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• Como educar a nossa capacidade de fazer escolhas e tomar decisões acertadas (proairésis)?


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Fabiana ..

Há mais de um mês

A palavra grega proaíresis (προαίρεσις) utilizada como título deste blog, significa livre escolha, deliberação, decisão. O termo foi utilizado pelo filósofo grego Aristóteles (384-322 a.C.) em sua obra Ética à Nicômaco quando ele tratou da independência que o intelecto humano possui para escolher entre a virtude e o vício.

Os pensadores gregos cristãos, ao introduzirem a noção de “pecado”, também fizeram uso da mesma expressão para desenvolverem a ideia de “livre-arbítrio”.

Porém, a escolha só é livre se a decisão for pelo caminho da virtude, da verdade. Luiz Jean LAUAND, ao fazer uma reflexão sobre Tomás de Aquino (1225-1274), o maior pensador cristão da Idade Média (A concepção voluntarista da verdade. In: Verdade e Conhecimento. Tomás de Aquino. São Paulo: Martins Fontes, 2011, p. 96), afirma que “o intelecto não é livre nem não livre, isto é da essência da vontade; o intelecto é verdadeiro ou falso”. A vontade precisa do intelecto [para uma boa eleição]. Somente assim ela age com liberdade, entende LAUAND. “Só existe uma oposição entre intelecto e vontade quando a vontade quer abdicar de si mesma”. Quer dizer, a vontade só age com liberdade quando se submete à escolha da verdade pelo intelecto. Para o autor “o ponto decisivo é que a vontade só é livre se conhece a verdade, uma vontade que opere no erro e na ignorância não é livre. A vontade que não aceita regras, que quer ‘libertar-se’ do intelecto, que em seu ato originário não aceita o Criador, termina por tornar-se escrava de si mesma”. Querer subordinar a verdade à vontade (que pode escolher o erro), afirma LAUAND, seria negar a verdade como claramente foi assumido por Nietzsche e seus seguidores.

A palavra grega proaíresis (προαίρεσις) utilizada como título deste blog, significa livre escolha, deliberação, decisão. O termo foi utilizado pelo filósofo grego Aristóteles (384-322 a.C.) em sua obra Ética à Nicômaco quando ele tratou da independência que o intelecto humano possui para escolher entre a virtude e o vício.

Os pensadores gregos cristãos, ao introduzirem a noção de “pecado”, também fizeram uso da mesma expressão para desenvolverem a ideia de “livre-arbítrio”.

Porém, a escolha só é livre se a decisão for pelo caminho da virtude, da verdade. Luiz Jean LAUAND, ao fazer uma reflexão sobre Tomás de Aquino (1225-1274), o maior pensador cristão da Idade Média (A concepção voluntarista da verdade. In: Verdade e Conhecimento. Tomás de Aquino. São Paulo: Martins Fontes, 2011, p. 96), afirma que “o intelecto não é livre nem não livre, isto é da essência da vontade; o intelecto é verdadeiro ou falso”. A vontade precisa do intelecto [para uma boa eleição]. Somente assim ela age com liberdade, entende LAUAND. “Só existe uma oposição entre intelecto e vontade quando a vontade quer abdicar de si mesma”. Quer dizer, a vontade só age com liberdade quando se submete à escolha da verdade pelo intelecto. Para o autor “o ponto decisivo é que a vontade só é livre se conhece a verdade, uma vontade que opere no erro e na ignorância não é livre. A vontade que não aceita regras, que quer ‘libertar-se’ do intelecto, que em seu ato originário não aceita o Criador, termina por tornar-se escrava de si mesma”. Querer subordinar a verdade à vontade (que pode escolher o erro), afirma LAUAND, seria negar a verdade como claramente foi assumido por Nietzsche e seus seguidores.

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