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Qual a diferença entre vícios da vontade (ou consentimento) e vícios sociais e o que compreende cada um deles?

Introdução ao Direito I

Humanas / Sociais


2 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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DLRV Advogados Verified user icon

Há mais de um mês

Os vícios de vontade ou do consentimento são vícios que acometem a vontade, repercutindo na validade do negócio celebrado.

Um dos contratantes é prejudicado pois, de alguma forma, a manifestação de vontade não corresponde com seu íntimo e verdadeiro querer.

São vícios da vontade:

  • o erro;
  • o dolo;
  • a coação;
  • o estado de perigo; e
  • a lesão.

No erro, o contratante, sozinho, tem uma falsa noção da realidade sobre determinado objeto.

Há dolo quando o sujeito é induzido por outra pessoa a erro.

Há coação quando determinada pessoa sofre constrangimento, feito por meio de ameaça com intuito de que ela pratique um negócio jurídico contra sua vontade. 

Estado de perigo é quando alguém, premido de necessidade de se salvar ou a outra pessoa de grave dano conhecido pela outra parte, assume obrigação excessivamente onerosa. 

Lesão ocorre quando determinada pessoa, sob premente necessidade ou por inexperiência, se obriga a prestação manifestadamente desproporcional ao valor da prestação oposta.

Os vícios sociais têm por definição a distorção na intenção do agente na realização do negócio jurídico com finalidade de burlar interesses de terceiros, e prejudicar o meio social. Neste, há ato contrário à boa-fé ou à lei, prejudicando terceiros.

Estes vícios possuem duas modalidades:

  • a fraude contra credores; e
  • a simulação.

A fraude contra credores existirá sempre que, aquele que estiver em estado de insolvência ou esteja em iminência de se tornar insolvente, dispor de seus bens com a finalidade de frustrar interesses de terceiros.

A simulação consiste na declaração enganosa da verdade, visando alcançar efeito diverso daquele declarado no negócio jurídico.

Os vícios de vontade ou do consentimento são vícios que acometem a vontade, repercutindo na validade do negócio celebrado.

Um dos contratantes é prejudicado pois, de alguma forma, a manifestação de vontade não corresponde com seu íntimo e verdadeiro querer.

São vícios da vontade:

  • o erro;
  • o dolo;
  • a coação;
  • o estado de perigo; e
  • a lesão.

No erro, o contratante, sozinho, tem uma falsa noção da realidade sobre determinado objeto.

Há dolo quando o sujeito é induzido por outra pessoa a erro.

Há coação quando determinada pessoa sofre constrangimento, feito por meio de ameaça com intuito de que ela pratique um negócio jurídico contra sua vontade. 

Estado de perigo é quando alguém, premido de necessidade de se salvar ou a outra pessoa de grave dano conhecido pela outra parte, assume obrigação excessivamente onerosa. 

Lesão ocorre quando determinada pessoa, sob premente necessidade ou por inexperiência, se obriga a prestação manifestadamente desproporcional ao valor da prestação oposta.

Os vícios sociais têm por definição a distorção na intenção do agente na realização do negócio jurídico com finalidade de burlar interesses de terceiros, e prejudicar o meio social. Neste, há ato contrário à boa-fé ou à lei, prejudicando terceiros.

Estes vícios possuem duas modalidades:

  • a fraude contra credores; e
  • a simulação.

A fraude contra credores existirá sempre que, aquele que estiver em estado de insolvência ou esteja em iminência de se tornar insolvente, dispor de seus bens com a finalidade de frustrar interesses de terceiros.

A simulação consiste na declaração enganosa da verdade, visando alcançar efeito diverso daquele declarado no negócio jurídico.

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Rafaela Silva

Há mais de um mês

Nos vícios da vontade o prejudicado é um dos contratantes, pois há manifestação da vontade sem corresponder com o seu íntimo e verdadeiro querer. Já os vícios sociais consubstanciam-se em atos contrários à boa fé ou à lei, prejudicando terceiro. São vícios da vontade: o erro, o dolo, a coação, o estado de perigo e a lesão; e vícios sociais: a fraude contra credores e a simulação.

Passemos à análise de cada um deles:

Erro ou ignorância: neste ninguém induz o sujeito a erro, é ele quem tem na realidade uma noção falsa sobre determinado objeto. Esta falsa noção é o que chamamos de ignorância, ou seja, o completo desconhecimento acerca de determinado objeto. O erro é dividido em: acidental erro sobre qualidade secundária da pessoa ou objeto, que não vicia o ato jurídico, pois não incide sobre a declaração de vontade; essencial ou substancial refere-se à natureza do próprio ato e incide sobre as circunstâncias e os aspectos principais do negócio jurídico; este erro enseja a anulação do negócio, vez que se desconhecido o negócio não teria sido realizado.

Dolo é o meio empregado para enganar alguém. Ocorre dolo quando o sujeito é induzido por outra pessoa a erro.

Coação é o constrangimento a uma determinada pessoa, feita por meio de ameaça com intuito de que ela pratique um negócio jurídico contra sua vontade. A ameaça pode ser física (absoluta) ou moral (compulsiva).

Estado de perigo é quando alguém, premido de necessidade de se salvar ou a outra pessoa de grave dano conhecido pela outra parte, assume obrigação excessivamente onerosa. O juiz pode também decidir que ocorreu estado de perigo com relação à pessoa não pertencente à família do declarante. No estado de perigo o declarante não errou, não foi induzida a erro ou coagida, mas, pelas circunstâncias do caso concreto, foi obrigada a celebrar um negócio extremamente desfavorável. É necessário que a pessoa que se beneficiou do ato saiba da situação desesperadora da outra pessoa.

Lesão ocorre quando determinada pessoa, sob premente necessidade ou por inexperiência, se obriga a prestação manifestadamente desproporcional ao valor da prestação oposta. Caracteriza-se por um abuso praticado em situação de desigualdade, evidenciando-se um aproveitamento indevido na celebração de um negócio jurídico.

Fraude contra credores é o negócio realizado para prejudicar o credor, que torna o devedor insolvente.

Simulação é a declaração enganosa da vontade, visando obtenção de resultado diverso da finalidade aparente, para iludir terceiros ou burlar a lei. Vale dizer, a simulação é causa autônoma de nulidade do negócio jurídico, diferente dos demais vícios.

Fonte:

Aula ministrada em 18.05.2010, Curso Pré edital intensivão delegado civil, Prof. André Barros.

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