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como faço contestação

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Bruno Alberto

Há mais de um mês

CONSIDERAÇÕES TÉCNICAS

A contestação é um dos instrumentos de defesa do réu, estando para este como a petição inicial está para o autor.

Deverá ser feita na forma escrita, salvo nos Juizados Especiais, quando poderá ser feita na forma oral.

Há duas regras primordiais a serem observadas ao se fazer uma contestação: a eventualidade, ou concentração da defesa, e a impugnação específica.

O princípio da eventualidade consiste basicamente na orientação de que toda a defesa deve ser feita no momento oportuno, isto é, na contestação, sob pena de preclusão da matéria não impugnada, ou seja, perda do direito de agir sobre aquela matéria não contestada.

Não se admitindo a defesa genérica, de acordo com o art. 302 do Código de Processo Civil, o princípio da impugnação específica consiste no dever de o réu rebater, de modo claro, determinado e pormenorizado, todos os fatos alegados na inicial.

A contestação, assim como a petição inicial, deverá conter os seguintes requisitos: endereçamento correto, nome e prenome das partes com suas devidas qualificações (a qualificação não será necessária, se estiver correta na inicial), fatos e fundamentos jurídicos, requerimentos de provas, documentos indispensáveis e pedidos (poderá haver pedido contraposto nos Juizados Especiais, que equivalem à reconvenção existente nos ritos Sumário e Ordinário).

Em sede de preliminar, que deverá vir após a qualificação das partes e antes da exposição fática, podem ser arguidas as matérias contidas no art. 301 do Código de Processo Civil. Trata-se de defesa indireta contra o mérito.

Destaca-se também a prejudicial de mérito, que deve vir depois de eventuais questões preliminares, porém antes dos fatos. À grosso modo, as prejudiciais de mérito se referem à prescrição e decadência, sendo admissível por parte da doutrina as alegações referentes à compensação, retenção, fatos modificativos, impeditivos ou extintivos do direito do autor. Também se trata de defesa indireta contra o mérito.

O prazo para apresentar a contestação será de 15 dias, contados da juntada do mandado cumprido ou do aviso de recebimento (AR) aos autos, observando-se sua duplicação quando houver litisconsórcio passivo com advogados diferentes ou se a causa for patrocinada por defensor público, quando será contado da juntada do segundo AR, bem como será quadruplicado quando o polo passivo for um ente público. No caso dos Juizados Especiais, há entendimentos divergentes, ora devendo a defesa ser apresentada em audiência de conciliação, ora até a audiência de instrução e ora 15 dias após a audiência de conciliação, entendendo-se, por bem, a contagem do prazo como sendo da efetiva citação do réu, independente da juntada do Aviso de Recebimento ou do mandado (Enunciado nº. 13 do FONAJE).

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

DIDIER JR., Fredie. Curso de Direito Processual Civil – Vol. 1. Introdução ao Direito Processual Civil e Processo de Conhecimento. Salvador: Editora Jus Podivm, 2011.

CONSIDERAÇÕES TÉCNICAS

A contestação é um dos instrumentos de defesa do réu, estando para este como a petição inicial está para o autor.

Deverá ser feita na forma escrita, salvo nos Juizados Especiais, quando poderá ser feita na forma oral.

Há duas regras primordiais a serem observadas ao se fazer uma contestação: a eventualidade, ou concentração da defesa, e a impugnação específica.

O princípio da eventualidade consiste basicamente na orientação de que toda a defesa deve ser feita no momento oportuno, isto é, na contestação, sob pena de preclusão da matéria não impugnada, ou seja, perda do direito de agir sobre aquela matéria não contestada.

Não se admitindo a defesa genérica, de acordo com o art. 302 do Código de Processo Civil, o princípio da impugnação específica consiste no dever de o réu rebater, de modo claro, determinado e pormenorizado, todos os fatos alegados na inicial.

A contestação, assim como a petição inicial, deverá conter os seguintes requisitos: endereçamento correto, nome e prenome das partes com suas devidas qualificações (a qualificação não será necessária, se estiver correta na inicial), fatos e fundamentos jurídicos, requerimentos de provas, documentos indispensáveis e pedidos (poderá haver pedido contraposto nos Juizados Especiais, que equivalem à reconvenção existente nos ritos Sumário e Ordinário).

Em sede de preliminar, que deverá vir após a qualificação das partes e antes da exposição fática, podem ser arguidas as matérias contidas no art. 301 do Código de Processo Civil. Trata-se de defesa indireta contra o mérito.

Destaca-se também a prejudicial de mérito, que deve vir depois de eventuais questões preliminares, porém antes dos fatos. À grosso modo, as prejudiciais de mérito se referem à prescrição e decadência, sendo admissível por parte da doutrina as alegações referentes à compensação, retenção, fatos modificativos, impeditivos ou extintivos do direito do autor. Também se trata de defesa indireta contra o mérito.

O prazo para apresentar a contestação será de 15 dias, contados da juntada do mandado cumprido ou do aviso de recebimento (AR) aos autos, observando-se sua duplicação quando houver litisconsórcio passivo com advogados diferentes ou se a causa for patrocinada por defensor público, quando será contado da juntada do segundo AR, bem como será quadruplicado quando o polo passivo for um ente público. No caso dos Juizados Especiais, há entendimentos divergentes, ora devendo a defesa ser apresentada em audiência de conciliação, ora até a audiência de instrução e ora 15 dias após a audiência de conciliação, entendendo-se, por bem, a contagem do prazo como sendo da efetiva citação do réu, independente da juntada do Aviso de Recebimento ou do mandado (Enunciado nº. 13 do FONAJE).

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

DIDIER JR., Fredie. Curso de Direito Processual Civil – Vol. 1. Introdução ao Direito Processual Civil e Processo de Conhecimento. Salvador: Editora Jus Podivm, 2011.

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