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FARMACOLOGIA

A via de administração é o caminho pelo qual um medicamento é colocado em contato com o organismo. (BRASIL, 2007). Os medicamentos possuem diferentes vias de administração de acordo com sua forma farmacêutica. Em um determinado dia no hospital universitário de São Paulo, após a anamnese, foi verificado que alguns pacientes na mesma noite haviam jantado em um mesmo restaurante, onde entre os alimentos consumidos estava um patê. Foi estabelecido o diagnóstico de intoxicação alimentar, provavelmente secundárias a toxina bacteriana presentes no patê deteriorado. Foi administrada uma ampola intravenosa (I.V.) de um espasmoanalgésico (escopolamina+dipirona), prescrevendo-se as demais medidas dietéticas e medicamentosas.
De acordo com o caso clínico acima e os estudos abordados na disciplina, responda as seguintes questões: 

a) Explique a farmacocinética do fármaco acima que foi administrado na forma I.V. 

b) Avalie o fármaco administrado e comente as principais vantagens e desvantagens da via de administração I.V. 

c) Avalie o que influencia na via escolhida de administração de um fármaco. Porque não se pode escolher um medicamento administrado por via oral neste caso? 


2 resposta(s)

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Schander Nayara

Há mais de um mês

O fármaco (escopolamina + dipirona) é uma associação medicamentosa para uso oral e injetável, neste caso o fármaco foi administrado via intravenosa. É composta de um antiespasmódico butilbrometo de escopolamina e um analgésico, dipirona. O butilbrometo de escopolamina exerce um efeito espasmolítico na musculatura lisa do trato gastrintestinal, das vias biliares e geniturinária. Como um derivado de amônia quaternária o butilbrometo de escopolamina não atravessa o sistema nervoso central, portanto, não ocorrem efeitos colaterais sobre o sistema nervoso central. A ação anticolinérgica periférica resulta de uma ação bloqueadora ganglionar na parede visceral e de sua atividade antimuscarínica e a dipirona apresenta importantes propriedades analgésicas, antipiréticas, espasmolíticas e antiflogísticas.

a) Farmacocinética: Absorção: é de 100% e direta, pois, foi administrada via intravenosa, ou seja, diretamente na corrente sanguínea (parenteral). Distribuição: após administração intravenosa o fármaco é rapidamente depurada do plasma durante os primeiros 10 minutos, com uma meia-vida de 2 - 3 minutos e o volume de distribuição é de 128L. Biotransformação ou metabolismo: a principal rota metabólica da escopolamina é a hidrólise da ligação éstero já o principal metabólito da dipirona, 4-MAA, é metabolizado por oxidação e demetilação que são seguidas por acetilação para 4-formilaminoantipirina (4-FAA), 4-aminoantipirina (4-AA) e 4-acetilaminoantipirina (4-AcAA). Excreção: no homem sadio a meia-vida de eliminação da escopolamina é de cerca de 5 horas e a depuração total é de 1,2 L/min. Estudos clínicos com a escopolamina marcada com radioisótopo mostram que após a injeção intravenosa, 42 a 61% da dose radioativa é excretada na urina e 28,3 a 37% nas fezes. Já a Dipirona tem mais de 90% da dose excretada na urina dentro de 7 dias. Obs. As crianças eliminam os metabólitos mais rapidamente que adultos.

b) Vantagens: obtenção rápida dos efeitos do fármaco (escopolamina + dipirona) que pode ser administrado em grande volume, com maior precisão e com a certeza de uma obtenção de resultados mais seguro, pois, neste caso os pacientes estavam com intoxicação alimentar, diferentemente da administração pela via oral (enteral).
Desvantagem: quando mal administradas pode haver riscos de embolia (bolhas de ar nos vasos sanguíneos), infecções por contaminação e extravasamento de medicamento para o espaço intersticial, desencadeando lesões no paciente.

c) A escolha da via de administração de um fármaco depende de fatores como: rapidez na ação da droga, efeito local e sistêmico, propriedades da droga e da forma farmacêutica, idade do paciente, conveniência para o paciente, quantidade administrada, velocidade de absorção e distribuição, pico e tempo de ação ou efeito do fármaco, duração do tratamento, particularidades inerentes ao paciente e cuidador (no caso de crianças), entre outros. Neste caso foi escolhido a administração via intravenosa pelo fato da urgência da situação e pela quantidade de fármaco que podê ser disponibilizado para cada paciente infectado, além de que o principal fato era que alguns pacientes estavam com intoxicação alimentar o que dificulta a administração via oral, pois, os pacientes com intoxicação alimentar apresentam vômito e diarreia, o que faz com que o fármaco não tenha efeito se administrado via oral.

O fármaco (escopolamina + dipirona) é uma associação medicamentosa para uso oral e injetável, neste caso o fármaco foi administrado via intravenosa. É composta de um antiespasmódico butilbrometo de escopolamina e um analgésico, dipirona. O butilbrometo de escopolamina exerce um efeito espasmolítico na musculatura lisa do trato gastrintestinal, das vias biliares e geniturinária. Como um derivado de amônia quaternária o butilbrometo de escopolamina não atravessa o sistema nervoso central, portanto, não ocorrem efeitos colaterais sobre o sistema nervoso central. A ação anticolinérgica periférica resulta de uma ação bloqueadora ganglionar na parede visceral e de sua atividade antimuscarínica e a dipirona apresenta importantes propriedades analgésicas, antipiréticas, espasmolíticas e antiflogísticas.

a) Farmacocinética: Absorção: é de 100% e direta, pois, foi administrada via intravenosa, ou seja, diretamente na corrente sanguínea (parenteral). Distribuição: após administração intravenosa o fármaco é rapidamente depurada do plasma durante os primeiros 10 minutos, com uma meia-vida de 2 - 3 minutos e o volume de distribuição é de 128L. Biotransformação ou metabolismo: a principal rota metabólica da escopolamina é a hidrólise da ligação éstero já o principal metabólito da dipirona, 4-MAA, é metabolizado por oxidação e demetilação que são seguidas por acetilação para 4-formilaminoantipirina (4-FAA), 4-aminoantipirina (4-AA) e 4-acetilaminoantipirina (4-AcAA). Excreção: no homem sadio a meia-vida de eliminação da escopolamina é de cerca de 5 horas e a depuração total é de 1,2 L/min. Estudos clínicos com a escopolamina marcada com radioisótopo mostram que após a injeção intravenosa, 42 a 61% da dose radioativa é excretada na urina e 28,3 a 37% nas fezes. Já a Dipirona tem mais de 90% da dose excretada na urina dentro de 7 dias. Obs. As crianças eliminam os metabólitos mais rapidamente que adultos.

b) Vantagens: obtenção rápida dos efeitos do fármaco (escopolamina + dipirona) que pode ser administrado em grande volume, com maior precisão e com a certeza de uma obtenção de resultados mais seguro, pois, neste caso os pacientes estavam com intoxicação alimentar, diferentemente da administração pela via oral (enteral).
Desvantagem: quando mal administradas pode haver riscos de embolia (bolhas de ar nos vasos sanguíneos), infecções por contaminação e extravasamento de medicamento para o espaço intersticial, desencadeando lesões no paciente.

c) A escolha da via de administração de um fármaco depende de fatores como: rapidez na ação da droga, efeito local e sistêmico, propriedades da droga e da forma farmacêutica, idade do paciente, conveniência para o paciente, quantidade administrada, velocidade de absorção e distribuição, pico e tempo de ação ou efeito do fármaco, duração do tratamento, particularidades inerentes ao paciente e cuidador (no caso de crianças), entre outros. Neste caso foi escolhido a administração via intravenosa pelo fato da urgência da situação e pela quantidade de fármaco que podê ser disponibilizado para cada paciente infectado, além de que o principal fato era que alguns pacientes estavam com intoxicação alimentar o que dificulta a administração via oral, pois, os pacientes com intoxicação alimentar apresentam vômito e diarreia, o que faz com que o fármaco não tenha efeito se administrado via oral.

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Vitoria Ferreira

Há mais de um mês

A) A farmacocinética do fármaco irá ocorrer diretamente na corrente sanguínea.

B) Principais vantagens: o fármaco irá agir diretamente e, automaticamente mais rápido na corrente sanguínea. Esta via é vantajosa também por ser administrado volumes grandes de medicamento. Sendo esta via a mais escolhida para urgências. Desvantagens: Facilidade de intoxicação, acidentes tromboembólicos. 

C) essa vou ficar devendo rs

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes