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Direito tributário institui benefício de ordem?


2 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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DLRV Advogados Verified user icon

Há mais de um mês

No que diz respeito à solidariedade passiva, o ordenamento jurídico não admite benefício de ordem.

A solidariedade passiva ocorre quando há mais de um devedor na relação jurídica.

Benefício de ordem, por sua vez, consiste na situação na qual um devedor, chamado de subsidiário, pode exigir que, antes do credor investir contra seu patrimônio, o faça ante o devedor principal.

"Art. 124. São solidariamente obrigadas:

I - as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal;

II - as pessoas expressamente designadas por lei.

Parágrafo único. A solidariedade referida neste artigo não comporta benefício de ordem."

O parágrafo único deixa claro que o benefício de ordem não pode ser alegado pelo devedor subsidiário no caso de solidariedade passiva tributária. Desta forma, o fisco pode investir contra o patrimônio de quaisquer dos devedores solidários.

 

No que diz respeito à solidariedade passiva, o ordenamento jurídico não admite benefício de ordem.

A solidariedade passiva ocorre quando há mais de um devedor na relação jurídica.

Benefício de ordem, por sua vez, consiste na situação na qual um devedor, chamado de subsidiário, pode exigir que, antes do credor investir contra seu patrimônio, o faça ante o devedor principal.

"Art. 124. São solidariamente obrigadas:

I - as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal;

II - as pessoas expressamente designadas por lei.

Parágrafo único. A solidariedade referida neste artigo não comporta benefício de ordem."

O parágrafo único deixa claro que o benefício de ordem não pode ser alegado pelo devedor subsidiário no caso de solidariedade passiva tributária. Desta forma, o fisco pode investir contra o patrimônio de quaisquer dos devedores solidários.

 

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Mari Farias

Há mais de um mês

Não. Em regra, para o Direito Tributário, em se tratando de solidariedade, basta haver interesse em comum ou estarem, as pessoas, expressamente designadas por lei. Dito isso, acaso um dos obrigados  pague o crédito, o outro ficará desobrigado. Não importa a ordem de quem deverá tomar a iniciativa.

Havendo exoneração de um, o outro ficará obrigado pelo saldo remanesente. Se exonerar todos, o benefício será aproveitado em conjunto.

A interrupção da prescrição também poderá prejudicar ou beneficiar um dos obrigados atingindo da mesma forma os demais.

É o que dispõe os artigos 124 e 125 e incisos do CTN.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas