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Audiência de Custódia: é um direito na sua opinião?


4 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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DLRV Advogados Verified user icon

Há mais de um mês

Sim. A audiência de custódia é prevista em diversos tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário.

A art. 7º., 5, do Pacto de São Jose da Costa Rica ou a Convenção Americana sobre Direitos Humanos reza: "Toda pessoa presa, detida ou retida deve ser conduzida, sem demora, à presença de um juiz ou outra autoridade autorizada por lei a exercer funções judiciais e tem o direito de ser julgada em prazo razoável ou de ser posta em liberdade, sem prejuízo de que prossiga o processo. Sua liberdade pode ser condicionada a garantias que assegurem o seu comparecimento em juízo."

No mesmo sentido, o art. 9º, 3 e 4, do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos de Nova York:

"3. Qualquer pessoa presa ou encarcerada em virtude de infração penal deverá ser conduzida, sem demora, à presença do juiz ou de outra autoridade habilitada por lei a exercer funções judiciais e terá o direito de ser julgada em prazo razoável ou de ser posta em liberdade. A prisão preventiva de pessoas que aguardam julgamento não deverá constituir a regra geral, mas a soltura poderá estar condicionada a garantias que assegurem o comparecimento da pessoa em questão à audiência, a todos os atos do processo e, se necessário for, para a execução da sentença.

4. Qualquer pessoa que seja privada de sua liberdade por prisão ou encarceramento terá o direito de recorrer a um tribunal para que este decida sobre a legislação de seu encarceramento e ordene sua soltura, caso a prisão tenha sido ilegal."

A CNJ, na resolução de nº 213, resolveu, em seu artigo 1º:

"Art. 1º Determinar que toda pessoa presa em flagrante delito, independentemente da motivação ou natureza do ato, seja obrigatoriamente apresentada, em até 24 horas da comunicação do flagrante, à autoridade judicial competente, e ouvida sobre as circunstâncias em que se realizou sua prisão ou apreensão."

Sim. A audiência de custódia é prevista em diversos tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário.

A art. 7º., 5, do Pacto de São Jose da Costa Rica ou a Convenção Americana sobre Direitos Humanos reza: "Toda pessoa presa, detida ou retida deve ser conduzida, sem demora, à presença de um juiz ou outra autoridade autorizada por lei a exercer funções judiciais e tem o direito de ser julgada em prazo razoável ou de ser posta em liberdade, sem prejuízo de que prossiga o processo. Sua liberdade pode ser condicionada a garantias que assegurem o seu comparecimento em juízo."

No mesmo sentido, o art. 9º, 3 e 4, do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos de Nova York:

"3. Qualquer pessoa presa ou encarcerada em virtude de infração penal deverá ser conduzida, sem demora, à presença do juiz ou de outra autoridade habilitada por lei a exercer funções judiciais e terá o direito de ser julgada em prazo razoável ou de ser posta em liberdade. A prisão preventiva de pessoas que aguardam julgamento não deverá constituir a regra geral, mas a soltura poderá estar condicionada a garantias que assegurem o comparecimento da pessoa em questão à audiência, a todos os atos do processo e, se necessário for, para a execução da sentença.

4. Qualquer pessoa que seja privada de sua liberdade por prisão ou encarceramento terá o direito de recorrer a um tribunal para que este decida sobre a legislação de seu encarceramento e ordene sua soltura, caso a prisão tenha sido ilegal."

A CNJ, na resolução de nº 213, resolveu, em seu artigo 1º:

"Art. 1º Determinar que toda pessoa presa em flagrante delito, independentemente da motivação ou natureza do ato, seja obrigatoriamente apresentada, em até 24 horas da comunicação do flagrante, à autoridade judicial competente, e ouvida sobre as circunstâncias em que se realizou sua prisão ou apreensão."

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orlando silva

Há mais de um mês

No meu modo de pensar seria mais uma garantia que um direito, que sera exercido pelo estado juiz em decidir se irá abarrotar ainda mais o sistema penal ou optará na forma legal e dependo do caso de aplicar medidas cautelares, evitando por exemplo de manter alguem no carcere  com menor ofensivo e segregando os mais periculosos, fazendo jus a etica da justiça. 

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George Augusto Lima

Há mais de um mês

Concordo com o colega, Orlando Silva, não tenho conhecimento de estar expresso no nosso ordenamento jurídico, um tempo determinado para apresentação do acusado à autoridade judicial, apenas que seja apresentado com a maior brevidade possível, conforme recomendação do CNJ, este por sua vez indo buscar essa diretriz no Pacto de São José da Costa Rica, ao qual o Brasil é signatário.
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George Augusto Lima

Há mais de um mês

Portanto, vejo mais como uma garantia como um direito posto.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas