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Explique como as agências reguladoras podem contribuir para o bem-estar dos consumidores

Economia Básica

PUC-MINAS


1 resposta(s)

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Nayara Moreiira

Há mais de um mês

Segundo Daron Acemoglu e James Robinson, lançaram um livro, em 2012,
entitulado “Why Nations Fail” (Por que as Nações Fracassam) em que defendem
uma tese ousada: vinculam o desenvolvimento dos países diretamente à qualidade
de suas instituições. Em outras palavras, a obra põe a presença de instituições
adequadas como espinha dorsal do processo de desenvolvimento de um país.

As agências, por sua vez, fazendo uso do conhecimento dos seus
profissionais e da sua capacidade de pesquisa, têm a incumbência de fornecer ao
governo todos os subsídios técnicos necessários para que a autoridade ungida pelo
voto popular tome aquelas decisões. Assim, no momento de licitar outorgas para
prestação de serviços públicos ou para o uso de recursos públicos escassos, o
governo saberá, por meio das agências, quais as vantagens e desvantagens a
serem criadas com esta ou com aquela venda de outorga. A decisão política, no
entanto, será do Executivo.
Fonte:http://bibliotecadigital.fgv.br/dspace;/browse?type=author&value=Oliveira,%20Luiz%20Guilherme%20Schymura%20de
Juízo valor: 31⁰ ed.Di Pietro cap.: 10.9
10.9.1
Além do próprio vocábulo, certamente o que mais atrai nas agências são, de um lado, a sua
maior independência em relação ao Poder Executivo e, de outro, a sua função regulatória. No
entanto, mesmo sob esses aspectos, a inovação é muito menor do que possa parecer à primeira vista,
porque já existem, no direito brasileiro, muitas entidades, especialmente autárquicas, com maior
dose de independência em relação ao Poder Executivo, tal como ocorre com as Universidades
Públicas, a Ordem dos Advogados do Brasil e outras entidades em que os dirigentes dispõem de
mandato fixo, não podendo ser livremente exonerados pelo Poder Executivo, como também existem
inúmeras entidades que exercem função reguladora, ainda que de constitucionalidade mais do que
duvidosa; é o caso do CADE, Banco Central, Conselho Monetário Nacional, Conselho de Seguros
Privados e tantas outras. Algumas das agências que estão sendo criadas nada mais são do que
autarquias de regime especial, tal como tantas outras que já existem no direito brasileiro. A maior
novidade provavelmente está na instituição das agências reguladoras que vêm assumindo o papel que
o Poder Público desempenha nas concessões e permissões de serviços públicos (v. Di Pietro,
Parcerias na administração pública, 2002:Cap. 6) e na concessão para exploração e produção de
petróleo; é o caso da Agência Nacional de Telecomunicações – ANATEL, da Agência Nacional de
Energia Elétrica – ANEEL e da Agência Nacional de Petróleo – ANP.
A terminologia ainda é muito nova, para permitir uma classificação das agências no direito
brasileiro. Duas modalidades, no entanto, já se delineiam de forma um pouco mais precisa: as
agências executivas e as agências reguladoras, a serem tratadas nos itens subsequentes. Além
dessas, que apresentam características próprias, outras surgem sem peculiaridades outras...

Segundo Daron Acemoglu e James Robinson, lançaram um livro, em 2012,
entitulado “Why Nations Fail” (Por que as Nações Fracassam) em que defendem
uma tese ousada: vinculam o desenvolvimento dos países diretamente à qualidade
de suas instituições. Em outras palavras, a obra põe a presença de instituições
adequadas como espinha dorsal do processo de desenvolvimento de um país.

As agências, por sua vez, fazendo uso do conhecimento dos seus
profissionais e da sua capacidade de pesquisa, têm a incumbência de fornecer ao
governo todos os subsídios técnicos necessários para que a autoridade ungida pelo
voto popular tome aquelas decisões. Assim, no momento de licitar outorgas para
prestação de serviços públicos ou para o uso de recursos públicos escassos, o
governo saberá, por meio das agências, quais as vantagens e desvantagens a
serem criadas com esta ou com aquela venda de outorga. A decisão política, no
entanto, será do Executivo.
Fonte:http://bibliotecadigital.fgv.br/dspace;/browse?type=author&value=Oliveira,%20Luiz%20Guilherme%20Schymura%20de
Juízo valor: 31⁰ ed.Di Pietro cap.: 10.9
10.9.1
Além do próprio vocábulo, certamente o que mais atrai nas agências são, de um lado, a sua
maior independência em relação ao Poder Executivo e, de outro, a sua função regulatória. No
entanto, mesmo sob esses aspectos, a inovação é muito menor do que possa parecer à primeira vista,
porque já existem, no direito brasileiro, muitas entidades, especialmente autárquicas, com maior
dose de independência em relação ao Poder Executivo, tal como ocorre com as Universidades
Públicas, a Ordem dos Advogados do Brasil e outras entidades em que os dirigentes dispõem de
mandato fixo, não podendo ser livremente exonerados pelo Poder Executivo, como também existem
inúmeras entidades que exercem função reguladora, ainda que de constitucionalidade mais do que
duvidosa; é o caso do CADE, Banco Central, Conselho Monetário Nacional, Conselho de Seguros
Privados e tantas outras. Algumas das agências que estão sendo criadas nada mais são do que
autarquias de regime especial, tal como tantas outras que já existem no direito brasileiro. A maior
novidade provavelmente está na instituição das agências reguladoras que vêm assumindo o papel que
o Poder Público desempenha nas concessões e permissões de serviços públicos (v. Di Pietro,
Parcerias na administração pública, 2002:Cap. 6) e na concessão para exploração e produção de
petróleo; é o caso da Agência Nacional de Telecomunicações – ANATEL, da Agência Nacional de
Energia Elétrica – ANEEL e da Agência Nacional de Petróleo – ANP.
A terminologia ainda é muito nova, para permitir uma classificação das agências no direito
brasileiro. Duas modalidades, no entanto, já se delineiam de forma um pouco mais precisa: as
agências executivas e as agências reguladoras, a serem tratadas nos itens subsequentes. Além
dessas, que apresentam características próprias, outras surgem sem peculiaridades outras...

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