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Paciente de 35 anos, masculino, negro, natural e residente em São Paulo, motorista, divorciado.

HISTÓRIA DA MOLÉSTIA ATUAL:Paciente relata início do quadro há 18 meses, com cefaléia hemicraniana/occipital intensa e freqüente, melhorando com analgésicos. Procurou o Pronto-Socorro quando a cefaléia piorou, sendo detectado nível pressórico elevado. Foi prescrito captopril após ser medicado de urgência, porém, relata que fez uso irregular da referida droga nos meses seguintes. Há 12 meses, teve outro episódio de cefaléia intensa, quando procurou o PS (PA de “230 x120”, segundo o paciente). Foi encaminhado ao Ambulatório de Hipertensão desta instituição e prescrito captopril 75mg/dia e amlodipina 10mg/dia (nas consultas, o esquema anti-hipertensivo foi aumentado progressivamente). Exames iniciais evidenciaram perda de função renal e discreta hipocalemia (creatinina = 5,2, uréia=123, K+= 3,5), sendo então encaminhado ao ambulatório de Nefrologia. Na 1ª consulta neste Serviço estava em uso de enalapril 40mg/dia, amlodipina 10mg/dia, atenolol 50mg/dia, clonidina 0,3 mg/dia, furosemida 40mg/dia. Decidiu-se pela internação para investigação de HAS. Foram realizados exames complementares de avaliação e biópsia renal percutânea.

ANTECEDENTES: Previamente hígido, nega internações, cirurgias prévias, alergia medicamentosa. Relata uso de analgésicos/AINEs de modo inconstante, para alívio da cefaléia. Não sabia ser hipertenso até há 18 meses. Histórico de Diabetes. Nega nefropatia, DSTs. Nega tabagismo, etilismo ou uso de drogas ilícitas. Pais hipertensos e diabéticos, mãe tem história de litíase renal. Tem 6 irmãos, sendo que 2 irmãs tem hemoglobinopatia C. Tem 4 filhos saudáveis.

EXAME FÍSICO:

Paciente consciente e orientado, exame neurológico normal, bom estado geral, eupneico, corado, hidratado, peso: 73kg, altura: 1,72m

PA (decúbito): MSD= 190 x 120mmHg e MSE= 180 x 110mmHg MID= 210 x 120mmHg; FC=72 bpm, FR=14 ipm, afebril.

Aparelho cardiovascular: ritmo cardíaco a 2 tempos, bulhas normofonéticas. Pulsos cheios e simétricos. Sem estase jugular

Aparelho respiratório: pulmões com murmúrio vesicular presente em AHTX, sem ruídos adventícios

Aparelho gastrointestinal: abdomen flácido, indolor, sem visceromegalias.

Extremidades: MMII sem edema, panturrilhas livres.

Exame de Fundo de Olho: estreitamento arteriolar difuso, aumento do reflexo dorsal, papilas bem definidas.

EXAMES COMPLEMENTARES:

Laboratório: Hb 12,6 g/dL, Leucócitos 6.640, plaquetas 216.000, glicose 98, coagulograma normal, Na 138mEq/L, K 4,3mEq/L, uréia 118mg/dL, creatinina 4,8mg/dL, ácido úrico 9,0mg/dL, Ca=4,5 mg/dL, Eletroforese de proteínas sérica: normal

ECG: sobrecarga ventricular esquerda: Hipocinesia difusa, com diminuição discreta da função. Importante hipertrofia miocárdica do tipo concêntrica.

USG Doppler de artérias renais: ecogenicidade com aumento leve/moderado bilateralmente. Ausência de sinais de estenoses hemodinamicamente significativas

Angiorressonância magnética de artérias renais: ausência de estenoses em arts. renais, diminuição da velocidade de perfusão em ambos os rins.

 

RESPONDA:

1- Descreva a fisiopatologia da hipertensão arterial

2- Explique, do ponto de vista da fisiopatologia, qual a relação entre a hipertensão e diabetes.

3- Ainda pensando na fisiopatologia, como a hipertensão pode comprometer o sistema nervoso e o sistema renal?

4- Sobre as medicações do caso clínico, cite cada uma delas, explicando qual o seu mecanismo de ação.

5- Em relação aos exames laboratoriais verifique e descreva se há alteração em algo.


2 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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RD Resoluções Verified user icon

Há mais de um mês

Para responder essa pergunta devemos colocar em prática nosso conhecimento sobre Fisioterapia Cardiovascular.


  • O desenvolvimento da Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) depende da interação entre a predisposição genética e os fatores ambientais e tem como resultados várias alterações estruturais do sistema cardiovascular.

  • A diabetes acaba contribuindo para a pressão alta na medida em que dificulta o acesso das células à glicose circulante e deixa um monte de açúcar sobrando no sangue. Essa condição faz com que as artérias enrijeçam, causando o aumento da pressão.

  • Quando há ingestão de alimentos com alto teor de sal, o sistema nervoso detecta o excesso provoca alterações nas neurotransmissões que controlam a pressão sanguínea, levando a um quadro clínico de hipertensão neurogênica. Uma hipertensão mal tratada pode causar insuficiência renal.


Portanto, o quadro clínico de hipertensão pode justificar os problemas renais do paciente, bem como os problemas cardiovasculares.

Para responder essa pergunta devemos colocar em prática nosso conhecimento sobre Fisioterapia Cardiovascular.


  • O desenvolvimento da Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) depende da interação entre a predisposição genética e os fatores ambientais e tem como resultados várias alterações estruturais do sistema cardiovascular.

  • A diabetes acaba contribuindo para a pressão alta na medida em que dificulta o acesso das células à glicose circulante e deixa um monte de açúcar sobrando no sangue. Essa condição faz com que as artérias enrijeçam, causando o aumento da pressão.

  • Quando há ingestão de alimentos com alto teor de sal, o sistema nervoso detecta o excesso provoca alterações nas neurotransmissões que controlam a pressão sanguínea, levando a um quadro clínico de hipertensão neurogênica. Uma hipertensão mal tratada pode causar insuficiência renal.


Portanto, o quadro clínico de hipertensão pode justificar os problemas renais do paciente, bem como os problemas cardiovasculares.

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Andre

Há mais de um mês

Para responder essa pergunta devemos colocar em prática nosso conhecimento sobre Fisioterapia Cardiovascular.


  1. O desenvolvimento da Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) depende da interação entre a predisposição genética e os fatores ambientais e tem como resultados várias alterações estruturais do sistema cardiovascular.

  2. A diabetes acaba contribuindo para a pressão alta na medida em que dificulta o acesso das células à glicose circulante e deixa um monte de açúcar sobrando no sangue. Essa condição faz com que as artérias enrijeçam, causando o aumento da pressão.

  3. Quando há ingestão de alimentos com alto teor de sal, o sistema nervoso detecta o excesso provoca alterações nas neurotransmissões que controlam a pressão sanguínea, levando a um quadro clínico de hipertensão neurogênica. Uma hipertensão mal tratada pode causar insuficiência renal.


Portanto, o quadro clínico de hipertensão pode justificar os problemas renais do paciente, bem como os problemas cardiovasculares.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas