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qual a diferença de ADI, ADC e ADPF?


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Carlos Eduardo Ferreira de Souza Verified user icon

Há mais de um mês

A ação direta de inconstitucionalidade, a ação declaratória de constitucionalidade, a ação direta de inconstitucionalidade por omissão (que aproveitaremos espaço para falar) e a arguição de descumprimento de preceito fundamental trazem diversas distinções e analisaremos a seguir:

  • AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE (ADI):
    • Normas aplicáveis: art. 102, I, "a" e "p" da CRFB; art. 103 da CRFB; Lei 9.868/99.
    • Conceito (art. 102, I, "a", da CRFB): se trata de ação de controle concentrado de constitucionalidade, de competência do STF, de lei ou ato normativo. Assim, se tomará como norma-parâmetro uma norma de status constitucional. Se diz que, em relação à ação declaratória de constitucionalidade, se trata de dois lados da mesma moeda, pois ao reconhecer a procedência da ADI, informando que a lei ou ato é inconstitucional, estará o STF reconhecendo a improcedência da ADC, ao passo que reconhecendo a improcedência da ADI, com ato ou lei constitucional, então se reconhece pela procedência da ADC.
    • Legitimados (rol do art. 103, da CRFB e art. 2º, da Lei 9.868/99);
      • I - o Presidente da República;
      • II - a Mesa do Senado Federal;
      • III - a Mesa da Câmara dos Deputados;
      • IV - a Mesa de Assembléia Legislativa ou a Mesa da Câmara Legislativa do Distrito Federal;
      • V - o Governador de Estado ou o Governador do Distrito Federal;
      • VI - o Procurador-Geral da República;
      • VII - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;
      • VIII - partido político com representação no Congresso Nacional;
      • IX - confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional.
         
    • Objetos: lei ou ato normativo, estadual ou federal, mas deve ser ato que se fundamente diretamente na Consituição, não podendo se tratar de atos normativos que encontrem fundamento na lei, sobre os quais somente pode recair controle de legalidade. Situação clara é dos chamados decretos autônomos, expedidos pelo Presidente da República e que se fundamentam na CRFB/88.
  • AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE (ADC):
    • Normas aplicáveis: art. 102, I, "a" e "p" da CRFB; art. 103 da CRFB; Lei 9.868/99.
    • Conceito (art. 102, I, "a", da CRFB e art. 14, III, da Lei 9868/99): se trata de ação de controle concentrado de constitucionalidade, de competência do STF, de lei ou ato normativo, quando presente controvérsia judicial relevante, ou seja, quando tribunais diversos divergirem acerca da constitucionalidade, ou não, de determinada lei ou ato normativo (inclusive, essa demonstração é requisito da inicial). Se diz que, em relação à ação direta de inconstitucionalidade, se trata de dois lados da mesma moeda, pois ao reconhecer a procedência da ADI, informando que a lei ou ato é inconstitucional, estará o STF reconhecendo a improcedência da ADC, ao passo que reconhecendo a improcedência da ADI, com ato ou lei constitucional, então se reconhece pela procedência da ADC.
    • Legitimados (rol do art. 103, da CRFB, nada obstante art. 13 da Lei 9.868/99 ser mais restrito);
      • I - o Presidente da República;
      • II - a Mesa do Senado Federal;
      • III - a Mesa da Câmara dos Deputados;
      • IV - a Mesa de Assembléia Legislativa ou a Mesa da Câmara Legislativa do Distrito Federal;
      • V - o Governador de Estado ou o Governador do Distrito Federal;
      • VI - o Procurador-Geral da República;
      • VII - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;
      • VIII - partido político com representação no Congresso Nacional;
      • IX - confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional.
         
    • Objetos: lei ou ato normativo federal, mas deve ser ato que se fundamente diretamente na Consituição, não podendo se tratar de atos normativos que encontrem fundamento na lei, sobre os quais somente pode recair controle de legalidade. Situação clara é dos chamados decretos autônomos, expedidos pelo Presidente da República e que se fundamentam na CRFB/88.
    •  
  • AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE POR OMISSÃO (ADO)
    • ​​​​​​​Normas aplicáveis: art. 103, §2º, da CRFB e Lei 9.868/99.
    • Conceito (art. 103, §2º, da CRFB): se trata de ação de controle concentrado de constitucionalidade, de competência do STF, por meio da qual se avaliará eventual omissão do Poder Público na edição de normas que possibilitem a efetivação de normas constitucionais. Se concluindo pela inconstitucionalidade da inércia e, portanto, pela omissão inconstitucional, o Poder será cientificado para sana-la.
    • Legitimados (rol do art. 103, da CRFB e art. 2º c/c art. 12-A, ambos da Lei 9.868/99);
      • I - o Presidente da República;
      • II - a Mesa do Senado Federal;
      • III - a Mesa da Câmara dos Deputados;
      • IV - a Mesa de Assembléia Legislativa ou a Mesa da Câmara Legislativa do Distrito Federal;
      • V - o Governador de Estado ou o Governador do Distrito Federal;
      • VI - o Procurador-Geral da República;
      • VII - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;
      • VIII - partido político com representação no Congresso Nacional;
      • IX - confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional.
  • ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL (ADPF):
    • Normas aplicáveis: art. 102, §1º da CRFB e Lei 9.882/99.
    • Conceito (art. 102, §1º, "a", da CRFB): se trata de ação de controle concentrado de constitucionalidade, de competência do STF, que busca evitar ou reparar  lesão a preceito fundamental por ato do poder público, assim como quando for relevante o fundamento da controvérsia constitucional sobre lei ou ato normativo federal, estadual ou municipal, incluídos os anteriores à Constituição. Possui caráter residual, se admitindo quando não couberem as formas anteriormente vistas. É o caso, por exemplo de lei ou ato normativo municipal ou anteriores à Constituição, bem como nos casos em que não couber ADI ou ADC.
    • Legitimados (rol do art. 103, da CRFB e art. 2º, I, da Lei 9.882/99);
      • I - o Presidente da República;
      • II - a Mesa do Senado Federal;
      • III - a Mesa da Câmara dos Deputados;
      • IV - a Mesa de Assembléia Legislativa ou a Mesa da Câmara Legislativa do Distrito Federal;
      • V - o Governador de Estado ou o Governador do Distrito Federal;
      • VI - o Procurador-Geral da República;
      • VII - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;
      • VIII - partido político com representação no Congresso Nacional;
      • IX - confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional.
         
    • Objetos: lei ou ato normativo federal, estadual ou municipal, inclusive anteriores à CRFB/88, mas deve ser ato que se fundamente diretamente na Consituição, não podendo se tratar de atos normativos que encontrem fundamento na lei, sobre os quais somente pode recair controle de legalidade. Situação clara é dos chamados decretos autônomos, expedidos pelo Presidente da República e que se fundamentam na CRFB/88.

A ação direta de inconstitucionalidade, a ação declaratória de constitucionalidade, a ação direta de inconstitucionalidade por omissão (que aproveitaremos espaço para falar) e a arguição de descumprimento de preceito fundamental trazem diversas distinções e analisaremos a seguir:

  • AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE (ADI):
    • Normas aplicáveis: art. 102, I, "a" e "p" da CRFB; art. 103 da CRFB; Lei 9.868/99.
    • Conceito (art. 102, I, "a", da CRFB): se trata de ação de controle concentrado de constitucionalidade, de competência do STF, de lei ou ato normativo. Assim, se tomará como norma-parâmetro uma norma de status constitucional. Se diz que, em relação à ação declaratória de constitucionalidade, se trata de dois lados da mesma moeda, pois ao reconhecer a procedência da ADI, informando que a lei ou ato é inconstitucional, estará o STF reconhecendo a improcedência da ADC, ao passo que reconhecendo a improcedência da ADI, com ato ou lei constitucional, então se reconhece pela procedência da ADC.
    • Legitimados (rol do art. 103, da CRFB e art. 2º, da Lei 9.868/99);
      • I - o Presidente da República;
      • II - a Mesa do Senado Federal;
      • III - a Mesa da Câmara dos Deputados;
      • IV - a Mesa de Assembléia Legislativa ou a Mesa da Câmara Legislativa do Distrito Federal;
      • V - o Governador de Estado ou o Governador do Distrito Federal;
      • VI - o Procurador-Geral da República;
      • VII - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;
      • VIII - partido político com representação no Congresso Nacional;
      • IX - confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional.
         
    • Objetos: lei ou ato normativo, estadual ou federal, mas deve ser ato que se fundamente diretamente na Consituição, não podendo se tratar de atos normativos que encontrem fundamento na lei, sobre os quais somente pode recair controle de legalidade. Situação clara é dos chamados decretos autônomos, expedidos pelo Presidente da República e que se fundamentam na CRFB/88.
  • AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE (ADC):
    • Normas aplicáveis: art. 102, I, "a" e "p" da CRFB; art. 103 da CRFB; Lei 9.868/99.
    • Conceito (art. 102, I, "a", da CRFB e art. 14, III, da Lei 9868/99): se trata de ação de controle concentrado de constitucionalidade, de competência do STF, de lei ou ato normativo, quando presente controvérsia judicial relevante, ou seja, quando tribunais diversos divergirem acerca da constitucionalidade, ou não, de determinada lei ou ato normativo (inclusive, essa demonstração é requisito da inicial). Se diz que, em relação à ação direta de inconstitucionalidade, se trata de dois lados da mesma moeda, pois ao reconhecer a procedência da ADI, informando que a lei ou ato é inconstitucional, estará o STF reconhecendo a improcedência da ADC, ao passo que reconhecendo a improcedência da ADI, com ato ou lei constitucional, então se reconhece pela procedência da ADC.
    • Legitimados (rol do art. 103, da CRFB, nada obstante art. 13 da Lei 9.868/99 ser mais restrito);
      • I - o Presidente da República;
      • II - a Mesa do Senado Federal;
      • III - a Mesa da Câmara dos Deputados;
      • IV - a Mesa de Assembléia Legislativa ou a Mesa da Câmara Legislativa do Distrito Federal;
      • V - o Governador de Estado ou o Governador do Distrito Federal;
      • VI - o Procurador-Geral da República;
      • VII - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;
      • VIII - partido político com representação no Congresso Nacional;
      • IX - confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional.
         
    • Objetos: lei ou ato normativo federal, mas deve ser ato que se fundamente diretamente na Consituição, não podendo se tratar de atos normativos que encontrem fundamento na lei, sobre os quais somente pode recair controle de legalidade. Situação clara é dos chamados decretos autônomos, expedidos pelo Presidente da República e que se fundamentam na CRFB/88.
    •  
  • AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE POR OMISSÃO (ADO)
    • ​​​​​​​Normas aplicáveis: art. 103, §2º, da CRFB e Lei 9.868/99.
    • Conceito (art. 103, §2º, da CRFB): se trata de ação de controle concentrado de constitucionalidade, de competência do STF, por meio da qual se avaliará eventual omissão do Poder Público na edição de normas que possibilitem a efetivação de normas constitucionais. Se concluindo pela inconstitucionalidade da inércia e, portanto, pela omissão inconstitucional, o Poder será cientificado para sana-la.
    • Legitimados (rol do art. 103, da CRFB e art. 2º c/c art. 12-A, ambos da Lei 9.868/99);
      • I - o Presidente da República;
      • II - a Mesa do Senado Federal;
      • III - a Mesa da Câmara dos Deputados;
      • IV - a Mesa de Assembléia Legislativa ou a Mesa da Câmara Legislativa do Distrito Federal;
      • V - o Governador de Estado ou o Governador do Distrito Federal;
      • VI - o Procurador-Geral da República;
      • VII - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;
      • VIII - partido político com representação no Congresso Nacional;
      • IX - confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional.
  • ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL (ADPF):
    • Normas aplicáveis: art. 102, §1º da CRFB e Lei 9.882/99.
    • Conceito (art. 102, §1º, "a", da CRFB): se trata de ação de controle concentrado de constitucionalidade, de competência do STF, que busca evitar ou reparar  lesão a preceito fundamental por ato do poder público, assim como quando for relevante o fundamento da controvérsia constitucional sobre lei ou ato normativo federal, estadual ou municipal, incluídos os anteriores à Constituição. Possui caráter residual, se admitindo quando não couberem as formas anteriormente vistas. É o caso, por exemplo de lei ou ato normativo municipal ou anteriores à Constituição, bem como nos casos em que não couber ADI ou ADC.
    • Legitimados (rol do art. 103, da CRFB e art. 2º, I, da Lei 9.882/99);
      • I - o Presidente da República;
      • II - a Mesa do Senado Federal;
      • III - a Mesa da Câmara dos Deputados;
      • IV - a Mesa de Assembléia Legislativa ou a Mesa da Câmara Legislativa do Distrito Federal;
      • V - o Governador de Estado ou o Governador do Distrito Federal;
      • VI - o Procurador-Geral da República;
      • VII - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;
      • VIII - partido político com representação no Congresso Nacional;
      • IX - confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional.
         
    • Objetos: lei ou ato normativo federal, estadual ou municipal, inclusive anteriores à CRFB/88, mas deve ser ato que se fundamente diretamente na Consituição, não podendo se tratar de atos normativos que encontrem fundamento na lei, sobre os quais somente pode recair controle de legalidade. Situação clara é dos chamados decretos autônomos, expedidos pelo Presidente da República e que se fundamentam na CRFB/88.
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Leila Araujo

Há mais de um mês

ADI

Declarar Incostitucional norma que viola a CF, eliminando-a

ADC
Declarar Constitucional norma Federal, preservando-a

ADPF
Defender Preceito Fundamental contra agressões externas

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Lucas Gama

Há mais de um mês

ADI - Declarar Incostitucional norma que viola a CF.

ADC - Declarar Constitucional norma Federal

ADPF - Defender Preceito Fundamental contra agressões externas

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