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Para efeitos de indenização em expropriação, a área de preservação permanente é computada no quantum indenizatório? Fundamente sua resposta.

Introdução ao Direito I

UNIDERP - ANHANGUERA


4 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Há mais de um mês

Para responder esta pergunta devemos colocar em prática o nosso conhecimento sobre Direito.

A área de preservação permanente nada interfere no quantum indenizatório. Administrativo recurso especial. desapropriação impossibilidade de indenização da cobertura vegetal localizada em área de preservação permanente precedentes. 1. Nas demandas expropriatórias, é incabível a indenização da cobertura vegetal componente de área de preservação permanente. 2. Recurso especial provido. Administrativo - intervenção do estado na propriedade privada - desapropriação por interesse social para criação de reserva extrativista - possibilidade de desapropriação do valor da cobertura florestal em separado da terra nua - juros compensatórios devidos em face da simples perda da posse.1 A jurisprudência firmou-se no sentido de que a indenização deve refletir o valor de mercado do imóvel expropriado, sendo desimportante que a avaliação da terra nua e da cobertura florestal seja efetuada em conjunto ou separadamente, devendo-se excluir a área de preservação permanente, tendo em vista que esta não é passível de exploração econômica. 2. A pretensão de se reduzir o valor da indenização fixada, por ensejar o reexame do contexto fático-probatório, esbarra no óbice previsto na Súmula 7/STJ. 3. A incidência dos juros compensatórios dá-se com a simples perda antecipada da posse, mesmo quando improdutivo o imóvel. Isso tem uma razão de ser, uma vez que garante ao menos minimamente a prévia indenização determinada pela Constituição Federal.

Portanto, a questão do combate recuperação foi decidida com base na avaliação das provas constantes nos petição, de forma que não há como esta Corte Superior infirmar as conclusões a que chegou o Tribunal de origem, sob pena de invasão da Súmula n. 7/STJ. A invocação ordinária, governanta na avaliação das provas, captou que o valor desgastado pelo laudo pericial era o que melhor se ajustava ao valor de mercado do inabalável, que considerou inúmeras variáveis, até mesmo a opinião geográfica do inabalável e a durabilidade de exercício enxada na região. Porém o intuito contrário pleito o revolvimento do assunto fático-probatória. Esta Corte Superior vigia que é indevida qualquer recuperação em favor dos proprietários dos terrenos em setor de persistência regular, menos se comprovada controle administrativa mais extensa que as já existentes, motivo visto que o acórdão precisa ser reformado para que sejam expurgados do coiceira indenizatório os princípios referentes à setor de persistência regular. É cabida a revisão monetária dos Títulos da Crime Agrária - TDAs, até mesmo quanto aos chamados "expurgos inflacionários", visto que lucidez antagônico implicaria desvirtuamento da verba constitucional que protege a combate recuperação.

Para responder esta pergunta devemos colocar em prática o nosso conhecimento sobre Direito.

A área de preservação permanente nada interfere no quantum indenizatório. Administrativo recurso especial. desapropriação impossibilidade de indenização da cobertura vegetal localizada em área de preservação permanente precedentes. 1. Nas demandas expropriatórias, é incabível a indenização da cobertura vegetal componente de área de preservação permanente. 2. Recurso especial provido. Administrativo - intervenção do estado na propriedade privada - desapropriação por interesse social para criação de reserva extrativista - possibilidade de desapropriação do valor da cobertura florestal em separado da terra nua - juros compensatórios devidos em face da simples perda da posse.1 A jurisprudência firmou-se no sentido de que a indenização deve refletir o valor de mercado do imóvel expropriado, sendo desimportante que a avaliação da terra nua e da cobertura florestal seja efetuada em conjunto ou separadamente, devendo-se excluir a área de preservação permanente, tendo em vista que esta não é passível de exploração econômica. 2. A pretensão de se reduzir o valor da indenização fixada, por ensejar o reexame do contexto fático-probatório, esbarra no óbice previsto na Súmula 7/STJ. 3. A incidência dos juros compensatórios dá-se com a simples perda antecipada da posse, mesmo quando improdutivo o imóvel. Isso tem uma razão de ser, uma vez que garante ao menos minimamente a prévia indenização determinada pela Constituição Federal.

Portanto, a questão do combate recuperação foi decidida com base na avaliação das provas constantes nos petição, de forma que não há como esta Corte Superior infirmar as conclusões a que chegou o Tribunal de origem, sob pena de invasão da Súmula n. 7/STJ. A invocação ordinária, governanta na avaliação das provas, captou que o valor desgastado pelo laudo pericial era o que melhor se ajustava ao valor de mercado do inabalável, que considerou inúmeras variáveis, até mesmo a opinião geográfica do inabalável e a durabilidade de exercício enxada na região. Porém o intuito contrário pleito o revolvimento do assunto fático-probatória. Esta Corte Superior vigia que é indevida qualquer recuperação em favor dos proprietários dos terrenos em setor de persistência regular, menos se comprovada controle administrativa mais extensa que as já existentes, motivo visto que o acórdão precisa ser reformado para que sejam expurgados do coiceira indenizatório os princípios referentes à setor de persistência regular. É cabida a revisão monetária dos Títulos da Crime Agrária - TDAs, até mesmo quanto aos chamados "expurgos inflacionários", visto que lucidez antagônico implicaria desvirtuamento da verba constitucional que protege a combate recuperação.

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Há mais de um mês

Para responder esta pergunta devemos colocar em prática o nosso conhecimento sobre Direito.


A área de preservação permanente nada interfere no quantum indenizatório. Administrativo recurso especial. desapropriação impossibilidade de indenização da cobertura vegetal localizada em área de preservação permanente precedentes. 1. Nas demandas expropriatórias, é incabível a indenização da cobertura vegetal componente de área de preservação permanente. 2. Recurso especial provido. Administrativo - intervenção do estado na propriedade privada - desapropriação por interesse social para criação de reserva extrativista - possibilidade de desapropriação do valor da cobertura florestal em separado da terra nua - juros compensatórios devidos em face da simples perda da posse.1 A jurisprudência firmou-se no sentido de que a indenização deve refletir o valor de mercado do imóvel expropriado, sendo desimportante que a avaliação da terra nua e da cobertura florestal seja efetuada em conjunto ou separadamente, devendo-se excluir a área de preservação permanente, tendo em vista que esta não é passível de exploração econômica. 2. A pretensão de se reduzir o valor da indenização fixada, por ensejar o reexame do contexto fático-probatório, esbarra no óbice previsto na Súmula 7/STJ. 3. A incidência dos juros compensatórios dá-se com a simples perda antecipada da posse, mesmo quando improdutivo o imóvel. Isso tem uma razão de ser, uma vez que garante ao menos minimamente a prévia indenização determinada pela Constituição Federal.


Portanto, a questão da justa indenização foi decidida com base na análise das provas constantes nos autos, de modo que não há como esta Corte Superior infirmar as conclusões a que chegou o Tribunal de origem, sob pena de violação da Súmula n. 7/STJ. A instância ordinária, soberana na análise das provas, entendeu que o valor alcançado pelo laudo pericial era o que melhor se ajustava ao valor de mercado do imóvel, que considerou inúmeras variáveis, inclusive a posição geográfica do imóvel e a existência de atividade agrícola na região. Concluir em sentido contrário demanda o revolvimento da matéria fático-probatória. Esta Corte Superior entende que é indevida qualquer indenização em favor dos proprietários dos terrenos em área de preservação permanente, salvo se comprovada limitação administrativa mais extensa que as já existentes, razão porque o acórdão deve ser reformado para que sejam expurgados do montante indenizatório os valores referentes à área de preservação permanente. É devida a correção monetária dos Títulos da Dívida Agrária - TDAs, inclusive quanto aos chamados "expurgos inflacionários", porquanto raciocínio inverso implicaria desvirtuamento da cláusula constitucional que garante a justa indenização.

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Crislainer Petimann

Há mais de um mês

A área de preservação permanete nada interfere no quantum indenizatorio.

 

ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL. DESAPROPRIAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE INDENIZAÇÃO DA COBERTURA VEGETAL LOCALIZADA EM ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. PRECEDENTES.

1. Nas demandas expropriatórias, é incabível a indenização da cobertura vegetal componente de área de preservação permanente.

2. Recurso especial provido.

(REsp 1090607/SC, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 03/02/2015, DJe 11/02/2015)

 

ADMINISTRATIVO - INTERVENÇÃO DO ESTADO NA PROPRIEDADE PRIVADA - DESAPROPRIAÇÃO POR INTERESSE SOCIAL PARA CRIAÇÃO DE RESERVA EXTRATIVISTA - POSSIBILIDADE DE DESAPROPRIAÇÃO DO VALOR DA COBERTURA FLORESTAL EM SEPARADO DA TERRA NUA - JUROS COMPENSATÓRIOS DEVIDOS EM FACE DA SIMPLES PERDA DA POSSE.

1 A jurisprudência firmou-se no sentido de que a indenização deve refletir o valor de mercado do imóvel expropriado, sendo desimportante que a avaliação da terra nua e da cobertura florestal seja efetuada em conjunto ou separadamente, devendo-se excluir a área de preservação permanente, tendo em vista que esta não é passível de exploração econômica.

2. A pretensão de se reduzir o valor da indenização fixada, por ensejar o reexame do contexto fático-probatório, esbarra no óbice previsto na Súmula 7/STJ.

3. A incidência dos juros compensatórios dá-se com a simples perda antecipada da posse, mesmo quando improdutivo o imóvel. Isso tem uma razão de ser, uma vez que garante ao menos minimamente a prévia indenização determinada pela Constituição Federal.

Agravo regimental improvido.

(AgRg no REsp 872.879/AC, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 03/05/2012, DJe 28/05/2012)

 

ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. DESAPROPRIAÇÃO PARA FINS DE REFORMA AGRÁRIA. LAUDO PERICIAL. REVISÃO DE CRITÉRIOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 7/STJ. INCIDÊNCIA. PARCIAL ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE.  INDENIZAÇÃO. PAGAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. TÍTULOS DA DÍVIDA AGRÁRIA (TDAs). CORREÇÃO MONETÁRIA. EXPURGOS INFLACIONÁRIOS.  INCIDÊNCIA. PRECEDENTES REITERADOS. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. REVISÃO. LIMITES IMPOSTOS PELO ART. 27 DO DECRETO-LEI N. 3.365/41. TEMAS JÁ JULGADOS PELO REGIME DO ART. 543-C DO CPC E DA RESOLUÇÃO N. 8/08 DO STJ, QUE TRATAM DOS RECURSOS REPRESENTATIVOS DE CONTROVÉRSIA. SÚMULA N. 131 DO STJ.

1. A questão da justa indenização foi decidida com base na análise das provas constantes nos autos, de modo que não há como esta Corte Superior infirmar as conclusões a que chegou o Tribunal de origem, sob pena de violação da Súmula n. 7/STJ. A instância ordinária, soberana na análise das provas, entendeu que o valor alcançado pelo laudo pericial era o que melhor se ajustava ao valor de mercado do imóvel, que considerou inúmeras variáveis, inclusive a posição geográfica do imóvel e a existência de atividade agrícola na região.

Concluir em sentido contrário demanda o revolvimento da matéria fático-probatória.

2. Esta Corte Superior entende que é indevida qualquer indenização em favor dos proprietários dos terrenos em área de preservação permanente, salvo se comprovada limitação administrativa mais extensa que as já existentes, razão porque o acórdão deve ser reformado para que sejam expurgados do montante indenizatório os valores referentes à área de preservação permanente.

3. É devida a correção monetária dos Títulos da Dívida Agrária - TDAs, inclusive quanto aos chamados "expurgos inflacionários", porquanto raciocínio inverso implicaria desvirtuamento da cláusula constitucional que garante a justa indenização.

4. Os honorários advocatícios, em desapropriação direta, subordinam-se aos critérios estabelecidos no § 1º do art. 27 do Decreto-lei 3.365/41 (redação dada pela MP 1.997-37/2000). O  juízo sobre a adequada aplicação dos critérios de equidade previstos no art. 20, §§ 3º e 4º do CPC impõe exame das circunstâncias da causa e das peculiaridades do processo, o que não se comporta no âmbito do recurso especial (Súmula 07/STJ). Aplicação, por analogia, da súmula 389/STF. Precedentes dos diversos órgãos julgadores do STJ. (Recurso repetitivo: REsp 1111829/SP, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, Primeira Seção, DJe 25.5.2009).

5. Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, parcialmente provido.

(REsp 1088719/PE, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 14/12/2010, DJe 08/02/2011)

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