A maior rede de estudos do Brasil

Esclareça qual é o prazo que deve ficar suspenso o processo com base no art. 791, III, do CPC, a requerimento do credor.


1 resposta(s)

User badge image

adriela

Há mais de um mês

Quando referimos a suspensão do processo executivo, não podemos deixar de mencionar o artigo 791, do Código de Processo Civil, que regula as hipóteses de suspensão no processo de execução vejamos:

 

 

  1.  791 - Suspende-se a execução:

I - no todo ou em parte, quando recebidos com efeito suspensivo os embargos à execução;

II - nas hipóteses previstas no Art. 265, I a III;

III - quando o devedor não possuir bens penhoráveis.

 

 

A questão a ser discutida, ao primeiro momento é acerca do inciso III, do artigo 791 do CPC, ou seja, a suspensão do processo de execução ocorre por ausência de bens em nome do devedor, a maior parte da doutrina entra em conflito, pois não há preceito legal se seria possível o inicio da contagem do prazo prescricional.

Ante a tudo isso o artigo 793 do Código de Processo Civil diz pois alguns doutrinadores acreditam que não inicia o prazo prescricional como podemos citar Humberto Theodoro Júnior.

 

 

O objeto da execução forçada são os bens do devedor, dos quais se procura extrair os meios de resgatar a dívida exequenda. Não há, no processo de execução, provas a examinar, nem sentença a proferir. E sem penhora, nem mesmo os embargos podem ser opostos. Daí porque a falta de bens penhoráveis do devedor importa suspensão sine die da execução(art. 794, III).

A melhor solução é manter o processo suspenso sine die, arquivando-o provisoriamente, à espera de que credor encontre bens penhoráveis. Vencido o prazo prescricional, será permitido ao devedor requerer a declaração de prescrição e a consequente extinção da execução forçada, o que, naturalmente, não será feito sem prévia audiência do credor.

 

 

Por mais que o Ilustre Doutrinador no primeiro momento concorde, que a suspensão não deveria ter prazo, e que não há que se falar em prazo prescricional, mais ao final o autor nos reflete que será permitido ao devedor requerer a declaração de prescrição, essa permissão se torna uma faculdade do autor do processo executivo.

Já o Doutrinador Araken de Assis exemplifica.

 

 

Uma suspensão indefinida seria "ilegal e gravosa" demais ao devedor, e utiliza a analogia para chegar a conclusão que o processo executivo civil deveria ficar suspenso por apenas 6 (seis) meses. Durante esse período não correria o prazo prescricional. No entanto, após os 6 (seis) meses iniciais, o prazo prescricional retomaria seu curso, possibilitando a consumação da prescrição intercorrente. Porém, o próprio autor considera o prazo de seis meses de suspensão insuficiente e em desacordo com o disposto no art. 40 da Lei de Execuções Fiscais.

 

 

Trazendo questões polêmicas o tema por diversas vezes foi debatido junto ao STJ, após um longo período de debates a jurisprudência achou melhor impossibilitar a contagem do prazo prescricional em caso do artigo 791, III do CPC. Conforme verificamos:

 

Jurisprudência não esquecer!!!!

 

 

O que decidiu realmente o Superior Tribunal de Justiça, é que só podemos falar em prescrição intercorrente quando não encontrado bens passíveis de penhora, teremos a ocorrência deste instituto no momento em que o exequente ficar omisso na ação, deixando quando intimado de prestar as devidas diligências. Vejamos:

 

 

Jurisprudência não esquecer!!!

 

 

A conclusão que se dá, quando falamos em prescrição intercorrente é que o prazo não deve fluir durante a suspensão processual executiva por falta de bens penhoráveis do devedor, ou seja, não deve ser resultado de prescrição intercorrente, uma vez que se analisa a inação do credor que nesta hipótese não ocorreu, para se caracterizar inação devemos ter em mente a negligência por parte do credor, a passividade do titular do direito, não ocorre neste caso desídia por parte do credor. Pelo contrário, não há como agir por impossibilidade de bens penhoráveis do devedor, não podendo imputar nenhum tipo de responsabilidade acerca do ocorrido.

Por mais que seja discutível a situação junto ao STJ, que vem em defesa do credor, afirmando que a fluência do prazo prescricional durante a suspensão do Artigo 791,III, esta sujeito a uma grande parcialidade, privilegiando o devedor e prejudicando o credor.

Para tanto viemos a destacar a omissão permanente do Artigo 791, III do Código de Processo Civil, onde nos deixa a desejar em não determinar o modo como se opera a suspensão, ou ao prazo desta suspensão, e esta omissão cada vez mais vem trazendo prejuízo incalculável ao credor, trazendo em si a insegurança jurídica, e a afirmação que a justiça não beneficia à aqueles que necessitam.

Destacaremos o ensinamento do Sábio Doutrinador Paulo Leonardo Vilela Cardoso que nos traz a exemplo desta questão polêmica:

 

 

Ao defendermos a fluência do prazo prescricional durante a suspensão processual do artigo 791, III do CPC, estaremos cometendo uma injustiça. Essa injustiça verifica-se claramente no caso de uma execução por cheque, cujo prazo prescricional é de seis meses. Neste caso, depois de decorrido 6 (seis) meses de suspensão do processo por não ter o exequente encontrado bens a penhorar, o credor poderá requerer a extinção da execução com julgamento do mérito, pela ocorrência da prescrição intercorrente. Deste modo, o devedor, se beneficiaria com tal instituto e, durante o prazo de 6 (seis) meses, bastaria a ele ocultar seu patrimônio para se ver livre do processo expropriatório.

 

 

Por mais que nossa doutrina majoritária, nos ensina que se torna uma grande injustiça falarmos em prescrição quando for suspenso o ato executivo por falta de bens penhoráveis, temos que ter relevância pois nosso sistema jurídico é vago e moroso, pois bem, como fica então, a nossa Segurança Jurídica em meio a esta situação, o Poder Judiciário viveria abarrotado de demandas em arquivos provisórios a “espera de um milagre”, acho que como fundamento jurídico é necessária que provoque o Ente Jurídico, e não cumule na inércia no vazio, por mais que o exequente não tenha o que fazer nesta situação fática não se pode proporcionar que uma demanda judicial fique eterna visando sempre a pacificação nos conflitos sociais.

Em quanto vive-se em uma ação por parte de nosso ordenamento jurídico quanto a duração da suspensão do processo executivo, muitos doutrinadores nos ensinam que é legalista um prazo de duração acerca da prescrição intercorrente.

Araken de Assis nos ensina:

 

 

Por conseguinte, inexistindo bens utilmente penhoráveis, o processo executivo remanescerá por 6 (seis) meses, após o que se extinguirá. O ponto exige, a olhos vistos, imediato tratamento legislativo, seja por que obscuro, seja por que o prazo apontado exíguo e desconforme com o fixado no artigo 40, § 2º, da Lei 6. 830/80.

 

 

Como denota-se infelizmente que até não ser devidamente disciplinado com clareza, se tornará sempre um motivo de discussão no processo executivo quando for suspensão por falta de bens passíveis de penhora. Se torna cada vez mais difícil o equilíbrio desta balança pois de um lado temos o credor requerendo seus direitos perante ao órgão judiciário e de outra lado temos necessidade de eliminar demandas para que não se tornem perpétuas.

Portanto, a consideração a ser feita no nosso ordenamento jurídico, como nos ensina o Sábio Cândido Rangel Dinamarco:

 

 

Nunca é demais lembrar a máxima chiovendiana, erigida em verdadeiro slogan, segundo a qual 'na medida do que for praticamente possível, o processo deve proporcionar a quem tem um direito tudo aquilo e precisamente aquilo que ele tem o direito de obter'"

 

 

Para se ter a efetividade de uma ação executiva, deve se ter em mente o que é possível naquele momento é o que o Excelentíssimo Doutrinador acima nos reflete, o que o ato processual irá trazer para as partes interessadas. Cabe aos nossos operadores de direito procurar obter um olhar prático aos fatos e aos procedimentos jurídicos.

Quando deparamos com nossa legislação vigente, bem como nossa Constituição Federal e seus Princípios norteadores do direito, nos surpreendemos que o nosso sistema jurídico e falho, pois bem, um processo de homicídio (VIDA) poderá ser prescrito, e no caso supramencionado quando o devedor não tem bens passíveis de penhora suspenso o processo não tem previsão legal para iniciar a contagem do prazo prescricional, sendo que este a tudo indica tem garantia sine die.

 

 

6. A PRESCRIÇÃO NA REFORMA DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL E SOLUÇÕES BASILARES.

 

 

Acreditamos que a solução acerca da prescrição intercorrente e assim sendo pacífica, se dará a partir da reforma do Código de Processo Civil (Lei 11. 280/2006) que terá no seu artigo 219, § 5º, a seguinte redação, “ O juiz, pronunciará de oficio, a prescrição”, obtendo assim matéria de ordem pública, não mais questão privada e jogo de interesses das partes.

Segundo Fredie Didier Junior:

 

 

"As matérias tratadas pelos incisos IV, V e VI do art. 267 do CPC consideram-se como de ordem pública. Assim, podem ser examinadas ex officio e a qualquer tempo ou grau de jurisdição. [...] A prescrição e a decadência, embora também possam ser alegadas a qualquer tempo, distinguem-se daquelas, porém, na medida em que podem não se caracterizar como questões de ordem pública, como é o caso da prescrição e da decadência convencional."

 

 

Com base nesta reforma, e a visível omissão da atual legislação processual, considerará que o prazo máximo da suspensão será de 01 (um) ano assim, é extremamente passível na Lei de Execuções Fiscais (Artigo 40, §§ 2º e 4º).

Em suma, deve-se ter por bem este raciocínio, por mais que nossa legislação hoje é omissa, podemos citar o artigo 4º da Lei de Introdução as Normas do Direito Brasileiro, que nos reflete que quando a lei é omissa cabe ao legislador buscar através da analogia, dos costumes, dos princípios basilares do direito a resolução do caso citado.

Para uma visão solucionista, o nosso ordenamento jurídico nos proteger da insegurança jurídica, não podemos ficar a mercê de uma situação fática omissa, por bem que o sistema processual é falho, mas é admissível outros meios e convencimento e solução. É o que nos coloca Arruda Alvim

 

 

"O que se coloca, agora, é saber se no sistema comum, disciplinado pelo art. 791, III, do Código de Processo Civil, a solução é a mesma, a que dispõe o artigo 4º da LIC. Se assim for, estar-se-á admitindo a analogia de uma norma especial, que é a da Lei das Execuções Fiscais, a colmatar lacuna do direito comum."

 

 

Não é só na Analogia que encontramos solução acerca da prescrição intercorrente no processo de execução civil, quando o devedor não possui bens passíveis de penhora, teremos respaldo nos Princípios Gerais de Direito disciplinados na nossa Constituição Federal: Artigo 5º, LXXVIII "§1º As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. §2º Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípio por ela adotados, ...".

E também podemos citar que com a Emenda Constitucional 45 de 2004, tivemos acesso ao princípio da razoável duração do processo, art. 5º, LXXVIII: "a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação." De modo avesso do que costuma ser inserido este princípios pois em muitos casos acrescenta-se a celeridade ao autor da demanda, e neste caso se tornaria algo benéfico ao réu. Acho que não se torna necessário falarmos em benefício ou não aos interessados, por que foi dado a chance para que fosse resolvido o conflito iminente, buscou-se todas as fases e forças a serem desempenhadas por ambos, mais nada pode fazer mais, então para não construirmos ainda mais do que já existe uma justiça morosa e insatisfeita por todos, é necessário que se corte os frutos a que não se presta mais, ou aqueles que já prestarem surtiram todos efeitos e infelizmente morreram.

Como diz Nalini:

 

 

"A sociedade brasileira encontrou o acesso à Justiça com certa facilidade. Agora custa a encontrar a saída da Justiça. Uma das maneiras pelas quais procura desvencilhar-se do cipoal burocrático e do espinheiro recursal é invocar o direito a uma duração razoável do processo”

 

 

A todos estes direitos é permitido ao réu, quanto ao autor é denominado o princípio da isonomia, também previsto na nossa Constituição Federal. Como citar o Excelentíssimo Ministro Gilmar Ferreira Mendes do Supremo Tribunal Federal, acerca do tema “ Concluir que a observância aos princípios gerais do direito (que determinam a finitude dos processos) numa determinada sociedade, é o que distingue a civilização dos barbáries.”

Podemos concluir, que a duração da execução civil sine die, afronta diretamente nossa Lei Maior a Constituição Federal, onde o interesse das partes fica acomodado na tutela do Estado. Além de trazer insegurança jurídica deixará o Poder Judiciário repleto de processos sem solução jurídica.

  

 


fonte: http://www.jurisway.org.br/monografias/monografia.asp?id_dh=10433

Quando referimos a suspensão do processo executivo, não podemos deixar de mencionar o artigo 791, do Código de Processo Civil, que regula as hipóteses de suspensão no processo de execução vejamos:

 

 

  1.  791 - Suspende-se a execução:

I - no todo ou em parte, quando recebidos com efeito suspensivo os embargos à execução;

II - nas hipóteses previstas no Art. 265, I a III;

III - quando o devedor não possuir bens penhoráveis.

 

 

A questão a ser discutida, ao primeiro momento é acerca do inciso III, do artigo 791 do CPC, ou seja, a suspensão do processo de execução ocorre por ausência de bens em nome do devedor, a maior parte da doutrina entra em conflito, pois não há preceito legal se seria possível o inicio da contagem do prazo prescricional.

Ante a tudo isso o artigo 793 do Código de Processo Civil diz pois alguns doutrinadores acreditam que não inicia o prazo prescricional como podemos citar Humberto Theodoro Júnior.

 

 

O objeto da execução forçada são os bens do devedor, dos quais se procura extrair os meios de resgatar a dívida exequenda. Não há, no processo de execução, provas a examinar, nem sentença a proferir. E sem penhora, nem mesmo os embargos podem ser opostos. Daí porque a falta de bens penhoráveis do devedor importa suspensão sine die da execução(art. 794, III).

A melhor solução é manter o processo suspenso sine die, arquivando-o provisoriamente, à espera de que credor encontre bens penhoráveis. Vencido o prazo prescricional, será permitido ao devedor requerer a declaração de prescrição e a consequente extinção da execução forçada, o que, naturalmente, não será feito sem prévia audiência do credor.

 

 

Por mais que o Ilustre Doutrinador no primeiro momento concorde, que a suspensão não deveria ter prazo, e que não há que se falar em prazo prescricional, mais ao final o autor nos reflete que será permitido ao devedor requerer a declaração de prescrição, essa permissão se torna uma faculdade do autor do processo executivo.

Já o Doutrinador Araken de Assis exemplifica.

 

 

Uma suspensão indefinida seria "ilegal e gravosa" demais ao devedor, e utiliza a analogia para chegar a conclusão que o processo executivo civil deveria ficar suspenso por apenas 6 (seis) meses. Durante esse período não correria o prazo prescricional. No entanto, após os 6 (seis) meses iniciais, o prazo prescricional retomaria seu curso, possibilitando a consumação da prescrição intercorrente. Porém, o próprio autor considera o prazo de seis meses de suspensão insuficiente e em desacordo com o disposto no art. 40 da Lei de Execuções Fiscais.

 

 

Trazendo questões polêmicas o tema por diversas vezes foi debatido junto ao STJ, após um longo período de debates a jurisprudência achou melhor impossibilitar a contagem do prazo prescricional em caso do artigo 791, III do CPC. Conforme verificamos:

 

Jurisprudência não esquecer!!!!

 

 

O que decidiu realmente o Superior Tribunal de Justiça, é que só podemos falar em prescrição intercorrente quando não encontrado bens passíveis de penhora, teremos a ocorrência deste instituto no momento em que o exequente ficar omisso na ação, deixando quando intimado de prestar as devidas diligências. Vejamos:

 

 

Jurisprudência não esquecer!!!

 

 

A conclusão que se dá, quando falamos em prescrição intercorrente é que o prazo não deve fluir durante a suspensão processual executiva por falta de bens penhoráveis do devedor, ou seja, não deve ser resultado de prescrição intercorrente, uma vez que se analisa a inação do credor que nesta hipótese não ocorreu, para se caracterizar inação devemos ter em mente a negligência por parte do credor, a passividade do titular do direito, não ocorre neste caso desídia por parte do credor. Pelo contrário, não há como agir por impossibilidade de bens penhoráveis do devedor, não podendo imputar nenhum tipo de responsabilidade acerca do ocorrido.

Por mais que seja discutível a situação junto ao STJ, que vem em defesa do credor, afirmando que a fluência do prazo prescricional durante a suspensão do Artigo 791,III, esta sujeito a uma grande parcialidade, privilegiando o devedor e prejudicando o credor.

Para tanto viemos a destacar a omissão permanente do Artigo 791, III do Código de Processo Civil, onde nos deixa a desejar em não determinar o modo como se opera a suspensão, ou ao prazo desta suspensão, e esta omissão cada vez mais vem trazendo prejuízo incalculável ao credor, trazendo em si a insegurança jurídica, e a afirmação que a justiça não beneficia à aqueles que necessitam.

Destacaremos o ensinamento do Sábio Doutrinador Paulo Leonardo Vilela Cardoso que nos traz a exemplo desta questão polêmica:

 

 

Ao defendermos a fluência do prazo prescricional durante a suspensão processual do artigo 791, III do CPC, estaremos cometendo uma injustiça. Essa injustiça verifica-se claramente no caso de uma execução por cheque, cujo prazo prescricional é de seis meses. Neste caso, depois de decorrido 6 (seis) meses de suspensão do processo por não ter o exequente encontrado bens a penhorar, o credor poderá requerer a extinção da execução com julgamento do mérito, pela ocorrência da prescrição intercorrente. Deste modo, o devedor, se beneficiaria com tal instituto e, durante o prazo de 6 (seis) meses, bastaria a ele ocultar seu patrimônio para se ver livre do processo expropriatório.

 

 

Por mais que nossa doutrina majoritária, nos ensina que se torna uma grande injustiça falarmos em prescrição quando for suspenso o ato executivo por falta de bens penhoráveis, temos que ter relevância pois nosso sistema jurídico é vago e moroso, pois bem, como fica então, a nossa Segurança Jurídica em meio a esta situação, o Poder Judiciário viveria abarrotado de demandas em arquivos provisórios a “espera de um milagre”, acho que como fundamento jurídico é necessária que provoque o Ente Jurídico, e não cumule na inércia no vazio, por mais que o exequente não tenha o que fazer nesta situação fática não se pode proporcionar que uma demanda judicial fique eterna visando sempre a pacificação nos conflitos sociais.

Em quanto vive-se em uma ação por parte de nosso ordenamento jurídico quanto a duração da suspensão do processo executivo, muitos doutrinadores nos ensinam que é legalista um prazo de duração acerca da prescrição intercorrente.

Araken de Assis nos ensina:

 

 

Por conseguinte, inexistindo bens utilmente penhoráveis, o processo executivo remanescerá por 6 (seis) meses, após o que se extinguirá. O ponto exige, a olhos vistos, imediato tratamento legislativo, seja por que obscuro, seja por que o prazo apontado exíguo e desconforme com o fixado no artigo 40, § 2º, da Lei 6. 830/80.

 

 

Como denota-se infelizmente que até não ser devidamente disciplinado com clareza, se tornará sempre um motivo de discussão no processo executivo quando for suspensão por falta de bens passíveis de penhora. Se torna cada vez mais difícil o equilíbrio desta balança pois de um lado temos o credor requerendo seus direitos perante ao órgão judiciário e de outra lado temos necessidade de eliminar demandas para que não se tornem perpétuas.

Portanto, a consideração a ser feita no nosso ordenamento jurídico, como nos ensina o Sábio Cândido Rangel Dinamarco:

 

 

Nunca é demais lembrar a máxima chiovendiana, erigida em verdadeiro slogan, segundo a qual 'na medida do que for praticamente possível, o processo deve proporcionar a quem tem um direito tudo aquilo e precisamente aquilo que ele tem o direito de obter'"

 

 

Para se ter a efetividade de uma ação executiva, deve se ter em mente o que é possível naquele momento é o que o Excelentíssimo Doutrinador acima nos reflete, o que o ato processual irá trazer para as partes interessadas. Cabe aos nossos operadores de direito procurar obter um olhar prático aos fatos e aos procedimentos jurídicos.

Quando deparamos com nossa legislação vigente, bem como nossa Constituição Federal e seus Princípios norteadores do direito, nos surpreendemos que o nosso sistema jurídico e falho, pois bem, um processo de homicídio (VIDA) poderá ser prescrito, e no caso supramencionado quando o devedor não tem bens passíveis de penhora suspenso o processo não tem previsão legal para iniciar a contagem do prazo prescricional, sendo que este a tudo indica tem garantia sine die.

 

 

6. A PRESCRIÇÃO NA REFORMA DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL E SOLUÇÕES BASILARES.

 

 

Acreditamos que a solução acerca da prescrição intercorrente e assim sendo pacífica, se dará a partir da reforma do Código de Processo Civil (Lei 11. 280/2006) que terá no seu artigo 219, § 5º, a seguinte redação, “ O juiz, pronunciará de oficio, a prescrição”, obtendo assim matéria de ordem pública, não mais questão privada e jogo de interesses das partes.

Segundo Fredie Didier Junior:

 

 

"As matérias tratadas pelos incisos IV, V e VI do art. 267 do CPC consideram-se como de ordem pública. Assim, podem ser examinadas ex officio e a qualquer tempo ou grau de jurisdição. [...] A prescrição e a decadência, embora também possam ser alegadas a qualquer tempo, distinguem-se daquelas, porém, na medida em que podem não se caracterizar como questões de ordem pública, como é o caso da prescrição e da decadência convencional."

 

 

Com base nesta reforma, e a visível omissão da atual legislação processual, considerará que o prazo máximo da suspensão será de 01 (um) ano assim, é extremamente passível na Lei de Execuções Fiscais (Artigo 40, §§ 2º e 4º).

Em suma, deve-se ter por bem este raciocínio, por mais que nossa legislação hoje é omissa, podemos citar o artigo 4º da Lei de Introdução as Normas do Direito Brasileiro, que nos reflete que quando a lei é omissa cabe ao legislador buscar através da analogia, dos costumes, dos princípios basilares do direito a resolução do caso citado.

Para uma visão solucionista, o nosso ordenamento jurídico nos proteger da insegurança jurídica, não podemos ficar a mercê de uma situação fática omissa, por bem que o sistema processual é falho, mas é admissível outros meios e convencimento e solução. É o que nos coloca Arruda Alvim

 

 

"O que se coloca, agora, é saber se no sistema comum, disciplinado pelo art. 791, III, do Código de Processo Civil, a solução é a mesma, a que dispõe o artigo 4º da LIC. Se assim for, estar-se-á admitindo a analogia de uma norma especial, que é a da Lei das Execuções Fiscais, a colmatar lacuna do direito comum."

 

 

Não é só na Analogia que encontramos solução acerca da prescrição intercorrente no processo de execução civil, quando o devedor não possui bens passíveis de penhora, teremos respaldo nos Princípios Gerais de Direito disciplinados na nossa Constituição Federal: Artigo 5º, LXXVIII "§1º As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. §2º Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípio por ela adotados, ...".

E também podemos citar que com a Emenda Constitucional 45 de 2004, tivemos acesso ao princípio da razoável duração do processo, art. 5º, LXXVIII: "a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação." De modo avesso do que costuma ser inserido este princípios pois em muitos casos acrescenta-se a celeridade ao autor da demanda, e neste caso se tornaria algo benéfico ao réu. Acho que não se torna necessário falarmos em benefício ou não aos interessados, por que foi dado a chance para que fosse resolvido o conflito iminente, buscou-se todas as fases e forças a serem desempenhadas por ambos, mais nada pode fazer mais, então para não construirmos ainda mais do que já existe uma justiça morosa e insatisfeita por todos, é necessário que se corte os frutos a que não se presta mais, ou aqueles que já prestarem surtiram todos efeitos e infelizmente morreram.

Como diz Nalini:

 

 

"A sociedade brasileira encontrou o acesso à Justiça com certa facilidade. Agora custa a encontrar a saída da Justiça. Uma das maneiras pelas quais procura desvencilhar-se do cipoal burocrático e do espinheiro recursal é invocar o direito a uma duração razoável do processo”

 

 

A todos estes direitos é permitido ao réu, quanto ao autor é denominado o princípio da isonomia, também previsto na nossa Constituição Federal. Como citar o Excelentíssimo Ministro Gilmar Ferreira Mendes do Supremo Tribunal Federal, acerca do tema “ Concluir que a observância aos princípios gerais do direito (que determinam a finitude dos processos) numa determinada sociedade, é o que distingue a civilização dos barbáries.”

Podemos concluir, que a duração da execução civil sine die, afronta diretamente nossa Lei Maior a Constituição Federal, onde o interesse das partes fica acomodado na tutela do Estado. Além de trazer insegurança jurídica deixará o Poder Judiciário repleto de processos sem solução jurídica.

  

 


fonte: http://www.jurisway.org.br/monografias/monografia.asp?id_dh=10433

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes