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Como a cultura pode interferir no plano biologico?


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Ruth Lima

Há mais de um mês

A cultura pode interferir na satisfação das necessidades fisiológicas básicas e também em diversos outros aspectos biológicos, podendo até mesmo decidir sobre a vida e a morte dos membros do sistema, dependendo do quão grande é a fé desses membros em sua cultura. Um exemplo é o da tribo Kaingang. Muitos membros, após perceberem que seus esforços contra a sociedade branca que invadiu suas terras para construir a estrada de ferro Noroeste eram em vão, se suicidaram, pois não aguentaram serem removidos de seu ambiente natural e levados para outro lugar e terem sido inseridos em uma cultura totalmente diferente da deles.

Tribo Kaigang

Há também um exemplo de interferência da cultura no plano biológico sobre a etnografia africana, na qual a vítima acredita tão veementemente  no poder do mágico e da sua magia, que realmente morrem.

Além disso, há outro campo que tem sido bastante estudado, que é o das doenças psicossomáticas, que são fortemente influenciadas pelos padrões culturais, como quando alguém acredita que a combinação de leite com manga faz mal ao estômago, e por acreditar, acaba se sentindo mal.

Em cada cultura podemos observar os diferentes horários que as pessoas sentem fome. Como no Brasil, onde estamos condicionados a sentir fome ao meio-dia.

A cultura também é capaz de promover a cura de doenças reais ou imaginárias, pois a fé do doente na eficácia do remédio ou no poder de agentes culturais, faz com que estes o curem. Como é o caso dos rituais de cura realizados por xamãs de tribos da nossa sociedade. O xamã realiza um ritual com danças, cantos e a defumação do paciente com o cigarro do líder. Os membros da tribo acreditam tanto no poder do xamã, que ao final da sessão se sentem melhores, na maioria das vezes curados.

Xamã realizando ritual de cura

Como podemos ver, há inúmeros casos onde podemos ver a forte crença dos membros de uma comunidade pela sua cultura, ou seja, ela (a cultura) pode ter uma influência, às vezes inacreditável, sobre seus seguidores.

Os indivíduos participam diferentemente de sua cultura

A cultura de um povo é sempre muito ampla, então nenhuma pessoa é capaz de participar de todos os elementos de sua cultura, muito menos exatamente do mesmo jeito que outra pessoa participa.

Isso ocorre devido a variados motivos, como por exemplo, a idade, que pode ser um determinante de ordem cronológica, onde podemos citar um exemplo de que uma criança não está apta para exercer atividades de adultos, ou de que um idoso não pode realizar determinadas tarefas, devido falta de agilidade ou incapacidade física; ou de ordem cultural, onde o exemplo seria de que um jovem não pode dirigir livremente, não pode assistir a determinado tipo de filme ou ser preso antes dos 18 anos. Essa restrição causada pela idade gera muitas controvérsias, pois um jovem com 17 anos e 11 meses pode ter a mesma maturidade que um jovem de 18, mas devido às leis de ordem cultural, não pode exercer as mesma funções que este por causa de 1 mês de diferença de idade.

Além disso, é importante ressaltar novamente que qualquer que seja a sociedade, não existe a possibilidade de um indivíduo dominar todos os aspectos da sua cultura, pois ninguém é perfeitamente socializado. Porém, é necessário que o indivíduo participe ‘minimamente’ do conhecimento da cultura, sabendo agir em determinadas situações e também como prever o comportamento dos outros para poder viver em harmonia com o resto da comunidade. Frases como ‘obrigado’ ou  ‘por favor’, são exemplos de ações simples, mas que fazem a diferença na convivência do dia-a-dia.

Um médico não tem o mesmo conhecimento sobre plantio que um lavrador tem, e este desconhece as funções de um médico, mas os dois participam da sua  cultura e contribuem para o crescimento de sua sociedade. Deste modo, podemos concluir que nenhum membro de qualquer sociedade saberá como participar inteiramente de sua cultura, mas que pode, e deve, contribuir para a boa convivência do jeito que puder.

A cultura pode interferir na satisfação das necessidades fisiológicas básicas e também em diversos outros aspectos biológicos, podendo até mesmo decidir sobre a vida e a morte dos membros do sistema, dependendo do quão grande é a fé desses membros em sua cultura. Um exemplo é o da tribo Kaingang. Muitos membros, após perceberem que seus esforços contra a sociedade branca que invadiu suas terras para construir a estrada de ferro Noroeste eram em vão, se suicidaram, pois não aguentaram serem removidos de seu ambiente natural e levados para outro lugar e terem sido inseridos em uma cultura totalmente diferente da deles.

Tribo Kaigang

Há também um exemplo de interferência da cultura no plano biológico sobre a etnografia africana, na qual a vítima acredita tão veementemente  no poder do mágico e da sua magia, que realmente morrem.

Além disso, há outro campo que tem sido bastante estudado, que é o das doenças psicossomáticas, que são fortemente influenciadas pelos padrões culturais, como quando alguém acredita que a combinação de leite com manga faz mal ao estômago, e por acreditar, acaba se sentindo mal.

Em cada cultura podemos observar os diferentes horários que as pessoas sentem fome. Como no Brasil, onde estamos condicionados a sentir fome ao meio-dia.

A cultura também é capaz de promover a cura de doenças reais ou imaginárias, pois a fé do doente na eficácia do remédio ou no poder de agentes culturais, faz com que estes o curem. Como é o caso dos rituais de cura realizados por xamãs de tribos da nossa sociedade. O xamã realiza um ritual com danças, cantos e a defumação do paciente com o cigarro do líder. Os membros da tribo acreditam tanto no poder do xamã, que ao final da sessão se sentem melhores, na maioria das vezes curados.

Xamã realizando ritual de cura

Como podemos ver, há inúmeros casos onde podemos ver a forte crença dos membros de uma comunidade pela sua cultura, ou seja, ela (a cultura) pode ter uma influência, às vezes inacreditável, sobre seus seguidores.

Os indivíduos participam diferentemente de sua cultura

A cultura de um povo é sempre muito ampla, então nenhuma pessoa é capaz de participar de todos os elementos de sua cultura, muito menos exatamente do mesmo jeito que outra pessoa participa.

Isso ocorre devido a variados motivos, como por exemplo, a idade, que pode ser um determinante de ordem cronológica, onde podemos citar um exemplo de que uma criança não está apta para exercer atividades de adultos, ou de que um idoso não pode realizar determinadas tarefas, devido falta de agilidade ou incapacidade física; ou de ordem cultural, onde o exemplo seria de que um jovem não pode dirigir livremente, não pode assistir a determinado tipo de filme ou ser preso antes dos 18 anos. Essa restrição causada pela idade gera muitas controvérsias, pois um jovem com 17 anos e 11 meses pode ter a mesma maturidade que um jovem de 18, mas devido às leis de ordem cultural, não pode exercer as mesma funções que este por causa de 1 mês de diferença de idade.

Além disso, é importante ressaltar novamente que qualquer que seja a sociedade, não existe a possibilidade de um indivíduo dominar todos os aspectos da sua cultura, pois ninguém é perfeitamente socializado. Porém, é necessário que o indivíduo participe ‘minimamente’ do conhecimento da cultura, sabendo agir em determinadas situações e também como prever o comportamento dos outros para poder viver em harmonia com o resto da comunidade. Frases como ‘obrigado’ ou  ‘por favor’, são exemplos de ações simples, mas que fazem a diferença na convivência do dia-a-dia.

Um médico não tem o mesmo conhecimento sobre plantio que um lavrador tem, e este desconhece as funções de um médico, mas os dois participam da sua  cultura e contribuem para o crescimento de sua sociedade. Deste modo, podemos concluir que nenhum membro de qualquer sociedade saberá como participar inteiramente de sua cultura, mas que pode, e deve, contribuir para a boa convivência do jeito que puder.

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