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FORMACAO DO SUJEITO MORAL ETCA E ESTETICA


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Rose

Há mais de um mês

O HORIZONTE CONCEITUAL EM DESLOCAMENTO: DA ÉTICA PARA O ESTÉTICO Se encontrássemos nós também uma pura, contida,estreita parcela de humano, uma faixa de terra frutífera, nossa entre caudal e rocha. Pois, como eles, nosso próprio coração nos ultrapassa sempre. E não mais o podemos seguir em imagens que o acalmem ou em corpos divinos nos quais, excedendo-se, ele se modera. (R. M. Rilke) Na dedicatória que Theodor Adorno faz a Max Horkheimer, em Minima moralia1 o filósofo refere-se à moral como uma ―triste ciência‖, uma vez que a filosofia abandonou a preocupação com a vida e, portanto, não há mais uma doutrina da vida reta. Não deixa dúvidas sobre o caráter sombrio de seu diagnóstico a respeito da sociedade contemporânea: tentamos nos iludir escondendo o fato de que não há mais vida. O diagnóstico da crise social e moral que Adorno fez, sob o impacto da experiência fascista da II Guerra Mundial, é hoje quase irrefutável, indicando a impotência de idéias como progresso e aperfeiçoamento humano que sustentaram muitas fantasias de criar um ―novo homem‖. A crise presente reflete uma perturbação geral nas razões do viver, naquilo que configura sentido para a aventura humana, trazendo uma certa exaustão da cultura. Não é outra a indicação de Nietzsche quando, no século XIX, diagnostica a existência do niilismo, provocada pela queda dos valores transcendentais. O desenraizamento do homem e o crescimento do deserto serão as faces mais cinzentas do diagnóstico nietzschiano, indicando o quanto a verdade da metafísica seria apenas a expressão da vontade de potência. A vida humana se enquadrava num sistema de valores e sentidos, cuja base era a religião ou a metafísica e, agora eles estão desvalorizados, falta-lhes o porquê. Ao radicalizar tal niilismo, Nietzsche faz a crítica dos fundamentos desses valores e indica a enfermidade da alma moderna. Segundo Vattimo,2 o niilismo seria a versão nietzschiana para o desencantamento da modernidade. O homem moderno foi capaz de perceber o caráter fictício da própria moral, da religião e da metafísica, e o desencanto é a tomada de consciência de que não há estrutura, leis e valores objetivos.

O HORIZONTE CONCEITUAL EM DESLOCAMENTO: DA ÉTICA PARA O ESTÉTICO Se encontrássemos nós também uma pura, contida,estreita parcela de humano, uma faixa de terra frutífera, nossa entre caudal e rocha. Pois, como eles, nosso próprio coração nos ultrapassa sempre. E não mais o podemos seguir em imagens que o acalmem ou em corpos divinos nos quais, excedendo-se, ele se modera. (R. M. Rilke) Na dedicatória que Theodor Adorno faz a Max Horkheimer, em Minima moralia1 o filósofo refere-se à moral como uma ―triste ciência‖, uma vez que a filosofia abandonou a preocupação com a vida e, portanto, não há mais uma doutrina da vida reta. Não deixa dúvidas sobre o caráter sombrio de seu diagnóstico a respeito da sociedade contemporânea: tentamos nos iludir escondendo o fato de que não há mais vida. O diagnóstico da crise social e moral que Adorno fez, sob o impacto da experiência fascista da II Guerra Mundial, é hoje quase irrefutável, indicando a impotência de idéias como progresso e aperfeiçoamento humano que sustentaram muitas fantasias de criar um ―novo homem‖. A crise presente reflete uma perturbação geral nas razões do viver, naquilo que configura sentido para a aventura humana, trazendo uma certa exaustão da cultura. Não é outra a indicação de Nietzsche quando, no século XIX, diagnostica a existência do niilismo, provocada pela queda dos valores transcendentais. O desenraizamento do homem e o crescimento do deserto serão as faces mais cinzentas do diagnóstico nietzschiano, indicando o quanto a verdade da metafísica seria apenas a expressão da vontade de potência. A vida humana se enquadrava num sistema de valores e sentidos, cuja base era a religião ou a metafísica e, agora eles estão desvalorizados, falta-lhes o porquê. Ao radicalizar tal niilismo, Nietzsche faz a crítica dos fundamentos desses valores e indica a enfermidade da alma moderna. Segundo Vattimo,2 o niilismo seria a versão nietzschiana para o desencantamento da modernidade. O homem moderno foi capaz de perceber o caráter fictício da própria moral, da religião e da metafísica, e o desencanto é a tomada de consciência de que não há estrutura, leis e valores objetivos.

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