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O que é preciso para os municípios receberem o financiamento?


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Graziela Brito

Há mais de um mês

Falar do financiamento federal do Sistema Único de Saúde (SUS) e da forma de aplicação desses recursos é, sem dúvida alguma, um grande desafio, principalmente quando observadas as inúmeras e infindáveis regras criadas pelo Ministério da Saúde, muitas vezes, de forma ilegal e inconstitucional. Além do que a legislação sanitária define, as regras são criadas para cada programa ou estratégia de saúde ofertadas pelo governo federal. Regras que vão desde a necessidade de adesão e implantação de determinado programa federal, para que o Município receba recurso financeiro federal na forma de um incentivo, até a obrigatoriedade de alimentação de um sistema de informação para a manutenção do repasse desse incentivo. Como se não bastasse, de acordo com os estudos realizados e publicados pela CNM, em quase sua totalidade, esses incentivos financeiros representam no máximo 30% do custo real dos programas e das estratégias federais, sobrecarregando as finanças municipais com o custeio do SUS. Essa modalidade de regramento e financiamento só favorece a fiscalização e o controle da aplicação dos recursos federais, mantendo o engessamento do gestor municipal, que recebe recursos carimbados, além de ferir a constitucionalidade e a legalidade do financiamento do SUS. De acordo com a CNM, o modelo federal utilizado para o financiamento do SUS, na forma de programas e incentivos financeiros, já está ultrapassado e fere a Lei Complementar 141/2012, necessitando urgentemente de revisão. Porém, na qualidade de defensora do municipalismo e na busca do fortalecimento da gestão municipal do SUS, a CNM apresenta a cartilha Recursos Financeiros do SUS – Aplicação e prestação de contas, com orientações sobre a aplicação dos recursos públicos da saúde.

Falar do financiamento federal do Sistema Único de Saúde (SUS) e da forma de aplicação desses recursos é, sem dúvida alguma, um grande desafio, principalmente quando observadas as inúmeras e infindáveis regras criadas pelo Ministério da Saúde, muitas vezes, de forma ilegal e inconstitucional. Além do que a legislação sanitária define, as regras são criadas para cada programa ou estratégia de saúde ofertadas pelo governo federal. Regras que vão desde a necessidade de adesão e implantação de determinado programa federal, para que o Município receba recurso financeiro federal na forma de um incentivo, até a obrigatoriedade de alimentação de um sistema de informação para a manutenção do repasse desse incentivo. Como se não bastasse, de acordo com os estudos realizados e publicados pela CNM, em quase sua totalidade, esses incentivos financeiros representam no máximo 30% do custo real dos programas e das estratégias federais, sobrecarregando as finanças municipais com o custeio do SUS. Essa modalidade de regramento e financiamento só favorece a fiscalização e o controle da aplicação dos recursos federais, mantendo o engessamento do gestor municipal, que recebe recursos carimbados, além de ferir a constitucionalidade e a legalidade do financiamento do SUS. De acordo com a CNM, o modelo federal utilizado para o financiamento do SUS, na forma de programas e incentivos financeiros, já está ultrapassado e fere a Lei Complementar 141/2012, necessitando urgentemente de revisão. Porém, na qualidade de defensora do municipalismo e na busca do fortalecimento da gestão municipal do SUS, a CNM apresenta a cartilha Recursos Financeiros do SUS – Aplicação e prestação de contas, com orientações sobre a aplicação dos recursos públicos da saúde.

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