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como a educaçao e a fonodiologia podem divergir a respeito dos surdos e qual do usa da lingua de sinais de ensino aprendizagem dos surdos.

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FAEL


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Mari Marcos Vieira

Há mais de um mês

AS FUNÇÕES E INTERFACES DA FONÉTICA E DA FONOLOGIA


Nesse item iremos identificar o objeto de estudo da Fonética e da Fonologia,
e convido você a refletir sobre a distinção entre elas, ligando tudo isso à questão
das línguas orais e das línguas de sinais. É importante ressaltar que tanto a fonética
quanto a fonologia têm como objeto de estudo os sons da fala, ou seja, a fonética
e a fonologia estudam como os seres humanos produzem e consequentemente
ouvem os sons da fala.
Para nos comunicarmos, como dito ao longo deste livro, para essa disciplina,
acontece uma explosão de ações e reações em nosso corpo, por exemplo, o
funcionamento cerebral, e, portanto, a comunicação está para além do simples
abrir e fechar da boca, que na verdade não é tão simples assim, precisamos também
do funcionamento dos pulmões, da laringe, do ouvido, entre outros órgãos
responsáveis pela produção e para a audição dos sons da fala.
Imagine-se em um lugar onde cada pessoa falasse um idioma, uma língua
diferente uns dos outros e ninguém entendesse a fala do outro, com certeza, seria
um caos, pois mesmo que tivéssemos os órgãos da fala e da audição em perfeito
estado, essa comunicação poderia não ter sucesso se não compreendêssemos a
língua falada pelo outro.
A Bíblia, como livro histórico, no livro de Gênesis, no capítulo 11, traz uma
história que faz analogia a esse episódio, onde pessoas tentavam construir uma torre
bem alta, porém foram impedidas de prosseguir com a construção, pelo fato de
no decorrer do processo de construção do grande edifício terem tido suas línguas
trocadas, essa história é chamada “Construção da Torre de Babel”. Resultado, a falta
de compreensão linguística impediu a continuidade da construção, pois as pessoas
pediam tijolo e vinha água, ou seja, sem uma comunicação onde os interlocutores
se entendam é impossível ter compreensão da parte de outros.
Assim, podemos dizer que a fonética estuda e analisa as medidas precisas,
as amostragens do sinal de fala, enquanto a fonologia estuda a organização mental
da linguagem, com as distinções sonoras em relação às línguas em particular, ou
seja, estabelecem quais são os sons que servem para distinguir uma palavra de
outra, ou ainda, quais são os princípios que determinam a pronúncia das palavras,
frases e elocuções de uma língua, e o português brasileiro é riquíssimo referente
às questões fonológicas, com seus sotaques e regionalismos.
Uma outra maneira de diferenciar fonética de fonologia está relacionada
à faceta empírica própria da fonética, todavia tanto a investigação de sistemas
linguísticos quanto da organização mental da fala, realizadas pela fonologia, são
baseadas na observação.
Vejamos algumas imagens a seguir sobre a questão da fala, aspectos também
importantes, como a prosódia e entoação e a variedade fonética relativa às diversas
pronúncias regionais.
Como vimos na figura acima, os regionalismos interferem na maneira
como pronunciamos as palavras, por mais que a escrita seja a mesma em todo o
território nacional brasileiro.

OS FONEMAS
Fonologia é o estudo dos fonemas (os sons) de uma língua. Para a fonologia,
o fonema é uma unidade acústica que não é dotada de significado. Isso quer dizer
que os fonemas são os diferentes sons que produzimos para exprimir aquilo que
pensamos, sejam nossos sentimentos, ideias e emoções, isso tudo a partir da junção
de unidades distintas. Essas unidades juntas formam as sílabas e consequentemente
as palavras, portanto, a fonologia é a parte da gramática que estuda os fonemas.

FONOLOGIA E A LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS
“Fonologia das línguas de sinais é um ramo da linguística que objetiva
identificar a estrutura e a organização dos constituintes fonológicos, propondo
descrições e explicações” (KARNOPP, 2018, p. 29). Em tópicos anteriores já
conversamos sobre fonologia, mas nesse tópico, mais especificamente, iremos
dialogar sobre a fonologia da Libras. É importante recordarmos sobre o que é
fonologia:
Proveniente do grego phonos = voz/som; logos = palavra/estudo, a
Fonologia é a parte que estuda o sistema sonoro de um idioma. É a
área de estudo que se preocupa com a maneira pela qual os sons da
fala (os fones) se organizam dentro de uma língua, classificando-os em
unidades capazes de distinguir significados: os denominados fonemas.
Destaca-se, também, o estudo das vogais, semivogais, consoantes,
dígrafos, encontros vocálicos e consonantais, estrutura silábica, acento,
entonação, dentre outros.
A fonologia é a parte da gramática que estuda os sons da língua, os fonemas.
Deste modo, os fonemas são unidades mínimas sonoras de uma língua, capazes de
estabelecer distinções de significados. Estudos linguísticos realizados por Stokoe
(1960) reconheceram que as línguas de sinais, apesar de serem gestual-visual, ou
espaço-visual, têm suas unidades mínimas, ou seja, fonemas, ele propõe o termo
‘quiremia’ para denominar as unidades dos sinais, e ‘quirologia’, do termo ‘quiro’,
‘mão’, para nomear os estudos dessas unidades.
Todavia, pesquisadores da área continuam utilizando os termos ‘fonema’
e ‘fonologia’, pelo fato de as línguas de sinais serem línguas naturais e, portanto,
compartilham dos mesmos princípios linguísticos que as línguas orais. A Libras tem
sua estrutura gramatical organizada a partir de alguns parâmetros que estruturam
sua formação nos diferentes níveis linguísticos. Três são seus parâmetros principais
ou maiores: a Configuração da(s) mão(s) – (CM), o Movimento – (M) e o Ponto de
Articulação – (PA); e outros constituem seus parâmetros menores: orientação de
mão – (OR ou OM) e as expressões não – manuais – faciais ou corporais – (ENM).

 

 

AS FUNÇÕES E INTERFACES DA FONÉTICA E DA FONOLOGIA


Nesse item iremos identificar o objeto de estudo da Fonética e da Fonologia,
e convido você a refletir sobre a distinção entre elas, ligando tudo isso à questão
das línguas orais e das línguas de sinais. É importante ressaltar que tanto a fonética
quanto a fonologia têm como objeto de estudo os sons da fala, ou seja, a fonética
e a fonologia estudam como os seres humanos produzem e consequentemente
ouvem os sons da fala.
Para nos comunicarmos, como dito ao longo deste livro, para essa disciplina,
acontece uma explosão de ações e reações em nosso corpo, por exemplo, o
funcionamento cerebral, e, portanto, a comunicação está para além do simples
abrir e fechar da boca, que na verdade não é tão simples assim, precisamos também
do funcionamento dos pulmões, da laringe, do ouvido, entre outros órgãos
responsáveis pela produção e para a audição dos sons da fala.
Imagine-se em um lugar onde cada pessoa falasse um idioma, uma língua
diferente uns dos outros e ninguém entendesse a fala do outro, com certeza, seria
um caos, pois mesmo que tivéssemos os órgãos da fala e da audição em perfeito
estado, essa comunicação poderia não ter sucesso se não compreendêssemos a
língua falada pelo outro.
A Bíblia, como livro histórico, no livro de Gênesis, no capítulo 11, traz uma
história que faz analogia a esse episódio, onde pessoas tentavam construir uma torre
bem alta, porém foram impedidas de prosseguir com a construção, pelo fato de
no decorrer do processo de construção do grande edifício terem tido suas línguas
trocadas, essa história é chamada “Construção da Torre de Babel”. Resultado, a falta
de compreensão linguística impediu a continuidade da construção, pois as pessoas
pediam tijolo e vinha água, ou seja, sem uma comunicação onde os interlocutores
se entendam é impossível ter compreensão da parte de outros.
Assim, podemos dizer que a fonética estuda e analisa as medidas precisas,
as amostragens do sinal de fala, enquanto a fonologia estuda a organização mental
da linguagem, com as distinções sonoras em relação às línguas em particular, ou
seja, estabelecem quais são os sons que servem para distinguir uma palavra de
outra, ou ainda, quais são os princípios que determinam a pronúncia das palavras,
frases e elocuções de uma língua, e o português brasileiro é riquíssimo referente
às questões fonológicas, com seus sotaques e regionalismos.
Uma outra maneira de diferenciar fonética de fonologia está relacionada
à faceta empírica própria da fonética, todavia tanto a investigação de sistemas
linguísticos quanto da organização mental da fala, realizadas pela fonologia, são
baseadas na observação.
Vejamos algumas imagens a seguir sobre a questão da fala, aspectos também
importantes, como a prosódia e entoação e a variedade fonética relativa às diversas
pronúncias regionais.
Como vimos na figura acima, os regionalismos interferem na maneira
como pronunciamos as palavras, por mais que a escrita seja a mesma em todo o
território nacional brasileiro.

OS FONEMAS
Fonologia é o estudo dos fonemas (os sons) de uma língua. Para a fonologia,
o fonema é uma unidade acústica que não é dotada de significado. Isso quer dizer
que os fonemas são os diferentes sons que produzimos para exprimir aquilo que
pensamos, sejam nossos sentimentos, ideias e emoções, isso tudo a partir da junção
de unidades distintas. Essas unidades juntas formam as sílabas e consequentemente
as palavras, portanto, a fonologia é a parte da gramática que estuda os fonemas.

FONOLOGIA E A LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS
“Fonologia das línguas de sinais é um ramo da linguística que objetiva
identificar a estrutura e a organização dos constituintes fonológicos, propondo
descrições e explicações” (KARNOPP, 2018, p. 29). Em tópicos anteriores já
conversamos sobre fonologia, mas nesse tópico, mais especificamente, iremos
dialogar sobre a fonologia da Libras. É importante recordarmos sobre o que é
fonologia:
Proveniente do grego phonos = voz/som; logos = palavra/estudo, a
Fonologia é a parte que estuda o sistema sonoro de um idioma. É a
área de estudo que se preocupa com a maneira pela qual os sons da
fala (os fones) se organizam dentro de uma língua, classificando-os em
unidades capazes de distinguir significados: os denominados fonemas.
Destaca-se, também, o estudo das vogais, semivogais, consoantes,
dígrafos, encontros vocálicos e consonantais, estrutura silábica, acento,
entonação, dentre outros.
A fonologia é a parte da gramática que estuda os sons da língua, os fonemas.
Deste modo, os fonemas são unidades mínimas sonoras de uma língua, capazes de
estabelecer distinções de significados. Estudos linguísticos realizados por Stokoe
(1960) reconheceram que as línguas de sinais, apesar de serem gestual-visual, ou
espaço-visual, têm suas unidades mínimas, ou seja, fonemas, ele propõe o termo
‘quiremia’ para denominar as unidades dos sinais, e ‘quirologia’, do termo ‘quiro’,
‘mão’, para nomear os estudos dessas unidades.
Todavia, pesquisadores da área continuam utilizando os termos ‘fonema’
e ‘fonologia’, pelo fato de as línguas de sinais serem línguas naturais e, portanto,
compartilham dos mesmos princípios linguísticos que as línguas orais. A Libras tem
sua estrutura gramatical organizada a partir de alguns parâmetros que estruturam
sua formação nos diferentes níveis linguísticos. Três são seus parâmetros principais
ou maiores: a Configuração da(s) mão(s) – (CM), o Movimento – (M) e o Ponto de
Articulação – (PA); e outros constituem seus parâmetros menores: orientação de
mão – (OR ou OM) e as expressões não – manuais – faciais ou corporais – (ENM).

 

 

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes