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como se pode estudar melhor sobre concordância verbal?

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Victória Monteiro

Há mais de um mês

Segue abaixo um execelente resumo sobre Concordância Verbal que me ajudou muito nos estudos ao decorrer do aprendizado da matéria.

 

O que é concordância?

Observe os exemplos a seguir:

Exemplo 1: Os gêmeos estão quietos.

Exemplo 2: Gêmeos quietos.

No primeiro exemplo o verbo “estar” se flexiona (modifica) na terceira pessoa do plural para concordar com o sujeito (os gêmeos).

Depois, o adjetivo “quieto” se flexiona da mesma forma para concordar com o número (plural) e gênero (masculino).

Em ambos os casos as concordâncias se correspondem, ou seja, de pessoa, número e gênero. Porém, nem sempre é assim, como você verá adiante.

Concordância é a correspondência de flexão entre dois termos, e pode ser verbal ou nominal.

Concordância verbal

Na concordância verbal, o verbo se flexiona para concordar com o sujeito.

Sujeito simples

Quando o sujeito é simples, haverá concordância do verbo de acordo com o número e pessoa.

Exemplo: Roberto foi ao estádio de futebol.

Como “Roberto” está na terceira pessoa do singular (ele), o verbo deve estar conjugado na mesma pessoa.

Exemplo: Os casais se reuniram na igreja.

O sujeito “os casais” está na terceira pessoa do singular (eles), então o verbo “reunir” deve se flexionar para adequar-se (eles se reuniram).

Seria muito fácil se a regra se aplicasse a todas as situações, não é mesmo? Mas temos muitos casos particulares:

Expressões Partitivas

Quando se refere a partes de um todo, o verbo tanto pode ficar no singular quanto no plural, dependendo de que parte se refere.

Exemplo: A maioria dos participantes saiu mais cedo (concordando com “a maioria”).

Mas também é correto dizer que “A maioria dos participantes saíram mais cedo” (concordando com “os participantes”).

Essa regra vale para “metade”, “uma parte”, “a maioria”, “uma porção”, “grande parte”, etc., desde que estejam seguidas de um substantivo ou pronome no plural.

Em nosso caso: “participantes” é o substantivo determinante. O mesmo vale para coletivos.

Exemplo: Um bando de galinhas fugiu/fugiram do sítio nesta noite.

Cabe a você decidir se quer se referir à unidade do conjunto (um bando) ou a galinhas (elementos formadores do conjunto).

Quer mais casos particulares? Temos vários!

Quantidade aproximada

Quando a quantidade é aproximada (cerca de, em torno de, menos de) mais numeral e substantivo, o verbo deve concordar com o substantivo.

Exemplo: Em torno de mil manifestantes estiveram na praça hoje.

Mas, quando se tratar de “Mais de” seguido de verbos com reciprocidade, o verbo concorda com o plural.

Exemplo: Mais de cinquenta pessoas se machucaram na briga (um machucou o outro).

Sujeito apenas no plural

Se o sujeito só existir no plural, a concordância varia de acordo com a presença ou ausência do artigo.

Com o artigo, use no plural. Sem o artigo, mantenha no singular. Vejamos os exemplos:

Exemplo 1: Os Estados Unidos estão sofrendo com o inverno rigoroso.

Exemplo 2: Minas Gerais possui cidades históricas bonitas.

Exemplo 3: Os Mistérios do Chocolate tornaram a autora Joanne Fluke conhecida no Brasil.

Sujeito pronome

Nos casos onde o sujeito é um pronome interrogativo ou indefinido no plural (como “Quem”, “Quais”, “Quantos”), acompanhado por “de nós” ou “de vós”, o verbo pode concordar:

  • Com o primeiro pronome, utilizando a terceira pessoa do plural (eles): “Quais de nós vão à excursão?”
  • Com o pronome pessoal: “Quais de nós vamos à excursão?”.
  • Se o pronome estiver no singular, utilize o verbo no singular: “Qual de nós vai à excursão?”

Porcentagem mais substantivo

Quando o sujeito apresentar uma porcentagem mais um substantivo, deve-se concordar o verbo com o substantivo.

Exemplo: 1% do time concorda com a regra. 1% dos estudantes chegaram atrasados.

Se não houver substantivo após a porcentagem, concordamos verbo e número.

Exemplo: 1% faltou. 25% estão aqui.

Pronome “que”

Quando o sujeito é o pronome relativo “que”, fazemos a concordância de número e pessoa com o antecedente do pronome.

Exemplo 1: Fui eu que abri a janela.

Exemplo 2: Foram eles que abasteceram o carro.

Exemplo 3: As pessoas que trouxeram comida foram à cozinha.

Sujeito “um dos que”

No caso de o sujeito ser “um dos que”, a concordância é facultativa. Entretanto, é de bom uso da Gramática utilizar o plural, concordando com a palavra que antecede o “que”.

Exemplo: Adriana foi uma das alunas que tiraram nota baixa.

Para entender melhor o sentido, inverta a posição dos termos: “Das alunas que tiraram nota baixa, Adriana foi uma delas”.

Mas, como dito acima, não é errado dizer: “Adriana foi uma das alunas que tirou nota baixa”.

Pronome “quem”

Se o pronome relativo “quem” for o sujeito, a concordância do verbo pode ser com o antecedente do pronome ou com a terceira pessoa do singular (ele).

Exemplo 1: Fui eu quem deu banho no cachorro.

Exemplo 2: Fui eu quem dei banho no cachorro.

Pronome de tratamento

Nos casos onde o sujeito é um pronome de tratamento, o verbo sempre ficará na terceira pessoa, mas pode ser do singular ou do plural.

Exemplo 1: Vossa Senhoria chegou.

Exemplo 2: Vossas Senhorias chegaram.

Sujeito ligado a horas

No caso do sujeito ser “bater”, “dar” e “soar” (horas), a concordância acontece com o numeral constituinte da oração.

Exemplo 1: Deu uma hora, vamos voltar.

Exemplo 2: Bateram três horas no relógio da escola.

Contudo, se o sujeito for relógio (ou algo semelhante), o verbo deve concordar com ele.

Exemplo: O relógio de Marcos deu vinte horas.

Verbos impessoais

Nos verbos impessoais, sempre utilize concordância com a terceira pessoa do singular. São eles:

  • Haver (como substituto de existir).
  • Fazer (indicação de tempo).
  • Fenômenos da natureza.

Exemplo 1: duas pessoas na lista de espera.

Exemplo 2: Faz cinco anos que moramos aqui.

Exemplo 2: Choveu grandes quantidades de granizo ontem.

Sujeito composto

Quando o sujeito é composto, ou seja, constituído por um ou mais termos, a concordância com o verbo tem as seguintes peculiaridades.

Sujeito antes do verbo

Se o sujeito estiver antes do verbo: concordância no plural.

Exemplo: Carlos e Sandra são casados.

Sujeito após o verbo

Se o sujeito vir depois do verbo, a concordância também pode acontecer com o sujeito mais próximo.

Exemplo 1: Faltou Caroline e Matheus apenas.

Exemplo 2: Faltaram Caroline e Matheus apenas.

Pessoas gramaticais diferentes

Caso o sujeito seja formado por pessoas gramaticais diferentes, tenha em mente que “nós” prevalece sobre “vós”, que prevalece sobre “eles”.

Exemplo 1: Tu, Nair e eu iremos ao cinema no sábado (nós).

Exemplo 2: Tu e teus primos acampareis conosco? (vós).

Exemplo 3: Tu e teus primos acamparão conosco?

Exemplo 4: Professores e alunos não sentarão juntos no auditório (eles).

Reciprocidade

No caso de reciprocidade, a concordância sempre é feita no plural.

Exemplo: Os casais se conheceram no curso.

Agora vamos conhecer alguns casos particulares para o sujeito composto.

Palavras sinônimas

Quando as palavras são sinônimas ou semelhantes, o verbo tanto pode ficar no plural quanto no singular.

Exemplo 1: Tristeza e desolação marcaram o enterro dos jovens mortos no acidente.

Exemplo 2: Tristeza e desolação marcou o enterro dos jovens mortos no acidente.

Núcleo de gradação

Em sujeitos compostos com núcleo de gradação, coloque o verbo no plural ou em concordância com o último núcleo do sujeito.

Exemplo 1: Cada hora, cada minuto, cada segundo faz diferença para mim.

Exemplo 2: Cada hora, cada minuto, cada segundo fazem diferença para mim.

Ligação com “ou” e “nem”

Quando a ligação entre os sujeitos for feita por “ou” ou “nem”, a concordância verbal é feita no plural, se puder ser atribuída a todos os núcleos do sujeito.

Exemplo 1: Clarissa ou Bibiana devem ser escolhidas.

Exemplo 2: Nem Rosa nem Vanessa são inteligentes.

Mas, se a declaração for apenas para um dos termos do sujeito, ou seja, um núcleo exclui o outro, deve-se manter o verbo no singular.

Exemplo 1: Clarissa ou Bibiana deve ser a escolhida.

Exemplo 2: Rosa ou Vanessa será escolhida para a última vaga.

“Um ou outro”

Em “um ou outro” ou “nem um nem outro”, a concordância adequada é o singular, mas o plural também é aceito.

Exemplo 1: Um ou outro jogador compareceu. Nem um nem outro foi escolhido.

Exemplo 2: Um ou outro jogador compareceram. Nem um nem outro foram escolhidos.

Termos unidos por “com o”

Se os termos forem unidos por “com o”, o verbo pode ficar no plural. Isto porque a expressão fica semelhante à conjunção aditiva “e”.

Exemplo: Viviane com a nora foram às compras.

Entretanto, não é incorreto se o verbo concordar com o último termo, enfatizando o primeiro elemento da oração.

Exemplo: Viviane com a nora foi às compras.

Porém, caso você opte pelo singular, o sujeito se torna simples e último elemento fica como adjunto adverbial de companhia: “Viviane foi às compras com a nora”.

Núcleos ligados

Se os núcleos do sujeito tiverem ligados a expressões correlatas, como: “mas também”, “não somente”, “tanto quanto”, “mas ainda”, etc., a concordância do verbo o deixa no plural.

Exemplo 1: Não só a mãe, mas também a filha foram atingidas pelo carro.

Exemplo 2: Tanto Carina quanto Rosana são preguiçosas.

Aposto recapitulativo

Se os elementos forem resumidos por um aposto recapitulativo, a concordância é pelo termo resumidor.

Exemplo 1: Filmes, livros, séries, tudo isto a atraía.

Exemplo 2: Chocolate, jujubas, pipoca, nada apetecia Orlando.

Concordância com palavra mais “se”

É preciso analisar a situação, quando o termo “se” for:

  • Índice de indeterminação do sujeito.
  • Partícula apassivadora.

No primeiro caso, o “se” acompanha verbos intransitivos, transitivos indiretos ou verbos de ligação. Assim, são conjugados na terceira pessoa do singular.

Exemplo 1: Precisa-se de moças para dividir quarto.

Exemplo 2: Foi-se minha alegria.

Quando o “se” é pronome apassivador, ele acompanha verbos transitivos diretos e também diretos e indiretos, formando voz passiva sintética.

Assim, o verbo concorda com o sujeito da oração (singular ou plural).

Exemplo 1: Alugam-se apartamentos por dia (Apartamentos são alugados por dia).

Exemplo 2: Constrói-se casa rapidamente (Casa é construída rapidamente).

O caso do verbo “ser”

Você aprendeu que na concordância verbal, o verbo concorda com o sujeito, certo? Acontece que com o verbo “ser” a condição muda um pouquinho.

Ou seja, ele também pode concordar com o predicativo do sujeito. Como saber? Depende do caso.

  • Se o sujeito for representado por isso, isto, aquilo, tudo, mais predicativo no plural: “Tudo são momentos para recordar”. “Isto são as sobras do nosso piquenique”.
  • Sujeito no singular, referindo-se a coisas, e o predicativo no plural: “Nosso almoço foram sanduíches. “Seu dia a dia eram tristezas seguidas”.
  • Se o sujeito for pessoa, o verbo concorda com ele: “André era só músculos”. “Eduarda é minhas alegrias”.
  • Sujeito for pronome interrogativo “que” ou “quem”: plural, se assim permitir. “Quem são aquelas pessoas?”. “Que são esses papéis sobre a mesa?”.
  • Indicação de horas, dias ou distâncias: concordância do verbo com o numeral. “São quatorze horas”. “São quinhentos quilômetros”.
  • Se o sujeito indicar pesos, quantidades ou medidas, além de expressões como pouco, muito, mais de, menos de: verbo fica no singular. “Treze quilos é mais do que suficiente”.
  • Quando um dos elementos da oração (sujeito ou predicativo do sujeito) for um pronome pessoal do caso reto, o pronome concorda com o verbo. “Eu sou a única mulher na minha casa”. “Nós somos adultos e vocês são crianças”.
  • Se o sujeito for expressão de sentido partitivo ou coletivo, concorde-o com o predicativo se este se apresentar no plural: “O resto eram alimentos estragados”. “A maioria dos grevistas eram professores.

Concordância com o verbo “parecer”

Combinado com verbo no infinitivo, o “parecer” pode ou não flexionar. Veja os casos abaixo:

  1. Flexão do verbo parecer, sem flexão do verbo no infinitivo: “As crianças pareciam crescer“.
  2. Verbo parecer não flexiona, com flexão do verbo no infinitivo: “As crianças parecia crescerem“.

A opção “1” é considerada a corrente, enquanto a alternativa “2” acontece em fins literários, geralmente.

Na expressão haja vista

Também há duas concordâncias para a expressão “haja vista”, como você notará abaixo:

  1. Invariável: “Haja vista as tarefas que o professor passou” (substituindo por exemplo). Ou “Haja vista à explicação do professor” (substituição de Atente-se).
  2. Variável: flexionando-se o verbo haver, desde que não seja seguido de preposição. “Hajam vista as tarefas que o professor passou” (No lugar de Vejam).

 

Segue abaixo um execelente resumo sobre Concordância Verbal que me ajudou muito nos estudos ao decorrer do aprendizado da matéria.

 

O que é concordância?

Observe os exemplos a seguir:

Exemplo 1: Os gêmeos estão quietos.

Exemplo 2: Gêmeos quietos.

No primeiro exemplo o verbo “estar” se flexiona (modifica) na terceira pessoa do plural para concordar com o sujeito (os gêmeos).

Depois, o adjetivo “quieto” se flexiona da mesma forma para concordar com o número (plural) e gênero (masculino).

Em ambos os casos as concordâncias se correspondem, ou seja, de pessoa, número e gênero. Porém, nem sempre é assim, como você verá adiante.

Concordância é a correspondência de flexão entre dois termos, e pode ser verbal ou nominal.

Concordância verbal

Na concordância verbal, o verbo se flexiona para concordar com o sujeito.

Sujeito simples

Quando o sujeito é simples, haverá concordância do verbo de acordo com o número e pessoa.

Exemplo: Roberto foi ao estádio de futebol.

Como “Roberto” está na terceira pessoa do singular (ele), o verbo deve estar conjugado na mesma pessoa.

Exemplo: Os casais se reuniram na igreja.

O sujeito “os casais” está na terceira pessoa do singular (eles), então o verbo “reunir” deve se flexionar para adequar-se (eles se reuniram).

Seria muito fácil se a regra se aplicasse a todas as situações, não é mesmo? Mas temos muitos casos particulares:

Expressões Partitivas

Quando se refere a partes de um todo, o verbo tanto pode ficar no singular quanto no plural, dependendo de que parte se refere.

Exemplo: A maioria dos participantes saiu mais cedo (concordando com “a maioria”).

Mas também é correto dizer que “A maioria dos participantes saíram mais cedo” (concordando com “os participantes”).

Essa regra vale para “metade”, “uma parte”, “a maioria”, “uma porção”, “grande parte”, etc., desde que estejam seguidas de um substantivo ou pronome no plural.

Em nosso caso: “participantes” é o substantivo determinante. O mesmo vale para coletivos.

Exemplo: Um bando de galinhas fugiu/fugiram do sítio nesta noite.

Cabe a você decidir se quer se referir à unidade do conjunto (um bando) ou a galinhas (elementos formadores do conjunto).

Quer mais casos particulares? Temos vários!

Quantidade aproximada

Quando a quantidade é aproximada (cerca de, em torno de, menos de) mais numeral e substantivo, o verbo deve concordar com o substantivo.

Exemplo: Em torno de mil manifestantes estiveram na praça hoje.

Mas, quando se tratar de “Mais de” seguido de verbos com reciprocidade, o verbo concorda com o plural.

Exemplo: Mais de cinquenta pessoas se machucaram na briga (um machucou o outro).

Sujeito apenas no plural

Se o sujeito só existir no plural, a concordância varia de acordo com a presença ou ausência do artigo.

Com o artigo, use no plural. Sem o artigo, mantenha no singular. Vejamos os exemplos:

Exemplo 1: Os Estados Unidos estão sofrendo com o inverno rigoroso.

Exemplo 2: Minas Gerais possui cidades históricas bonitas.

Exemplo 3: Os Mistérios do Chocolate tornaram a autora Joanne Fluke conhecida no Brasil.

Sujeito pronome

Nos casos onde o sujeito é um pronome interrogativo ou indefinido no plural (como “Quem”, “Quais”, “Quantos”), acompanhado por “de nós” ou “de vós”, o verbo pode concordar:

  • Com o primeiro pronome, utilizando a terceira pessoa do plural (eles): “Quais de nós vão à excursão?”
  • Com o pronome pessoal: “Quais de nós vamos à excursão?”.
  • Se o pronome estiver no singular, utilize o verbo no singular: “Qual de nós vai à excursão?”

Porcentagem mais substantivo

Quando o sujeito apresentar uma porcentagem mais um substantivo, deve-se concordar o verbo com o substantivo.

Exemplo: 1% do time concorda com a regra. 1% dos estudantes chegaram atrasados.

Se não houver substantivo após a porcentagem, concordamos verbo e número.

Exemplo: 1% faltou. 25% estão aqui.

Pronome “que”

Quando o sujeito é o pronome relativo “que”, fazemos a concordância de número e pessoa com o antecedente do pronome.

Exemplo 1: Fui eu que abri a janela.

Exemplo 2: Foram eles que abasteceram o carro.

Exemplo 3: As pessoas que trouxeram comida foram à cozinha.

Sujeito “um dos que”

No caso de o sujeito ser “um dos que”, a concordância é facultativa. Entretanto, é de bom uso da Gramática utilizar o plural, concordando com a palavra que antecede o “que”.

Exemplo: Adriana foi uma das alunas que tiraram nota baixa.

Para entender melhor o sentido, inverta a posição dos termos: “Das alunas que tiraram nota baixa, Adriana foi uma delas”.

Mas, como dito acima, não é errado dizer: “Adriana foi uma das alunas que tirou nota baixa”.

Pronome “quem”

Se o pronome relativo “quem” for o sujeito, a concordância do verbo pode ser com o antecedente do pronome ou com a terceira pessoa do singular (ele).

Exemplo 1: Fui eu quem deu banho no cachorro.

Exemplo 2: Fui eu quem dei banho no cachorro.

Pronome de tratamento

Nos casos onde o sujeito é um pronome de tratamento, o verbo sempre ficará na terceira pessoa, mas pode ser do singular ou do plural.

Exemplo 1: Vossa Senhoria chegou.

Exemplo 2: Vossas Senhorias chegaram.

Sujeito ligado a horas

No caso do sujeito ser “bater”, “dar” e “soar” (horas), a concordância acontece com o numeral constituinte da oração.

Exemplo 1: Deu uma hora, vamos voltar.

Exemplo 2: Bateram três horas no relógio da escola.

Contudo, se o sujeito for relógio (ou algo semelhante), o verbo deve concordar com ele.

Exemplo: O relógio de Marcos deu vinte horas.

Verbos impessoais

Nos verbos impessoais, sempre utilize concordância com a terceira pessoa do singular. São eles:

  • Haver (como substituto de existir).
  • Fazer (indicação de tempo).
  • Fenômenos da natureza.

Exemplo 1: duas pessoas na lista de espera.

Exemplo 2: Faz cinco anos que moramos aqui.

Exemplo 2: Choveu grandes quantidades de granizo ontem.

Sujeito composto

Quando o sujeito é composto, ou seja, constituído por um ou mais termos, a concordância com o verbo tem as seguintes peculiaridades.

Sujeito antes do verbo

Se o sujeito estiver antes do verbo: concordância no plural.

Exemplo: Carlos e Sandra são casados.

Sujeito após o verbo

Se o sujeito vir depois do verbo, a concordância também pode acontecer com o sujeito mais próximo.

Exemplo 1: Faltou Caroline e Matheus apenas.

Exemplo 2: Faltaram Caroline e Matheus apenas.

Pessoas gramaticais diferentes

Caso o sujeito seja formado por pessoas gramaticais diferentes, tenha em mente que “nós” prevalece sobre “vós”, que prevalece sobre “eles”.

Exemplo 1: Tu, Nair e eu iremos ao cinema no sábado (nós).

Exemplo 2: Tu e teus primos acampareis conosco? (vós).

Exemplo 3: Tu e teus primos acamparão conosco?

Exemplo 4: Professores e alunos não sentarão juntos no auditório (eles).

Reciprocidade

No caso de reciprocidade, a concordância sempre é feita no plural.

Exemplo: Os casais se conheceram no curso.

Agora vamos conhecer alguns casos particulares para o sujeito composto.

Palavras sinônimas

Quando as palavras são sinônimas ou semelhantes, o verbo tanto pode ficar no plural quanto no singular.

Exemplo 1: Tristeza e desolação marcaram o enterro dos jovens mortos no acidente.

Exemplo 2: Tristeza e desolação marcou o enterro dos jovens mortos no acidente.

Núcleo de gradação

Em sujeitos compostos com núcleo de gradação, coloque o verbo no plural ou em concordância com o último núcleo do sujeito.

Exemplo 1: Cada hora, cada minuto, cada segundo faz diferença para mim.

Exemplo 2: Cada hora, cada minuto, cada segundo fazem diferença para mim.

Ligação com “ou” e “nem”

Quando a ligação entre os sujeitos for feita por “ou” ou “nem”, a concordância verbal é feita no plural, se puder ser atribuída a todos os núcleos do sujeito.

Exemplo 1: Clarissa ou Bibiana devem ser escolhidas.

Exemplo 2: Nem Rosa nem Vanessa são inteligentes.

Mas, se a declaração for apenas para um dos termos do sujeito, ou seja, um núcleo exclui o outro, deve-se manter o verbo no singular.

Exemplo 1: Clarissa ou Bibiana deve ser a escolhida.

Exemplo 2: Rosa ou Vanessa será escolhida para a última vaga.

“Um ou outro”

Em “um ou outro” ou “nem um nem outro”, a concordância adequada é o singular, mas o plural também é aceito.

Exemplo 1: Um ou outro jogador compareceu. Nem um nem outro foi escolhido.

Exemplo 2: Um ou outro jogador compareceram. Nem um nem outro foram escolhidos.

Termos unidos por “com o”

Se os termos forem unidos por “com o”, o verbo pode ficar no plural. Isto porque a expressão fica semelhante à conjunção aditiva “e”.

Exemplo: Viviane com a nora foram às compras.

Entretanto, não é incorreto se o verbo concordar com o último termo, enfatizando o primeiro elemento da oração.

Exemplo: Viviane com a nora foi às compras.

Porém, caso você opte pelo singular, o sujeito se torna simples e último elemento fica como adjunto adverbial de companhia: “Viviane foi às compras com a nora”.

Núcleos ligados

Se os núcleos do sujeito tiverem ligados a expressões correlatas, como: “mas também”, “não somente”, “tanto quanto”, “mas ainda”, etc., a concordância do verbo o deixa no plural.

Exemplo 1: Não só a mãe, mas também a filha foram atingidas pelo carro.

Exemplo 2: Tanto Carina quanto Rosana são preguiçosas.

Aposto recapitulativo

Se os elementos forem resumidos por um aposto recapitulativo, a concordância é pelo termo resumidor.

Exemplo 1: Filmes, livros, séries, tudo isto a atraía.

Exemplo 2: Chocolate, jujubas, pipoca, nada apetecia Orlando.

Concordância com palavra mais “se”

É preciso analisar a situação, quando o termo “se” for:

  • Índice de indeterminação do sujeito.
  • Partícula apassivadora.

No primeiro caso, o “se” acompanha verbos intransitivos, transitivos indiretos ou verbos de ligação. Assim, são conjugados na terceira pessoa do singular.

Exemplo 1: Precisa-se de moças para dividir quarto.

Exemplo 2: Foi-se minha alegria.

Quando o “se” é pronome apassivador, ele acompanha verbos transitivos diretos e também diretos e indiretos, formando voz passiva sintética.

Assim, o verbo concorda com o sujeito da oração (singular ou plural).

Exemplo 1: Alugam-se apartamentos por dia (Apartamentos são alugados por dia).

Exemplo 2: Constrói-se casa rapidamente (Casa é construída rapidamente).

O caso do verbo “ser”

Você aprendeu que na concordância verbal, o verbo concorda com o sujeito, certo? Acontece que com o verbo “ser” a condição muda um pouquinho.

Ou seja, ele também pode concordar com o predicativo do sujeito. Como saber? Depende do caso.

  • Se o sujeito for representado por isso, isto, aquilo, tudo, mais predicativo no plural: “Tudo são momentos para recordar”. “Isto são as sobras do nosso piquenique”.
  • Sujeito no singular, referindo-se a coisas, e o predicativo no plural: “Nosso almoço foram sanduíches. “Seu dia a dia eram tristezas seguidas”.
  • Se o sujeito for pessoa, o verbo concorda com ele: “André era só músculos”. “Eduarda é minhas alegrias”.
  • Sujeito for pronome interrogativo “que” ou “quem”: plural, se assim permitir. “Quem são aquelas pessoas?”. “Que são esses papéis sobre a mesa?”.
  • Indicação de horas, dias ou distâncias: concordância do verbo com o numeral. “São quatorze horas”. “São quinhentos quilômetros”.
  • Se o sujeito indicar pesos, quantidades ou medidas, além de expressões como pouco, muito, mais de, menos de: verbo fica no singular. “Treze quilos é mais do que suficiente”.
  • Quando um dos elementos da oração (sujeito ou predicativo do sujeito) for um pronome pessoal do caso reto, o pronome concorda com o verbo. “Eu sou a única mulher na minha casa”. “Nós somos adultos e vocês são crianças”.
  • Se o sujeito for expressão de sentido partitivo ou coletivo, concorde-o com o predicativo se este se apresentar no plural: “O resto eram alimentos estragados”. “A maioria dos grevistas eram professores.

Concordância com o verbo “parecer”

Combinado com verbo no infinitivo, o “parecer” pode ou não flexionar. Veja os casos abaixo:

  1. Flexão do verbo parecer, sem flexão do verbo no infinitivo: “As crianças pareciam crescer“.
  2. Verbo parecer não flexiona, com flexão do verbo no infinitivo: “As crianças parecia crescerem“.

A opção “1” é considerada a corrente, enquanto a alternativa “2” acontece em fins literários, geralmente.

Na expressão haja vista

Também há duas concordâncias para a expressão “haja vista”, como você notará abaixo:

  1. Invariável: “Haja vista as tarefas que o professor passou” (substituindo por exemplo). Ou “Haja vista à explicação do professor” (substituição de Atente-se).
  2. Variável: flexionando-se o verbo haver, desde que não seja seguido de preposição. “Hajam vista as tarefas que o professor passou” (No lugar de Vejam).

 

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Annita Negreiros

Há mais de um mês

8 DICAS

1. Sobre os Estados Unidos: quando o sujeito for formado por nomes que só se usam no plural, e não vier precedido de artigo, o verbo ficará no singular. Se vier precedido de artigo o verbo concordará com o artigo. Exemplos: Os Estados Unidos são uma nação orgulhosa de suas conquistas. / Estados Unidos éuma nação orgulhosa de suas conquistas.

2. Quando o sujeito composto for resumido por pronome indefinido a concordância deverá ser feita com a palavra que resumir o sujeito composto. Exemplo: Viviane, Marcela e Flávia, nenhuma assumiu a culpa.

3. Quando o sujeito composto for formado de pessoas diferentes, se houver a primeira pessoa entre as pessoas do sujeito composto o verbo ficará na primeira pessoa do plural. Exemplo: Eu, você e Renata dividimos a conta.

Se o sujeito composto for formado por segunda e terceira pessoas, a concordância verbal será feita com o verbo se felxionando para a segunda ou para a terceira pessoa do plural. Exemplo: Tu e teu pai sois/são esforçados.

Foto: Reprodução/Pixabay

4. Quando o sujeito for composto a construção verbal ficará no plural. Exemplo: O jogador e o técnico voltaram a brigar.

Se o sujeito composto for formado por dois núcleos sinônimos ou dispostos em gradação ou ainda forem dois infinitivos, admite-se o verbo no singular. Exemplos: Descaso e desprezo sempre marcou/marcaram seu comportamento.

Quando o sujeito vier depois do verbo, este poderá concordar com o núcleo mais próximo. Exemplo: Faltou ao time técnica e motivação.

Quando os infinitivos forem opostos não se admite singular. Exemplo: Amar e odiar fazem parte da vida.

5. Quando os verbos “dar”, “bater” ou “soar” estiverem indicando horas concordarão com o sujeito. Exemplo: O relógio deu uma hora. (deu = verbo, relógio = sujeito).

Mas, se na frase o sujeito é o número de horas, o verbo deve concordar com o sujeito. Isso acontece quando a frase diz quem deu as horas. Exemplo: Deram cinco horas no relógio da Central do Brasil. (Deram = verbo, cinco horas = sujeito, no relógio da Central do Brasil = adjunto adverbial).

6. Quando o verbo vier acompanhado do índice de indeterminação do sujeito “se” ficará na terceira pessoa do singular. Exemplo: Precisa-se de secretárias com experiência.

7. Quando o verbo vier acompanhado de pronome apassivador “se” concordará com o sujeito expresso na oração. Exemplo: Vendem-se automóveis usados. / Derrubou-se o prédio.

8. Quando os verbos “haver” e “fazer” forem impessoais, indicando tempo transcorrido, ou seja, não possuírem sujeito, não se flexionam em número e ficarão na terceira pessoa do singular. Exemplo: Há anos não o vejo. / Fazia três semanas que não o visitamos.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes