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qual é a natureza jurídica do direito do trabalho?


3 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Gabriela Gattulli Verified user icon

Há mais de um mês

É importante explicitar algumas das teorias sobre a natureja jurídica do direito do trabalho:

A primeira argumenta que o direito do trabalho se trata de um ramo do direito público, uma vez que as normas são imperativas, cogentes e também de ordem administrativa, porquanto o Estado determina normas mínimas e desconsidera nulo de pleno direito ato que vise desvirtuar a aplicação da lei, como está no art. 9.º da CLT. Essa teoria já foi “descartada”, tendo em vista que a classificação como Direito Público determina ser o Estado um dos sujeitos da relação, que não é o caso quando em cena o direito do trabalho.

A segunda teoria afirma que o Direito do Trabalho é ramo do direito privado, pois decorre de contrato realizado entre particulares, normalmente sujeitos privados e que a imposição de cláusulas legais mínimas não obsta sua caracterização privatista. Essa teoria fundamenta sua assertiva ao considerar que outros ramos do Direito, a exemplo do Consumerista e de Famílias possui intervenções estatais mínimas que não os descaracterizam como sendo de direito privado. Esse é o posicionamento majoritário da doutrina, ou seja, a maioria da doutrina considera o direito do trabalho ramo do direito privado.

A terceira teoria afirma que há no Direito do Trabalho um terceiro gênero, pois este possui natureza social. A crítica a essa teoria é expressiva, uma vez que em todos os ramos se enxerga o viés social.

Para a quarta teoria, o Direito do Trabalho se submete a um tipo misto de direito, isto é, suas normas coexistem sem divergências, apresentando características tanto de direito público quanto privado.

Por fim, a quinta teoria afirma que o Direito do Trabalho é um direito unitário. Doutrinadores como Sussekind e Evaristo Moraes Filho adotam tal posicionamento. Desse modo, inspirados pelo direito alemão, defendem que existe fusão de direito público e privado, não se podendo separar os limites de cada um. Aqui, difere-se da teoria de direito misto porque inexiste coexistência, mas sim uma fusão.

Por fim, o entendimento majoritário é que a natureza jurídica é ramo do direito do trabalho é direito privado. 

É importante explicitar algumas das teorias sobre a natureja jurídica do direito do trabalho:

A primeira argumenta que o direito do trabalho se trata de um ramo do direito público, uma vez que as normas são imperativas, cogentes e também de ordem administrativa, porquanto o Estado determina normas mínimas e desconsidera nulo de pleno direito ato que vise desvirtuar a aplicação da lei, como está no art. 9.º da CLT. Essa teoria já foi “descartada”, tendo em vista que a classificação como Direito Público determina ser o Estado um dos sujeitos da relação, que não é o caso quando em cena o direito do trabalho.

A segunda teoria afirma que o Direito do Trabalho é ramo do direito privado, pois decorre de contrato realizado entre particulares, normalmente sujeitos privados e que a imposição de cláusulas legais mínimas não obsta sua caracterização privatista. Essa teoria fundamenta sua assertiva ao considerar que outros ramos do Direito, a exemplo do Consumerista e de Famílias possui intervenções estatais mínimas que não os descaracterizam como sendo de direito privado. Esse é o posicionamento majoritário da doutrina, ou seja, a maioria da doutrina considera o direito do trabalho ramo do direito privado.

A terceira teoria afirma que há no Direito do Trabalho um terceiro gênero, pois este possui natureza social. A crítica a essa teoria é expressiva, uma vez que em todos os ramos se enxerga o viés social.

Para a quarta teoria, o Direito do Trabalho se submete a um tipo misto de direito, isto é, suas normas coexistem sem divergências, apresentando características tanto de direito público quanto privado.

Por fim, a quinta teoria afirma que o Direito do Trabalho é um direito unitário. Doutrinadores como Sussekind e Evaristo Moraes Filho adotam tal posicionamento. Desse modo, inspirados pelo direito alemão, defendem que existe fusão de direito público e privado, não se podendo separar os limites de cada um. Aqui, difere-se da teoria de direito misto porque inexiste coexistência, mas sim uma fusão.

Por fim, o entendimento majoritário é que a natureza jurídica é ramo do direito do trabalho é direito privado. 

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rayssa

Há mais de um mês

Teoria de Direito Público que ponderam que nas relações de trabalho, a livre manifestação da vontade das partes é substituída pela do Estado que intervém na relação jurídica entre empregador e empregado, por meio de leis imperativas e irrenunciáveis, como ensina seu precursor Arnaldo Sussekind

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Felipe

Há mais de um mês

Uma das características da relação de emprego é sua NATUREZA PRIVATÍSTICA, já que se trata de relação entre particulares, de um lado o empregado, pessoa física; de outro, o empregador, pessoa física ou jurídica. Mesmo quando o Estado se coloca na categoria de empregador, com prestadores de serviço situados o regime celetista, a natureza privatística da relação de emprego permanece, já que aquele desce de sua posição de ente público, figurando, naquela relação, como se particular fosse.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas