se bem falar, explicar detalhadamente os passos do raciocínio, mas não se deixando levar pela prolixidade e por uma fala tediosa e longa. Não só na oralidade, o direito requer que tanto a oralidade quanto a escrita sejam baseadas na retórica.


A lógica, por sua vez, é um instrumento filosófico utilizado para avaliar a estrutura dos argumentos e do pensamento, visando entender se podem ser considerados válidos, sólidos e cogentes. De modo simplório, a lógica tem como objetivo determinar se as operações do intelecto e o jeito que estas são concatenadas (seja por meio de dedução, indução, hipótese, inferência, entre outros) correspondem a coisas verdadeiras, efetivas.


Deste modo percebemos o porquê do direito ser retórico e não lógico. Ora, o ponto alto da argumentação jurídica é o convencimento de alguém, apesar da argumentação ser também baseada na lógica, o convencimento se dá muito mais facilmente quando se exprime bem as ideias, de modo elegante, bem articulado e concatenado. Deve-se manter seu interlocutor interessado no que é preciso dizer e isso se faz por meio da retórica e não por meio da avaliação de silogismo, que é do campo da lógica. Muitas vezes percebemos que o argumento válido, sólido e cogente não é bem aceito porque não é bem apresentado, assim, o que pesa é a maneira de falar, a forma e não tanto o conteúdo.

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