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alguém tem a resenha ou resumo do texto CAPITALISMO MONOPOLISTA, J. NETO ?


4 resposta(s)

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Vera Lúcia Felicio MH

Há mais de um mês

SERVIÇO SOCIAL E CAPITALISMO MONOPOLISTA

 

 

"Pensar o Serviço Social na contemporaneidade requer os olhos abertos para o mundo contemporâneo para decifrá-lo e participar da sua criação. Um dos maiores desafios que o Assistente Social vive no presente é desenvolver sua capacidade de decifrar a realidade e construir propostas de trabalho criativas e capazes de preservar e efetivar direitos, a partir de demandas emergentes no cotidiano. Nós assistentes sociais temos ousado sonhar, lutar, resistir e apostar na história, construindo o futuro no presente".
Marilda Vilela Iamamoto (1997)
 
SERVIÇO SOCIAL E CAPITALISMO MONOPOLISTA
 
 
O Capitalismo dos Monopólios é a fase que sucede a fase do capitalismo concorrencial, nesta fase é necessária uma “exportação dos capitais”. Neste, ocorre a centralização e concentração ainda maior do capital. Aumentando a exploração, alienação, o “exército industrial de reserva”, a desigualdade e exclusão social. Esta época é a de agudizamento de todas as contradições inerentes ao sistema: contradições entre a relação Capital e o Trabalho, agravando e agudizando assim as expressões da “questão social”.
As reflexões do Capitalismo Monopolista nas relações sociais são pífias, levando a sociedade e o mundo à barbárie, como por exemplo: 1ª e 2ª guerra mundial, a crise econômica, exploração de países periféricos, guerra do Vietnam, holocausto, nazismo, fascismo etc. O Estado tem como função na era Imperialista, ser apenas um “comitê executivo” da burguesia, atendendo e favorecendo sempre a esta. Nas suas contradições e dinâmicas a classe dominante captura o Estado, esse passa a ser seu (da burguesia) e busca através do jogo democrático, a falsa democracia para se legitimar politicamente e ideologicamente. Em suma podemos dizer que nesta sociedade, o Estado opera para dar condições necessárias à acumulação e à valorização do capital monopolista.        Conforme a ordem monopólica vai invadindo o universo dos indivíduos e da sociedade como um todo, surgem propostas para redefinições de características pessoais e como estratégias e terapias de ajustamento, partindo desse processo, o Serviço Social vai emergindo, e para atender as demandas daquela conjuntura, tinha uma atividade bastante funcionalista de “ajustar” o indivíduo ao meio.
O Serviço Social como profissão, está atrelado ao surgimento da “questão social”, orientado com condutas assistencialistas e filantrópicas, com um “alicerce” da doutrina social da Igreja Católica, ou seja, surge como resposta ao acirramento das contradições capitalistas em sua fase monopolista, para o “controle” da classe trabalhadora e a legitimação dos setores dominantes e do Estado. O serviço Social surge e se consolida com a ordem monopólica, estando relacionado também com as mazelas próprias à ordem burguesa. Sendo assim, esta profissão só  se torna compreensível e histórica no âmbito da sociedade burguesa, á altura do capitalismo monopolista.
A Política Social, um dos principais meios de intervenção nas expressões da “questão social”, sendo fruto da capacidade de mobilização e organização da classe operária e do conjunto de trabalhadores, que o Estado atende a demanda como estratégia também para reproduzir e manter o sistema atual, preservando e controlando a mercadoria mais preciosa para o modo de produção capitalista, que é a força de trabalho. É como se desse "com uma mão, para tirar com a outra". A Política Social pode ser entendida também como um acordo entre a burguesia e a classe operária, por que ao mesmo tempo em que atende necessidades imediatas da classe operária, ela fragmenta e fragiliza a organização da classe operária e legitima o Estado Burguês. E com a ideologia neoliberal, que só fortalece o sistema capitalista, a perspectiva de cupabilização do sujeito é cada vez mais utilizada, descartando a conjuntura e fragilidade do próprio sistema, que em sua contradição, produz riqueza excedente, porém esta fica concentrada e centralizada nas mãos de poucos, enquanto muitos ficam “as margens” do sistema.
 
 
REFERÊNCIAS
 
ALMEIDA, Bernadete de Lourdes Figueiredo de. A Emersão e o Trato da “Questão Social”: do âmbito do privado a sua estatização. João Pessoa/PB: UFPB/ CCHLA/ DSS, 2007 (versão revisada)
MANDEL, Ernest. Introdução ao Marxismo. Tradução de Mariano Soares. Porto Alegre: Editora Movimento, 1982
NETTO, José Paulo. Capitalismo Monopolista e Serviço Social. São Paulo: Cortez, 1992.

 

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SERVIÇO SOCIAL E CAPITALISMO MONOPOLISTA

 

 

"Pensar o Serviço Social na contemporaneidade requer os olhos abertos para o mundo contemporâneo para decifrá-lo e participar da sua criação. Um dos maiores desafios que o Assistente Social vive no presente é desenvolver sua capacidade de decifrar a realidade e construir propostas de trabalho criativas e capazes de preservar e efetivar direitos, a partir de demandas emergentes no cotidiano. Nós assistentes sociais temos ousado sonhar, lutar, resistir e apostar na história, construindo o futuro no presente".
Marilda Vilela Iamamoto (1997)
 
SERVIÇO SOCIAL E CAPITALISMO MONOPOLISTA
 
 
O Capitalismo dos Monopólios é a fase que sucede a fase do capitalismo concorrencial, nesta fase é necessária uma “exportação dos capitais”. Neste, ocorre a centralização e concentração ainda maior do capital. Aumentando a exploração, alienação, o “exército industrial de reserva”, a desigualdade e exclusão social. Esta época é a de agudizamento de todas as contradições inerentes ao sistema: contradições entre a relação Capital e o Trabalho, agravando e agudizando assim as expressões da “questão social”.
As reflexões do Capitalismo Monopolista nas relações sociais são pífias, levando a sociedade e o mundo à barbárie, como por exemplo: 1ª e 2ª guerra mundial, a crise econômica, exploração de países periféricos, guerra do Vietnam, holocausto, nazismo, fascismo etc. O Estado tem como função na era Imperialista, ser apenas um “comitê executivo” da burguesia, atendendo e favorecendo sempre a esta. Nas suas contradições e dinâmicas a classe dominante captura o Estado, esse passa a ser seu (da burguesia) e busca através do jogo democrático, a falsa democracia para se legitimar politicamente e ideologicamente. Em suma podemos dizer que nesta sociedade, o Estado opera para dar condições necessárias à acumulação e à valorização do capital monopolista.        Conforme a ordem monopólica vai invadindo o universo dos indivíduos e da sociedade como um todo, surgem propostas para redefinições de características pessoais e como estratégias e terapias de ajustamento, partindo desse processo, o Serviço Social vai emergindo, e para atender as demandas daquela conjuntura, tinha uma atividade bastante funcionalista de “ajustar” o indivíduo ao meio.
O Serviço Social como profissão, está atrelado ao surgimento da “questão social”, orientado com condutas assistencialistas e filantrópicas, com um “alicerce” da doutrina social da Igreja Católica, ou seja, surge como resposta ao acirramento das contradições capitalistas em sua fase monopolista, para o “controle” da classe trabalhadora e a legitimação dos setores dominantes e do Estado. O serviço Social surge e se consolida com a ordem monopólica, estando relacionado também com as mazelas próprias à ordem burguesa. Sendo assim, esta profissão só  se torna compreensível e histórica no âmbito da sociedade burguesa, á altura do capitalismo monopolista.
A Política Social, um dos principais meios de intervenção nas expressões da “questão social”, sendo fruto da capacidade de mobilização e organização da classe operária e do conjunto de trabalhadores, que o Estado atende a demanda como estratégia também para reproduzir e manter o sistema atual, preservando e controlando a mercadoria mais preciosa para o modo de produção capitalista, que é a força de trabalho. É como se desse "com uma mão, para tirar com a outra". A Política Social pode ser entendida também como um acordo entre a burguesia e a classe operária, por que ao mesmo tempo em que atende necessidades imediatas da classe operária, ela fragmenta e fragiliza a organização da classe operária e legitima o Estado Burguês. E com a ideologia neoliberal, que só fortalece o sistema capitalista, a perspectiva de cupabilização do sujeito é cada vez mais utilizada, descartando a conjuntura e fragilidade do próprio sistema, que em sua contradição, produz riqueza excedente, porém esta fica concentrada e centralizada nas mãos de poucos, enquanto muitos ficam “as margens” do sistema.
 
 
REFERÊNCIAS
 
ALMEIDA, Bernadete de Lourdes Figueiredo de. A Emersão e o Trato da “Questão Social”: do âmbito do privado a sua estatização. João Pessoa/PB: UFPB/ CCHLA/ DSS, 2007 (versão revisada)
MANDEL, Ernest. Introdução ao Marxismo. Tradução de Mariano Soares. Porto Alegre: Editora Movimento, 1982
NETTO, José Paulo. Capitalismo Monopolista e Serviço Social. São Paulo: Cortez, 1992.

 

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