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como se aplica o litisconsórcio em relação ao condomino


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Carlos Eduardo Ferreira de Souza Verified user icon

Há mais de um mês

Primeiramente, trataremos do condomínio para, em seguida, tratar do litisconsórcio.

O condomínio é caracterizado pela indivisibilidade do bem, com atribuição de fração ideal para cada um dos condôminos, seja ele voluntário (instituído por vontade das partes), eventual (constituído por vontade alheia das partes) ou necessário (legal em decorrência da indivisibulidade da coisa). Quando o código trata de divisibilidade do condomínio, temos que ter ciência de que se trata de divisão ideal, em frações ideiais, que não refletem na divisão de fato daquele bem. Exemplificando, em uma casa de praia em condomínio de três irmãos, cada um possuindo 1/3 do imóvel, percebemos que o bemé indivisível, mas a fração ideal permite alienação parcial, rateio de despesas, dentre outros.

Assim, em razão da indivisibilidade característica, os condôminos devem estar, na maior parte das ações que envolvam o bem em condomínio, em litisconsórcio, ativo ou passivo, necessário ou facultativo, mas unitário, para evitar que decisões que recaiam sobre direitos similares e sobre mesmo bem sejam contraditórias entre si, tutelando o direito de um, mas deixando vulnerável o direito de outrem.

Artigos que fundamentam a exposição:

1) Artigos 114 e 116 do Código de Processo Civil:

Art. 114. O litisconsórcio será necessário por disposição de lei ou quando, pela natureza da relação jurídica controvertida, a eficácia da sentença depender da citação de todos que devam ser litisconsortes.

[...]

Art. 116. O litisconsórcio será unitário quando, pela natureza da relação jurídica, o juiz tiver de decidir o mérito de modo uniforme para todos os litisconsortes.

2) Artigos 1.314 do Código Civil:

Art. 1.314. Cada condômino pode usar da coisa conforme sua destinação, sobre ela exercer todos os direitos compatíveis com a indivisão, reivindicá-la de terceiro, defender a sua posse e alhear a respectiva parte ideal, ou gravá-la.

Primeiramente, trataremos do condomínio para, em seguida, tratar do litisconsórcio.

O condomínio é caracterizado pela indivisibilidade do bem, com atribuição de fração ideal para cada um dos condôminos, seja ele voluntário (instituído por vontade das partes), eventual (constituído por vontade alheia das partes) ou necessário (legal em decorrência da indivisibulidade da coisa). Quando o código trata de divisibilidade do condomínio, temos que ter ciência de que se trata de divisão ideal, em frações ideiais, que não refletem na divisão de fato daquele bem. Exemplificando, em uma casa de praia em condomínio de três irmãos, cada um possuindo 1/3 do imóvel, percebemos que o bemé indivisível, mas a fração ideal permite alienação parcial, rateio de despesas, dentre outros.

Assim, em razão da indivisibilidade característica, os condôminos devem estar, na maior parte das ações que envolvam o bem em condomínio, em litisconsórcio, ativo ou passivo, necessário ou facultativo, mas unitário, para evitar que decisões que recaiam sobre direitos similares e sobre mesmo bem sejam contraditórias entre si, tutelando o direito de um, mas deixando vulnerável o direito de outrem.

Artigos que fundamentam a exposição:

1) Artigos 114 e 116 do Código de Processo Civil:

Art. 114. O litisconsórcio será necessário por disposição de lei ou quando, pela natureza da relação jurídica controvertida, a eficácia da sentença depender da citação de todos que devam ser litisconsortes.

[...]

Art. 116. O litisconsórcio será unitário quando, pela natureza da relação jurídica, o juiz tiver de decidir o mérito de modo uniforme para todos os litisconsortes.

2) Artigos 1.314 do Código Civil:

Art. 1.314. Cada condômino pode usar da coisa conforme sua destinação, sobre ela exercer todos os direitos compatíveis com a indivisão, reivindicá-la de terceiro, defender a sua posse e alhear a respectiva parte ideal, ou gravá-la.

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