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O metodo de constelação familiar é eficaz para o sistema judiciário brasileiro?


2 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Carlos Eduardo Ferreira de Souza Verified user icon

Há mais de um mês

Constelação familiar é um método terapêutico desenvolvido pelo estudioso alemão Bert Hellinger, que consiste no mapeamento e tratamento de questões que envolvem o emaranhado familiar. Se trata de um conceito afeto ao ramo da psicologia, razão pela qual não adentraremos em detalhes.

Quanto à eficácia da técnica no Direito brasileiro, ainda não temos um posicionamento sólido dos tribunais superiores, mas alguns tribunais ordinários já aplicam o método de constelação familiar, antes das audiências de conciliação e/ou mediação, para pacificação dos conflitos familiares e melhora das relações entre os membros daquela família, viabilizando um melhor resultado na obtenção de uma solução que atenda da maneira menos prejudicial todos os interesses antagônicos envolvidos.

Segue material do Passei Direto que aprofunda bem o assunto: https://www.passeidireto.com/arquivo/37152740/mediacao-conciliacao-e-constelacao-familiar

Constelação familiar é um método terapêutico desenvolvido pelo estudioso alemão Bert Hellinger, que consiste no mapeamento e tratamento de questões que envolvem o emaranhado familiar. Se trata de um conceito afeto ao ramo da psicologia, razão pela qual não adentraremos em detalhes.

Quanto à eficácia da técnica no Direito brasileiro, ainda não temos um posicionamento sólido dos tribunais superiores, mas alguns tribunais ordinários já aplicam o método de constelação familiar, antes das audiências de conciliação e/ou mediação, para pacificação dos conflitos familiares e melhora das relações entre os membros daquela família, viabilizando um melhor resultado na obtenção de uma solução que atenda da maneira menos prejudicial todos os interesses antagônicos envolvidos.

Segue material do Passei Direto que aprofunda bem o assunto: https://www.passeidireto.com/arquivo/37152740/mediacao-conciliacao-e-constelacao-familiar

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Philipe

Há mais de um mês

As Varas de Família estão conseguindo aumentar, nas audiências, seus índices de conciliação em processos judiciais com o uso da constelação familiar.

A técnica psicoterapêutica criada pelo alemão Bert Hellinger, usada no Poder Judiciário de pelo menos 16 estados,  mostra-se eficaz quando o assunto é disputa de guarda de crianças, alienação parental, inventários e pensão alimentícia. Para os juízes, que têm se capacitado para aplicá-la, permite que a Justiça ofereça outras soluções ao litígio que não somente a sentença. Mais do que isso, permite que o conflito seja devolvido aos seus donos, para que eles próprios possam entendê-lo e buscar a pacificação.

“Uma Justiça que preza pelo humanismo”: é assim que o juiz Yulli Roter, da Vara Cível de Família e Sucessões da comarca de União dos Palmares, que fica a cerca de uma hora e meia de Maceió, define o uso da constelação familiar no Poder Judiciário. O juiz começou a aplicar a constelação familiar em 2014, em um caso grave de ato infracional cometido por um adolescente: um estupro de uma criança de quatro anos.

No decorrer do processo, foi revelado que o adolescente que cometeu o ato de abuso também havia sido vítima do mesmo crime quando criança. “Me dei conta da complexidade do caso; passei a buscar outros métodos que não oferecessem apenas a sentença como solução dos conflitos”, diz Roter.

Depois de fazer uma formação em constelação estrutural em uma instituição de Caxias do Sul/RS, o juiz passou a aplicar técnicas que define como “pequenos movimentos sistêmicos”, sem alterar muito a rotina da audiência judicial. Ele faz perguntas que levam às partes a refletirem qual o sentido daquele processo em sua vida e se aquele conflito não é uma repetição do que ocorreu com seus pais.

“A intenção não é fazer terapia, mas conciliação”, ressalta Roter. Assim, espera descobrir apenas algumas “camadas” sobre a origem do conflito para conseguir o acordo no processo. “Se a pessoa quiser pesquisar mais a fundo a respeito, aí precisa fazer uma terapia”, diz.  

Com a técnica, o juiz passou a obter alto índice de conciliação: somente no último trimestre de 2017 foram realizadas 31 audiências em processos envolvendo disputas familiares e apenas em um deles não foi possível a conciliação. Em uma delas, a ação era uma cobrança de dívida entre irmãos e, durante a constelação, veio à tona que o problema não era o dinheiro, mas que o irmão mais novo não respeitava o mais velho.

Esse fato fere o princípio da hierarquia que, de acordo com a teoria da constelação familiar, é necessário para estabelecer a harmonia da família. Ao final da audiência, o irmão mais velho decidiu retirar a ação de cobrança e o processo foi extinto.

“A raiva e a mágoa impedem a conciliação. Com a constelação, o conflito passa a não ser mais visto como um vilão, mas uma oportunidade de autocompreensão: a audiência transcorre mais leve e sem brigas”, diz o magistrado.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas