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Resumo livro A Politica de Aristóteles

Alguem tem ai o resumo do Livro IV e VI do livro A Politica de Aristoteles ???

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Haydley Branco

O autor inicia sua obra, no primeiro livro, tratando a respeito da cidade e de seus elementos constitutivos, onde mostra as formas diferentes de autoridade existentes na sociedade da época. A respeito da cidade, o autor diz que "... é como uma associação, e que qualquer associação é formada tendo em vista algum bem, pois o homem luta apenas pelo que ele considera um bem." (11) Isso resulta que se todas as associações objetivam um certo bem, ou lucro, é na cidade ou sociedade política que isso se encontrará.

Sobre os elementos constitutivos da cidade, o autor mostra sua visão hierárquica da sociedade, "alguns seres, quando nascem, estão destinados a obedecer; outros a mandar" (17), onde a pólis deveria levar em consideração a natureza de cada ser, a divisão que a natureza impõe. "Aquele que a si mesmo não pertence,porém pertence a outro, e, contudo, é um homem, esse é naturalmente escravo." (17) O autor define as pessoas pelas funções sociais, onde a mulher e o escravo possuem valor inferior na sociedade; a mulher seria a procriadora e o escravo o trabalhador. Aliás, sua visão da mulher não era das melhores. Na reprodução, a mulher é passiva e recebe, enquanto o homem é ativo e semeia. Dessa forma as características seriam predominantemente do pai. "O homem livre manda no escravo de modo diverso daquele do marino na mulher, do pai no filho. Os elementos da alma estão em cada um desses seres, porém em graus diversos. O escravo é inteiramente destituído da faculdade de querer, a mulher possui-a, porém fraca; a do filho não é completa." (33)

Sobre a propriedade e a conquista de bens, "... a natureza não realiza nada em vão e sem objetivos, é evidente que ela deve tê-lo feito para o bem da espécie humana,"(24) "...a arte da guerra é (...) um meio natural de conquista..." (24). A respeito da economia da época, no tocante à ciência da riqueza , o autor defende o uso da moeda pela facilidade do transporte, determina que "... assim como a política não faz os homens e sim os utiliza assim como a natureza os fez, igualmente é necessário que a natureza lhes forneça, (...) os primeiros alimentos." (28), e condena a usura: "muito justamente repugna-nos a usura, pois procura uma riqueza que não advém da própria moeda, que deixa assim de aplicar-se ao fim para qual foi criada. (...) o lucro é o dinheiro do dinheiro: se esta é, de quantas aquisições existam, a mais em desacordo com a natureza." (29)

No segundo livro, o autor faz críticas às teorias de Platão e discorda das idéias de Sócrates, analisa as constituições de outros Estados, em um exercício comparativo, descrevendo os regimes políticos existentes em diferentes governos.

Sobre a República, de Sócrates , o autor refere-se que "... apenas cuida de maneira precisa de certas questões bem reduzidas a respeito da comunidade das mulheres e das crianças, como deve ser estabelecida a propriedade e a ordem que deve reger a administração estatal." (48) Completa o autor: "... diz muito pouco do governo propriamente dito..." (48), "os diálogos de Sócrates são, portanto, elevados, muito elegantes, cheios de originalidade e de pesquisas profundas; contudo, é difícil, talvez, que tudo neles seja igualmente belo." (49) "Omitiu-se nas leis referente aos magistrados..." (50).

Na crítica à forma de Estado idealizada por Mileto,define o autor: "Eis a razão pela qual não é fácil de imediato o projeto de Hipodamos, se é certo que é nociva a modificação das leis; pois sempre existem homens que propõem a abolição das leis e da constituição, como sendo uma melhoria para todos os cidadãos." (59) Sobre esta modificação de leis proposta por Mileto, o autor compara com as artes e a recrimina, "não constitui a mesma coisa trocar as artes ou as leis. A lei apenas tem força para se fazer obedecer no hábito, e o hábito forma-se somente com o tempo, com os anos. Desse modo, modificar com facilidade as leis que existem por outras novas é debilitar a sua mesma força." (60)

Sobre os inconvenientes da realeza na Lacedemônia, o autor critica que "... o legislador chegou a um resultado inteiramente diverso do interesse geral: fez o Estado pobre e o particular rico e ambicioso." (66)

Sobre a constituição do Estado Cretense, o autor refere-se que " A irresponsabilidade e o poder vitalício são-lhes privilégios exorbitantes" (69), "...provou de sobejo a fraqueza de suas leis" (70), "... Creta deve apenas à sua posição marítima a sua salvação." (69)

Já em relação aos cartagineses, o autor faz elogios a constituição política, porém com algumas ressalvas: "... acha-se um grande número de ótimas leis; e o que demonstra a sabedoria de sua constituição é que ela sempre mantém a mesma forma, (...), jamais nela se viu uma revolução ou tirano." (70) " Deve-se, entretanto, ver essa alteração dos princípios da aristocracia como uma falha do legislador. (...) pois essa lei mais valor dá a riqueza do que ao merecimento, e faz nascer em todos os cidadãos o amor pelo dinheiro." (70/71)

No terceiro livro, o autor refere-se à cidade e ao cidadão, diferenciando o perfeito do imperfeito, e também da divisão e natureza dos diferentes tipos de governos que existiam na época.

A respeito do conceito de cidadão e cidade tem-se que "... sendo a cidade algo tanto complexo, tanto quanto outro sistema formado de elementos ou de partes, é necessário, por certo, saber antes do mais o que é um cidadão. Pois a cidade é uma porção de cidadãos, e sendo assim é necessário estudar o que representa um cidadão, e a quem é preciso dar esse nome." (77) "Em uma palavra, cidadão é o que pode ser juiz e magistrado." (78); "... é o que possui participação legal na autoridade deliberativa, e na autoridade judiciária..." (78). Por fim, a cidade seria a "... multidão de cidadãos capaz de ser suficiente a si própria, e de conseguir, de modo geral, quanto seja necessária à sua existência." (79)

Sobre a diferença do cidadão perfeito e imperfeito, o autor coloca que a virtude está relacionada ao tipo de governo que se deseja, "... a salvação da comunidade é a ocupação de todos os cidadãos, seja qual for a diferença que exista entre eles. Ora, o que constitui a comunidade é a forma de...

 

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